Davi Alcolumbre, o defensor de ninhos, impede a ação da PF

Nada melhor que ter um porto seguro onde esconder os podres e ser protegido pelo dono do chiqueiro

Tudo indica que o atual Presidente do Senado Davi Alcolumbre começou sua campanha para ganhar apoio e concorrer para presidente do Senado e perpetuar seu mandato.

A Polícia Federal foi até o senado na manhã desta terça-feira (21) para cumprir uma ordem de busca e apreensão na operação que investiga suposto caixa 2 de R$ 5 milhões para a campanha do tucano José Serra. Foram impedidos de entrar no gabinete de José Serra pelo então Presidente da casa Davi Alcolumbre.

Alcolumbre se mostrou “irritado” com o fato e pediu explicações para STF, argumentou também que a Polícia Federal não tem esse poder de busca em gabinete do Senado.

Estamos vendo uma clara intervenção nas investigações sobre o suposto caixa 2 no ninho tucano pelo Senador que procura apoio para burlar a Constituição e ser candidato à reeleição da casa.

Ressalta-se que o plano “A” será encontrar apoio na própria casa pelos colegas; e caso seja difícil, só então articular o plano “B” que seria com os Ministros do “ninho ao lado”.

Surge então como defensor que utiliza o poder e peita a Polícia Federal, barrando-a para que não entre em “ninhos” e garanta que a vida à margem da lei continue sendo executada. Nada melhor que ter um porto seguro onde esconder os podres e ser protegido pelo dono do chiqueiro. Afinal, amanhã pode ser ele…

Curiosamente, vejo em declarações anteriores de muitos senadores que isso seria feito pelo Presidente Bolsonaro, “o ditador”, que barraria a PF para não investigar seu filho “01”, Flávio.

Houve também declarações no “Ninho ao Lado” que falavam da possível interferência do Presidente da República na Polícia Federal e em suas investigações; cujo motivo foi até usado para não deixar que o Presidente Bolsonaro exercesse sua prerrogativa de escolher um Ministro.

O maior problema hoje em Brasília é que depois das eleições de 2018 foram colocados telhados de vidros nos prédios dos poderes; com isso a brincadeira que vinha sendo feita antes, durante tantos anos de atirarem pedras nas casas uns dos outros…Pode virar coisa séria.

Foi dada a largada para mais uma vez rasgarem a Constituição. O “Herói protetor” de investigados da casa chegou!

Por Claiton Appel*

*Jornalista. Diretor da Ordem dos Jornalistas do Brasil.

Tucano é alvo Lava Jato por suspeita de lavagem de dinheiro

PF cumpre mandado de busca contra o ex-governador. Segundo o Ministério Público Federal, Odebrecht fez pagamentos indevidos por meio de contas no exterior.

A força-tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo denunciou o senador e ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) por lavagem de dinheiro. A Polícia Federal começou a fazer, no início da manhã desta sexta-feira (3), buscas contra ele em uma nova fase da operação.

A reportagem ligou para a assessoria de Serra às 7h27, mas a ligação não foi atendida. A reportagem também tentou contato com a assessoria do PSDB. Por volta das 8h, um advogado entrou na residência após ser acionado pela família Serra. Ele não quis falar com a imprensa.

Segundo a denúncia, a Odebrecht pagou a José Serra cerca de R$ 4,5 milhões entre 2006 e 2007, supostamente para usar nas suas campanhas ao governo do estado de São Paulo, e cerca de R$ 23 milhões (atualizados em R$ 191,5 milhões), entre 2009 e 2010, para a liberação de créditos com a Dersa, estatal paulista extinta no ano passado.

Veja quem foi denunciado
  • José Serra: senador, ex-governador de SP denunciado duas vezes por lavagem de dinheiro
  • Verônica Serra, filha de Serra, denunciada duas vezes por lavagem de dinheiro

Serra é denunciado pela Lava-Jato por lavagem de dinheiro e alvo de buscas pela PF

A denúncia afirma que Serra usou o cargo de governador entre 2006 e 2007 para receber da Odebrecht pagamentos indevidos em troca de benefícios relacionados às obras do Rodoanel Sul.

Segundo a força-tarefa, a Odebrecht pagou milhões de reais por meio de uma rede de empresas no exterior, para que o real beneficiário dos valores não fosse detectado pelos órgãos de controle.

Ainda de acordo com a operação, o empresário José Amaro Pinto Ramos e Verônica Serra, filha do ex-governador, constituíram empresas no exterior, ocultando seus nomes, e por meio delas receberam os pagamentos que a Odebrecht destinou ao então governador de São Paulo. Ramos é citado como responsável pela operação das transferências, mas não foi denunciado pelo MPF.

O MPF afirma que Ramos e Verônica realizaram transferências para dissimular a origem dos valores e os mantiveram em uma conta de offshore controlada por Verônica Serra, de maneira oculta, até o final de 2014, quando foram transferidos para outra conta de titularidade oculta, na Suíça. O MPF obteve autorização na Justiça Federal para o bloqueio de cerca de R$ 40 milhões em uma conta no país.

Na operação desta sexta (3), a PF cumpre 8 mandados de buscas e apreensão em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Além de Serra, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão no bairro da Vila Nova Conceição, na Zona Sul. O alvo da operação no endereço é o empresário Ronaldo Cesar Coelho, que foi também tesoureiro do PSDB.

À TV Globo, o criminalista Antonio Claudio Mariz de Oliveira, que defende Ronaldo Cezar Coelho, disse ter sido acionado por seu cliente nesta manhã para acompanhar o cumprimento de um mandado de busca e apreensão. As buscas no imóvel de Coelho fazem parte de desdobramentos da investigação.

A denúncia é uma das etapas das investigações. Após ela ser apresentada, a Justiça decide se a aceita ou não. Posteriormente, se aceitar, decide se condena ou absolve os réus.

Fonte: G1/SP

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