Contran divulga cronograma das campanhas de trânsito para 2022

Ações terão o lema a mensagem ‘juntos salvamos vidas’; resolução foi publicada nesta terça-feira no Diário Oficial da União (DOU)

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) divulgou nesta terça-feira (21) o tema, a mensagem e o cronograma das campanhas educativas de trânsito para todo o ano de 2022. O lema “juntos salvamos vidas” será o slogan promovido pelos órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito (SNT).

Conforme publicação no Diário Oficial da União (DOU), a medida vai orientar na definição das “peças publicitárias destinadas à divulgação ou promoção, nos meios de comunicação social, de produtos oriundos da indústria automobilística ou afins”.

As campanhas de 2022 vão abordar temas como o planejamento das férias, vulnerabilidade/fragilidade da vida (pedestres, ciclistas e motociclistas), tempo na condução de veículo automotor, velocidades seguras e volta às aulas, entre outros (veja cronograma).

Fonte: R7

Porto Velho ganhará mais oito quilômetros de ciclovias até o final do ano

Atualmente, a malha cicloviária da capital tem 22 quilômetros de pista

Um trânsito mais fluido e seguro. Essa é a meta da Prefeitura de Porto Velho com a ampliação do número de ciclovias. Atualmente, há 22 quilômetros de vias exclusivas para os ciclistas, mas até o final deste ano, outros oito quilômetros devem ser construídos e entregues à população.

Na quinta-feira (12), aproximadamente 500 metros da rua Cipriano Gurgel foram transformados em ciclovia. A mudança foi providenciada para dar mais segurança aos praticantes de ciclismo e aos demais usuários da pista.

Outra faixa exclusiva será implantada na avenida Tiradentes, após o término das obras de drenagem que estão sendo feitas pela Secretaria Municipal de Obras (Semob). No local, também está sendo feita a arborização e paisagismo no canteiro central, a cargo da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema).

“Além da avenida Tiradentes, está na fase de projeto a implantação de ciclovia no canteiro central da avenida Jorge Teixeira”, afirma Ronaldo Flôres, titular da Secretaria Municipal de Trânsito, Mobilidade e Transportes (Semtran).

Uma pesquisa realizada pelo Departamento de Mobilidade e Polos Geradores de Tráfego (DMOP), da Prefeitura de Porto Velho, apontou demandas e sugestões importantes para compor o Plano de Mobilidade Urbana.

Na pesquisa foram analisadas as respostas de 768 ciclistas. Deste total, 70% informaram que fazem deslocamentos diários das zonas norte e leste para o centro da cidade. E 80% registraram que utilizam os veículos para fins esportivos, enquanto 20% utilizam as vias para ir trabalhar.

Fonte: Semtran

Detran e PRF se unem para ampliação de parceria e integração de dados em RO

Com a ampliação da parceria, a PRF irá fornecer dados estatísticos de acidentes de trânsito

Detran e PRF em reunião em Porto Velho

O Governo de Rondônia, por meio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) está trabalhando para ampliar a parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Na quarta-feira (2), o diretor-geral do Detran, coronel Neil Aldrin Faria Gonzaga e o superintendente da PRF, Rommel Dantas, conversaram sobre o acordo que já existe entre as duas entidades.

A finalidade é ampliar essa colaboração, onde o Detran vai disponibilizar o acesso por meio de um “perfil policial”, onde a PRF terá entrada ao banco de dados em tempo real para verificação da situação do veículo de condutor e também, acesso para fazer lançamento de restrições, quando for o caso. “A PRF já utiliza o sistema de dados do Detran, o DetranNet. Nossa intenção é ampliar essa parceria e de contra partida a PRF irá nos fornecer os dados estatísticos de acidentes de trânsito”, afirmou o diretor-geral do Detran, Neil Gonzaga.

De acordo com Gonzaga, com a ampliação da parceria, os serviços que hoje a PRF não consegue fazer por não ter acesso ao sistema do Detran, poderão ser executados por meio de uma Cooperação Técnica.

Neil Gonzaga, destacou que os investimentos tecnológicos e as parcerias com outras instituições são fundamentais para garantir a segurança do cidadão. Entre os órgãos parceiros estão: o Tribunal de Justiça (TJ), a Secretaria de Estado de Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), a Polícia Militar e  outras.

O diretor técnico de Fiscalização e Ações de Trânsito (Dtfat) do Detran, Welton Roney Nunes Ribeiro, ressaltou que a integração das autoridades de trânsito é de grande relevância para o cumprimento das diretrizes de segurança de trânsito e tendo um sistema integrado com informações e parcerias contribuem muito para o alcance do objetivo.

Participaram ainda da reunião, o diretor técnico Administrativo e Financeiro (DAF) do Detran, James Alves Padilha, o  chefe de Seção de Administração, Gilson de Souza, o chefe de Núcleo de Gestão Operacional, Alain Bandeira e o chefe de Seção de Operações, Lucas Saito.

Fonte: Detran-RO

MPF questiona Secretaria de Trânsito por fechar diariamente uma das vias do Espaço Alternativo

Bloqueio do trânsito em dias úteis prejudica atendimento de vítimas em caso de acidente aéreo e impede transporte a hospitais e pronto socorro

Porto Velho, RO – O Ministério Público Federal (MPF) enviou ofício à Secretaria Municipal de Trânsito, Mobilidade e Transporte (Semtran) para saber quais foram os estudos técnicos que ampararam a mudança de posicionamento em relação ao fechamento diário, das 16h às 22h, de uma das pistas do Espaço Alternativo de Porto Velho (RO).

De acordo com a Infraero, a interdição da Avenida Jorge Teixeira, entre Hospital de Base e aeroporto, em dias úteis, prejudica a agilidade no atendimento médico em caso de acidentes aéreos. A empresa também expôs que restos de alimentos deixados por frequentadores e ambulantes no local podem atrair aves, colocando em risco os voos das aeronaves.

A procuradora da República Gisele Bleggi ressalta que “a questão do fluxo de vias próximas a aeroportos é disciplinado por normas nacionais e internacionais que regulam a aviação civil. Fora isso, a execução do plano de emergência em caso de incidentes aéreos exige que as vias diretas de percurso menor, entre o aeródromo e os hospitais próximos, estejam desobstruídas. Essa regra é respeitada no país todo”.

Prejuízos – Segundo a Infraero, já foram feitas, inclusive, simulações de acidente e percursos alternativos para verificar se haveria prejuízo concreto no deslocamento da pessoa acidentada. As simulações comprovaram que o fechamento, mesmo que parcial da via, atrasa o atendimento e dificulta o acesso de veículos de apoio (ambulâncias, polícias, corpo de bombeiros etc). A saída pela Avenida Lauro Sodré ou pela via alternativa deixa o percurso mais longo, comprometendo a integridade física ou a própria vida de pessoas.

Com base na legislação e na representação apresentada pela Infraero e pela Base Aérea, o MPF enviou uma recomendação à Semtran, à prefeitura e à Câmara de Vereadores, em dezembro de 2020, solicitando que suspendessem imediatamente, somente em dias úteis, o bloqueio parcial do trânsito no Espaço Alternativo.

A recomendação chegou a ser acatada temporariamente, mas não houve adoção integral das medidas acerca da revisão na Lei Municipal 2.779, de 16 de outubro de 2020, bem como do texto do Decreto Municipal 17.013, de 5 de novembro de 2020, que interdita a pista para pedestres e ciclistas desfrutarem do espaço, das 16h às 22h, todos os dias.

Questionamentos – Devido às incoerências no acatamento da recomendação, o MPF quer saber qual relação existe entre a abertura da via e o acidente fatal de uma vítima de 13 anos, ocorrido na Avenida Imigrantes. A secretaria deve informar, ainda, o motivo para não ter instalado lombadas eletrônicas e sinalizações visíveis no Espaço Alternativo, tendo em vista que esses instrumentos seriam os mais adequados para controlar a velocidade do tráfego e a prevenção de acidentes com pedestres e ciclistas.

Na resposta ao MPF, a Semtran deve apontar também a norma jurídica que permite que uma via de mão única possa, diariamente, tornar-se de mão dupla, tendo em vista que os regimentos do Conselho Nacional de Trânsito não permitem essa prática. Além disso, a secretaria tem de justificar os motivos pelos quais o fechamento parcial da avenida aos finais de semana e feriados não é suficiente para que a população possa aproveitar o local.

Ao presidente da Câmara de Vereadores, o MPF solicitou que informe, em até cinco dias úteis, o número da lei que revogou ou alterou o fechamento do Espaço Alternativo diariamente, permitindo-o somente nos feriados e fins de semana. Outro esclarecimento é se existiu alteração deste assunto nas últimas semanas, mediante a edição de nova norma. Caso tenha ocorrido, deve comunicar o número da lei ou ato normativo.

Fonte: Secom/MPF

Detran realiza Ação “Movimento Maio Amarelo” no trânsito de Porto Velho e reforça segurança nas vias

 Está é a 8ª edição do Movimento Maio Amarelo na capital.

A 8ª edição do Movimento Maio Amarelo foi lançada em Rondônia no dia 30 de abril e traz como tema este ano a frase: “Respeito e responsabilidade: pratique no trânsito”. O Governo de Rondônia, por meio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) tem intensificado a presença no trânsito com ações visuais levando informações aos usuários nas vias, tendo em vista que, em virtude da pandemia da covid-19, não está fazendo as abordagens ao cidadão para evitar a proliferação do coronavírus.

A coordenadora de Educação de Trânsito, a pedagoga Glauce Souza de Abreu, explica que o Detran Rondônia tem intensificado a realização de palestras e ações visuais em vias públicas, sempre respeitando o distanciamento social conforme determina os órgãos reguladores. “Tivemos que reinventar a forma de levar a mensagem ao usuário e tem dado muito certo, principalmente com a participação dos bonecos Vidinha e Ligadinho, que chamam a atenção no trânsito”, afirmou.

O ciclista profissional, Marcio Machado, destacou a importância da ação educativa do Detran

O empresário e ciclista profissional, Marcio Machado, que estava acompanhado da filha, Luiza Machado de sete anos, fez questão de parar para fazer o registro da filha com os bonecos que representam segurança no trânsito.

Dados do Anuário Estatístico do Governo de Rondônia emitidos pelo Detran mostram que houve redução de 23,27% no número de acidentes no Estado em 2020 em comparação a 2019. Mas, o índice de mortes no trânsito no mesmo período teve um aumento de 7,2%.

Fonte: Detran-RO

Em nota, PRF diz que mesmo com Decreto Estadual nenhuma rodovia será fechada em RO

O Governo de Rondônia impõe uma série de restrições para trânsito nesta quarta-feira.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou em nota divulgada nesta segunda-feira (18 ), que nenhuma rodovia federal no Estado de Rondônia está ou será fechada, mesmo com a edição do decreto 25.728, do Governo, que impõe uma série de restrições para trânsito a partir de quarta-feira.

Confira a manifestação da PRF:

As rodovias federais constituem o principal meio de circulação de mercadorias e pessoas em nosso estado. Os produtos essenciais à subsistência, vindos dos grandes centros, precisam passar pelas BRs. Nossa produção agropecuária, nacionalmente conhecida pela excelência, é escoada por meio das rodovias federais. É através das BRs que profissionais das áreas de saúde, segurança pública e diversos outros serviços fundamentais à população circulam de suas residências para os locais de trabalho.

O Decreto 25.728 (15 jan 2021) impõe restrições nas áreas de responsabilidade do governo estadual e das prefeituras municipais, assim, dúvidas sobre as regras de circulação nessas localidades, bem como outros pontos a serem esclarecidos sobre o referido documento legal, devem ser encaminhadas às autoridades diretamente envolvidas.

A Polícia Rodoviária Federal mantém o compromisso, previsto na Constituição Federal de 1988, de garantir a fluidez do trânsito e a segurança viária a todas e todos que necessitarem utilizar as BRs, seja no estado de Rondônia ou em qualquer outro local no território nacional.

Fonte: PRF

Acidentes de trânsito custam 50 bilhões para a sociedade brasileira

Estudo estima que cada morte nas ruas e estradas do país custa mais de 700 mil aos cofres públicos

Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pela Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) mostra que o custo anual para a sociedade brasileira relacionado a acidentes de trânsito é de R$ 50 bilhões. A entidade diz que esse cálculo é conservador, já que os casos com vítimas fatais são os que mais oneram a coletividade. Os acidentes de trânsito no Brasil matam cerca de 45 mil pessoas por ano, segundo os dados do Datasus do Ministério da Saúde, sendo uma das principais causas de mortes no país.

O estudo foi produzido a partir de dados das rodovias estaduais, municipais e das áreas urbanas da última década. O cálculo do Ipea avalia quanto é gasto com atendimentos pré-hospitalar, hospitalar, pós-hospitalar, perda de produção, danos materiais, processos e danos à propriedade pública e privada. Em média, cada acidente custou à sociedade brasileira 261 mil reais, sendo que um acidente envolvendo vítima fatal teve um custo aproximado de 785 mil. Esse tipo de acidente (com morte) respondeu por menos de 5% do total de ocorrências, mas representou cerca de 35% dos custos totais, indicando a necessidade de intensificar políticas públicas de redução não somente da quantidade dos acidentes, mas também da sua gravidade.

Acidentes de trânsito impactam toda a sociedade

O primeiro grupo de políticas públicas sugeridas pelo Instituto na pesquisa é referente às ações perenes de educação no trânsito. Isso inclui desde campanhas educativas estimulando o uso de equipamentos de segurança, como capacetes e cinto de segurança, alertando do perigo do consumo de álcool associado à direção, entre outras campanhas, até a estruturação pedagógica de conteúdo a ser ministrado nos ensinos fundamental e médio.

Não se pode calcular o que representa a perda de uma vida humana ou os danos psíquicos e estresses traumáticos aos quais as vítimas de trânsito e seus familiares são submetidos após eventos dessa natureza. Por sua vez, há também a formação de custos econômico-financeiros que impactam diretamente as famílias, bem como a sociedade em geral, e que podem ser estimados por meio de metodologias específicas de cálculo”, destacou Carlos Henrique Ribeiro de Carvalho, técnico de planejamento e pesquisa da Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais (Dirur) do Ipea, ao explicar os resultados do levantamento.

Luiz Gustavo Campos, diretor e especialista em trânsito da Perkons, reforça que promover um trânsito seguro é papel de todos. “Os acidentes de trânsito causam impactos profundos não apenas na economia e na sociedade, mas na vida das pessoas. É preciso que todo cidadão tenha consciência desse impacto e do seu papel para a redução de acidentes de trânsito, seja ele condutor, pedestre, ciclista, motociclista ou passageiro. No trânsito, atitudes individuais impactam no coletivo. É imprescindível seguir as normas de segurança e apoiar as soluções de diminuição da velocidade, bem como promover a educação para o trânsito seguro, pois tudo isso ajuda a salvar vidas”, comenta.

Fonte: Lide Multimídia

ONU define Segunda Década para Segurança no Trânsito

Redução de velocidade é objetivo global para salvar vidas

A Assembleia-Geral das Nações Unidas editou em março de 2010 uma resolução definindo o período de 2011 a 2020 como a “Década de Ações para a Segurança no Trânsito”, que tinha a ambiciosa meta de reduzir pela metade o número global de mortes e lesões no trânsito. O documento foi elaborado com base em um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS) que contabilizou, em 2009, cerca de 1,3 milhão de mortes e 50 milhões de sequelados por acidente de trânsito em 178 países. Nesse estudo, há dez anos, o Brasil aparecia em quinto lugar entre os países recordistas em mortes no trânsito.       

A proposta para a redução da mortalidade, segundo o relatório, era garantir que os estados-membros adotassem leis que cobrissem os cinco principais fatores de risco: dirigir sob o efeito de álcool, excesso de velocidade, não uso do capacete, do cinto de segurança e das cadeirinhas para crianças. Por aqui, diversas iniciativas legislativas foram criadas nesse sentido. A Lei Seca, anterior à proclamação da Década (2008), já é um exemplo, assim como a Lei 13.281, de 2016, que aumentou consideravelmente os valores das multas aplicadas aos motoristas infratores. Mesmo assim, a associação de álcool e direção e o excesso de velocidade são, ainda hoje, duas das principais causas de pontos na carteira dos condutores, sendo o excesso de velocidade a infração mais cometida por brasileiros nas rodovias federais, com cerca de 4,8 milhões de ocorrências em 2018, contra 3 milhões em 2017.

Com avanços, mas com ainda muito a ser feito, o Brasil não alcançou a meta da ONU “Não conseguimos alcançar a meta. Acumulamos uma redução entre 25% e 30% nas mortes, diminuímos a tendência ascendente nos níveis de letalidade no tráfego, e isso precisa ser observado. Mas é claro que não dá para descansar enquanto uma pessoa é morta no trânsito a cada 15 minutos no Brasil”, analisou a presidente da Associação Nacional dos Detrans (AND), Larissa Abdalla.

Redução da velocidade é objetivo global

A terceira Conferência Global da ONU sobre Segurança no Trânsito, realizada em fevereiro desde ano em Estocolmo, definiu os anos de 2021 a 2030 como a Segunda Década de Ação pela Segurança no Trânsito, cuja meta é a redução de, pelo menos, 50% de lesões e mortes no trânsito no mundo inteiro. Entre as principais recomendações da Declaração de Estocolmo está o controle da velocidade no trânsito, incluindo o objetivo de estabelecer um limite máximo de 30 quilômetros por hora em áreas de maior concentração de usuários vulneráveis e veículos – exceto se houver “fortes evidências” de que velocidades acima deste limite possam ser adotadas com segurança.

Além de leis, educação, infraestrutura e tecnologia são pilares essenciais para o Brasil alcançar essa nova meta. O país, aliás, é pioneiro no desenvolvimento de tecnologia para trânsito, uma vez que a lombada eletrônica foi inventada pela Perkons, empresa paranaense, há 28 anos. A Perkons foi, anos depois, a primeira entidade da iniciativa privada a endossar, no Brasil, a campanha da OMS pela “primeira” Década. Presente atualmente em 490 cidades, 24 estados e no Distrito Federal, os equipamentos de fiscalização eletrônica de trânsito da Perkons monitoram cerca de 4,5 bilhões de veículos por ano, promovendo índice de respeito à velocidade nos trechos fiscalizados de 99,93%, contribuindo para a segurança nas ruas e vias e para a redução dos acidentes.

O diretor e especialista em trânsito da Perkons, Luiz Gustavo Campos, reafirma que a redução e o controle de velocidade são essenciais para retrair os altos índices de acidentes. “Temos hoje muita tecnologia e opções à disposição dos gestores públicos para controlar os limites de velocidade – de lombadas e estreitamento da via à instalação de radares. Aprendemos nessa última década, como sociedade, que é necessária uma combinação de medidas para criar soluções adequadas às realidades de cada lugar. E já sabemos que a cada equipamento de fiscalização instalado são evitadas 3 mortes e 34 acidentes por ano”, completa.

Entidades fazem balanço da Década

No dia 16 de setembro de 2020 diversas entidades nacionais se reuniram em um webinar promovido pelo Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) para debater os avanços e retrocessos da última década. Frederico Carneiro, diretor do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) comentou os resultados conquistados no período. “Independente do critério utilizado para mensurar se atingimos a meta ou não, o fato é que é inadmissível perdermos mais de 30 mil vidas no trânsito brasileiro todos os anos”, comentou. Para ele, não basta reduzir as mortes, temos que saber os fatores dos acidentes. “Estamos desenvolvendo o Registro Nacional de Acidentes e Estatísticas de Trânsito, para que esses dados sejam coletados e consolidados em nível nacional, com foco em atuação preventiva”, explicou Carneiro.

O diretor-presidente do ONSV, José Ramalho, disse que a informação vem sendo uma das principais ferramentas para combater os acidentes de trânsito. “Acredito que quanto mais levarmos essa discussão à sociedade, mais conseguiremos avançar no combate a essa pandemia silenciosa que são as mortes e sequelas no trânsito brasileiro. Temos muito a fazer nessa próxima década”, ressaltou.

Fonte: Lide Multimídia

Em Candeias do Jamari, acontece blitz educativa para orientar população sobre queimadas

Ação é organizada pela Coordenadoria da Sedam.

Durante a blitz carros recebem adesivo da campanha com o número de telefone para denúncias

A Coordenadoria de Educação Ambiental da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), segue desenvolvendo ações preventivas às queimadas e incêndios florestais.

No último dia 21, foi organizado pelo Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) com o apoio da Coordenadoria de Educação Ambiental da Sedam dois pit stops em Porto Velho, um pela manhã e outro pela tarde, com a finalidade de alertar a população sobre o perigo das queimadas, principalmente em tempos de pandemia.

Na quinta-feira (27) foi a vez do município de Candeias do Jamari receber uma blitz de Educação Ambiental. A ação organizada pela Coordenadoria da Sedam, teve apoio do Batalhão de Polícia Ambiental, Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sedam) de Candeias do Jamari. Além de alertar a população sobre os perigos das queimadas, a blitz teve o objetivo de relembrar a população que ela também pode fazer sua parte no combate as queimadas, através de denúncias.

Fernando de Sousa Moura, fiscal ambiental da Semam, ressaltou a importância do alerta, pois em tempos de pandemia os hospitais já estão lotados e não iriam suprir a necessidade que sempre surge em períodos de queimadas, onde a população sofre com problemas respiratórios e consequentemente precisam recorrer a inalação nos hospitais.

As ações realizadas tem por base o Plano de Gestão Ambiental de Prevenção ao Desmatamento e Combate à Queimadas e Incêndios florestais do Estado.

Lembrando que a população pode denunciar, quando se tratar de queimadas urbanas a denúncia é feita na Secretaria Municipal de  Meio Ambiente do seu município e quando se tratar de queimadas na área rural, as denúncias são realizadas na Sedam, através dos canais de atendimento: 0800 647 1150 – (69) 3212-9648 -(69) 9 8482-8690 (whatsapp) – ouvidoria@sedam.ro.gov.br

Além da opção de denúncia, através do aplicativo Guardiões da Amazônia. A ferramenta permite que o cidadão registre com foto e coordenada geográfica o local exato de uma queimada ou outros delitos ambientais. A denuncia é repassada ao órgão fiscalizador onde serão tomadas as providências necessárias.

Fonte: Sedam-RO

Segundo Detran, número de acidentes e mortes no trânsito tem redução de 4% em RO

Registros são comparados aos anos anteriores 2019 e 2018.

O índice de mortes causadas por acidentes de trânsito em Rondônia houve uma redução de 4,06% em 2019, se comparado aos dados de 2018, que registrou 394 óbitos contra 378 em 2019. Os dados são da Diretoria Técnica de Fiscalização (DFT) e da Coordenadoria de Registro Nacional de Acidentes e Estatísticas de Trânsito (Renaest), do Departamento Estadual de Trânsito de Rondônia (Detran). Entretanto, os motociclistas são as maiores vitimas com mais de 250% dos óbitos se relacionado ao número de mortes envolvendo condutores de carro, ciclistas e pedestres.

O diretor-geral do Detran, coronel Neil Aldrin Faria Gonzaga, explica que o trabalho de compilação dos dados estatísticos foram concluídos no dia 21 de agosto e já estão disponíveis na página do Detran https://www.detran.ro.gov.br/category/estatisticas/

Gonzaga esclarece, que das 378 mortes causadas por acidentes de trânsito no Estado, 189 são condutores de motocicletas, o que representa 50% dos óbitos ocorridos no trânsito em Rondônia. Outro dado importante é que das 378 mortes, 156 ocorreram em acidentes nas rodovias federais no Estado.

Trânsito de Porto Velho

Das 378 pessoas que perderam a vida em 2019, 304 são homens e 75 mulheres; 202 vítimas tinham idade entre 30 e 59 anos; 83 jovens com idade entre 18 e 29 anos perderam a vida no trânsito; 66 pessoas com idade acima de 60 anos; 11 vítimas com idade entre 11 e 17 anos e 10 crianças entre zero e nove anos.

O número total de acidentes também registrou uma queda de 14.176 em 2018 para 13.702 em 2019 em todo o Estado de Rondônia, sendo que dos 13.702 acidentes ocorridos no ano passado, 9.848 teve o envolvendo de motocicleta, o que representa 63,77% dos casos de acidentes.

EVOLUÇÃO DA FROTA E REDUÇÃO DE ACIDENTES

Em 2019 o Estado de Rondônia registrou uma frota de 1.015.598 veículos, sendo que 528.262 são motocicletas, o que representa 52,01% da frota. Em 2018 a frota era de 970.499 automóveis e o percentual de motocicleta era de 52,62%. A população do Estado passou de 1.757.589 em 2018 para 1.777.225 em 2019.

ÍNDICE DE MORTE NO TRÂNSITO É MENOR EM RO QUE O NACIONAL

O índice de mortos no trânsito por grupo de habitantes no Brasil, conforme prevê a meta do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans), criado pela Lei n. 13.614/18  é de 4,52 % e o índice do Estado de Rondônia é de 3,72%, bem abaixo do índice nacional, resultado do trabalho educativo e repressivo que o Detran juntamente com outros órgãos ligados ao setor promovem no Estado.

Fonte: Detran-RO