Moradores reclamam de mau cheiro causado por Estação de Tratamento de Esgoto

O odor forte e corrosão de equipamentos da ETE do Crystal da Calama é motivo de mais denúncias

Porto Velho, RO – Moradores reclamam do de mau cheiro que escapa da Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) no Residencial Crystal da Calama, Zona Leste da Capital. Além de incomodar, o forte cheiro estaria colocando em risco a saúde dos moradores. Algumas pessoas contam que não conseguem nem se alimentar em casa por conta do forte odor.

“Essa situação é bem antiga. Já tentamos de tudo para resolver, mas, até agora, nada foi resolvido. Há quase três anos, a Estação foi construída pela Construtora Centro Minas (CCM), com sede na Capital mineira, nesse período, logo após a entrega dos imóveis pela Secretaria de Estado da Assistência Social (SEAS), por varias vezes fizemos reclamações na tentativa de resolver o problema”, informou um morador.

Passados quase três anos, que boa parte das unidades habitacionais do residencial Crystal da Calama foram ocupadas pelas famílias beneficiadas pelo Programa Minha Casa Minha Vida, vários problemas foram verificados após a entregas das residências. Apesar da boa infraestrutura do local, faltam os serviços públicos essenciais, tais como, saúde, educação e assistência social.

Todo o esgoto gerado no Residencial é levado para receber tratamento na ETE do Crystal da Calama. O problema, é que o que deveria ser uma solução para Residencial, virou dor de cabeça para os moradores vizinhos da estação. O fedor proveniente da ETE é tão grande, que chega a causar náuseas nas pessoas. Os moradores denunciam que o mau cheiro aumenta no período da noite.

Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) do Residencial Crystal da Calama

Os moradores pedem uma solução urgente, pois para eles trata-se de um caso de saúde pública. Outros questionam se realmente a estação está tratando devidamente o esgoto que recebem, antes de ser descartado. Eles também questionam se a estação tem licença ambiental para operação.

Para dona Raimunda Silva, os moradores estão sendo prejudicados com a situação. “Nós não vamos admitir viver deste jeito. A sensação que temos é que moramos em uma fossa a céu aberto”, reclama.

Nossa equipe de reportagem recebeu a informação de que a ETE está funcionando, porém, de modo precário, nem sequer utiliza cloro para tratar os resíduos. Também não está sendo queimado o gás proveniente da decomposição de materiais orgânicos.

De acordo com um ex-funcionário da CAERD que foi encarregado por outras estações de tratamento de águas e esgotos no Governo Confúcio Moura (MDB), ‘o mau cheiro exalado, principalmente, nos dias de muita chuva com ventos fortes, poderá comprometer a saúde da população e o desempenho sócio-ambiental dos residenciais do Programa de Habitação Minha Casa Minha Vida’, principalmente, crianças e idosos, além de gestantes, aponta.

Segundo outro morador, ‘tenho parentes no Crystal da Calama, Morar Melhor e Orgulho do Madeira, eles relatam o mesmo problema causado pelo Mauá cheiro advindo das estações de tratamento’. Além da falta recorrente de água potável durante a escala anunciada pela Companhia de Abastecimento de Águas e Esgotos (CAERD).

Os moradores solicitam que o Ministério Público possa investigar a situação. Para eles, causa estranheza, o fato da ETE está operando sem as devidas soluções “Materiais e equipamentos necessários para que o esgoto seja devidamente tratado”.

Esta é outra questão levantada pelos moradores. Eles querem saber quem eles devem procurar para pedir solução. “É a Prefeitura?, é a CAERD-Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia? Ou a Construtora Centro Minas (CCM)?”, indagam os moradores.

Seja quem for o responsável, o fato é que o desrespeito com a população chega ao extremo, e beira a irresponsabilidade diante da realidade.

Por Xico Nery | Redação/CN