Morre jovem digital influencer ‘Gabriel Lorenzo’ vítima da Covid em RO

Jovem fazia parte do projeto social “Anjos do Bem”, que ajuda pessoas carentes no estado.

O influenciador digital Gabriel Lorenzo, de 21 anos, morreu nesta segunda-feira (21) em decorrência do novo coronavírus. A morte do jovem foi confirmada pela assessoria da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau). No dia 10 de setembro, Gabriel fez um post no Facebook revelando a infecção e pedia orações, pois já estava internado há dias.

Gabriel seguia sob observação médica na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital do Amor. A conta do influenciador no Instagram soma mais de 200 mil seguidores.

Ele também estava à frente do projeto social “Anjos do Bem”, que assiste crianças, jovens, adolescentes e mulheres carentes em Rondônia.

Fonte: G1-RO

Governo de Rondônia alinha ações para reduzir ocupação de leitos de UTI

Cacoal, RO – Atentos às necessidades dos 52 municípios rondonienses, o Gabinete de Crise do Governo de Rondônia, composto por representantes da saúde, econômica, segurança pública e de comunicação, estiveram reunidos nesta segunda-feira (20), por videoconferência, para alinhar ações para aliviar a pressão por leitos de UTIs no Hospital Regional de Cacoal, que está completamente ocupado.

O secretário adjunto de Estado da Saúde (Sesau), Nélio de Souza, anunciou que irá, juntamente com uma equipe, até o município para dar uma resposta a essa situação.

Em diálogo para encontrar soluções conjuntas, o Gabinete de Crise apontou encaminhamentos como verificar a possibilidade de encaminhar, prioritariamente, pacientes para hospitais da mesma macrorregião, que é a 2, e que não está em colapso, ainda há leitos em Vilhena e Ji-Paraná, por exemplo.

Outra possibilidade para ajudar Cacoal, que já está em curso, é a transferência para a macrorregião da saúde 1, que tem o município de Porto Velho como referência. Outros apontamentos para o enfrentamento à Covid-19 no município, assim como ajustes nas estratégias estaduais de combate à doença, também foram discutidos na reunião.

Essa não é a primeira vez que a Sesau vai in loco verificar a situação de um município e levar apoio conjunto para superar o avanço da doença. Os municípios de Guajará-Mirim e São Miguel do Guaporé já receberam anteriormente forças-tarefas da secretaria para estabilização dos casos da Covid-19.

O Gabinete de Crise segue em alerta para fazer as intervenções necessárias para conter a pandemia em Rondônia.

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Fonte: Secom

Mais três pacientes recuperados do Covid recebem alta em RO

Pacientes estavam internados na UTI do Hospital de Campanha.

Na última segunda-feira (13), mais três pacientes graves que estavam na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), do Hospital de Campanha de Rondônia receberam alta. Na porta do hospital os pacientes foram recepcionados pelos servidores e familiares com aplausos, abraços e muita emoção.

Dos três pacientes que receberam alta e voltaram para suas casas, uma é moradora do município de Rio Crespo. Maria Anunciada Gomes da Silva, de 59 anos, ficou internada na UTI da unidade durante nove dias. “Eu consegui vencer a Covid, estou bem e muito feliz em poder voltar para casa, fui muito bem tratada aqui nesse hospital, agradeço a todos que cuidaram de mim, graças a Deus e a esses profissionais posso rever minha família de novo”, disse a paciente.

Fabio Vieira de Oliveira, 43 anos, é de Porto Velho, passou oito dias internado, venceu a doença e volta para casa cheio de gratidão. Na porta do hospital, o mesmo foi recebido com o abraço emocionado da esposa. “Eu venci essa doença, e só tenho a agradecer, e peço a Deus a recuperação dos amigos que fiz aqui dentro do hospital e que em breve eles possam voltar para seus lares”, explica Fábio.

Dona Francisca Martins da Silva Nunes, 60 anos, passou 10 dias na unidade e sai com um sorriso de gratidão por ter vencido a doença. “Estou saindo curada, e agradeço a Deus em primeiro lugar, agradeço os médicos, enfermeiras, as técnicas, todos os funcionários desse hospital que trata dos pacientes com muita dedicação e um amor muito grande. Do jeito que eu cheguei aqui, e agora estou contando a história, é um milagre”, disse Francisca.

O Hospital de Campanha de Rondônia foi inaugurado em 24 de junho e desde então vem salvando vidas, com uma equipe extremamente competente. Os profissionais tem se dedicado 24 horas para chegar a resultados como esse: famílias emocionadas se reencontrando e comemorando a recuperação da doença.“Nós como profissionais nos emocionamos a cada paciente que deixa esse hospital, sabemos que passaram por momentos difíceis, por conta da doença e longe da família, que possamos ver e proporcionar mais momentos como esses”, disse o coordenador da UTI, Dr. Maxwendell Gomes Batista.

Fonte: Sesau

Secretário Fernando Máximo é internado na UTI, após piora em quadro de Covid em Porto Velho

Secretário de saúde informou nesta semana em uma Rede Social que havia testado positivo para doença e que estava cumprindo quarentena em casa.

O secretário Estadual de Saúde de Rondônia, Fernando Máximo, foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Porto Velho na sexta-feira (10), após ter seu quadro respiratório agravado em decorrência do coronavírus. A informação foi confirmada pela pasta por meio de postagem em uma rede social.

No comunicado, a Sesau cita que o Máximo “já estava tomando antibióticos, soro por via venosa e vinha apresentando falta de ar”. Apesar da internação, o quadro clínico do secretário é estável.

Em breve live no Facebook na noite desta sexta-feira, o governador de Rondônia, Coronel Marcos Rocha, também confirmou que Fernando Máximo está internado e bem.

Segundo o chefe do estado, o médico que acompanha o secretário orientou que ele fosse internado por causa da falta de ar. Marcos Rocha disse ainda que Máximo não está entubado e que segue sendo medicado.

“Todos que querem o bem das pessoas, que orem por ele, por todas as pessoas acometidas por essa doença. Orem pelo doutor Fernando Máximo e pela família dele. Fernando, logo logo você estará recuperado disso. Pode ter certeza”, declarou o governador.

Nesta semana, Máximo anunciou em suas redes sociais o diagnóstico positivo ao vírus Sars-Cov-2. Em um vídeo postado no Instagram, Fernando Máximo afirmou estar bem clinicamente,

“Chegou a hora de cuidar também da minha saúde, testei positivo para coronavírus. Com fé em Deus, em breve estarei recuperado e de volta ao front de batalha para cuidar da saúde do nosso povo. Por enquanto, trabalhando em casa nas orientações, nos planejamentos”, escreveu.

No mesmo vídeo, o secretário de saúde destacou os bons resultados das ações do estado no combate da pandemia de Covid-19 e também sobre a cura de alguns pacientes no Hospital de Campanha, em Porto Velho.

O secretário também informou que estava tomando medicamentos para tratar o coronavírus, que sairia da linha de frente do combate à Covid-19 e ficaria isolado em casa.

Fonte: G1/RO

Presidente Laerte Gomes agradece por leitos de UTI em Ji-Paraná e reafirma erro em fechar o comércio

Parlamentar disse que os acertos do Governo devem ser reconhecidos, mas também expõe os erros

O presidente da Assembleia Legislativa, Laerte Gomes (PSDB), em pronunciamento na sessão ordinária desta terça-feira (7), agradeceu ao governador Marcos Rocha (PSL) pela implantação de uma estrutura em Ji-Paraná para atender pacientes com Covid-19. O Governo contratou leitos clínicos e de UTI no Hospital Cândido Rondon (HCR) para tratar os pacientes da Região Central de Rondônia.

“Há dois meses venho pedindo para que fossem contratados leitos clínicos e de UTI em Ji-Paraná, e o governador determinou que isso acontecesse. O HCR ganhou a licitação. Serão atendidos pacientes de Ji-Paraná, Presidente Médici, Ouro Preto do Oeste, Jaru e dos demais municípios da Região Central”, detalhou o presidente.
Laerte Gomes explicou que, com essa contratação, todas as despesas com pessoal e medicamentos para tratamento de pacientes com Covid-19 ficam por conta do HCR. “Antes disso esses pacientes precisavam ser encaminhados para Porto Velho ou Cacoal”, citou.

Comércio

O presidente do Legislativo disse ser impossível concordar com a portaria governamental que pune quem fez o dever de casa, impedindo que o comércio abra no interior. Ele lembrou que foram penalizados 23 municípios, sendo que em muitos deles o número de casos de Covid-19 é baixo.

Laerte Gomes destacou que Rondônia é dividida somente duas macrorregiões, Porto Velho e o interior, sendo que deveriam existir pelo menos cinco. “Temos o Cone Sul, a Zona da Mata, a Região Central, o Vale do Jamari, a Grande Porto Velho. Cada macrorregião é uma realidade. Se tiver que fazer lockdown em alguma cidade, que se faça lá, mas não podemos penalizar todos os municípios”, detalhou.

Na nova portaria emitida pelo Governo o presidente Laerte Gomes citou um ponto considerado absurdo. É especificado que o município que disponibilizar novos leitos em UTI deve comprovar ao Executivo. Dessa forma o Governo autorizaria o prefeito a decidir sobre a abertura do comércio.

“Nem o Governo está conseguindo abrir leitos de UTI, por falta de estrutura e de profissionais. Como uma cidade pequena vai conseguir isso? O Estado tenta jogar uma responsabilidade dele para as prefeituras. É o Governo quem deve cuidar da saúde de média e alta complexidade, e não o município”, esclareceu.

Conforme o parlamentar, a Assembleia Legislativa defende o empresário ao trancar a pauta e não votar nenhuma matéria encaminhada pelo Executivo enquanto a portaria não for alterada. “É muito fácil jogar a responsabilidade para cima dos prefeitos. Aos assessores do governador precisam agir, pois a portaria está matando CNPJs e CPFs”, especificou.

Kits de exame

O presidente disse que não responsabiliza diretamente o secretário de Estado da Saúde, Fernando Máximo, mas lembra que faltou planejamento à Sesau, que deixou faltar kits de exames para o Covid-19. No caso, acabaram os kits de extração PCR, impossibilitando que testes confiáveis sejam realizados pelo Governo.

“É a mesma coisa que o dono da empresa de ônibus deixar faltar óleo diesel. É a mesma coisa que o dono da empresa de aviação deixar faltar querosene. Deixaram acabar, foram licitar e a empresa não tem como entregar. Agora o exame tem que ir para a Fiocruz, no Rio de Janeiro. Antes o resultado saía em dois dias e agora sairá em oito”, detalhou.

Supermercados

Laerte Gomes disse deixar sua solidariedade aos empresários que não podem abrir seus estabelecimentos, mas mesmo assim precisam pagar funcionários e impostos. Ele lembrou que somente uma grande rede de supermercado teve 5 mil autenticações em um único dia.

“Se em um dia esse número de pessoas reunidas não espalha Covid-19, o vírus vai se espalhar em uma lojinha com cinco pessoas? Que serviço essencial é esse? Nunca houve tanta gente em supermercado como agora. Me desculpe quem está redigindo essas portarias, mas elas estão erradas”, finalizou o presidente da Assembleia.

Texto: Nilton Salina-ALE/RO

MPF, MP/RO, MPT, DPU e DPE buscam na Justiça ampliação do número de leitos de UTI em hospitais privados de Rondônia

Município de Porto Velho já soma mais de 260 óbitos por covid-19 e 8.632 casos confirmados

O Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Estado de Rondônia (MP/RO), o Ministério Público do Trabalho (MPT), a Defensoria Pública da União (DPU) e a Defensoria Pública do Estado (DPE) propuseram ação civil pública com pedido de liminar na última quarta-feira (17) para tentar garantir o pleno atendimento das operadoras de planos de saúde e hospitais credenciados aos usuários acometidos ou com suspeita da covid-19 em Rondônia. Uma das medidas requeridas foi a ampliação de leitos hospitalares de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), dotados de respiradores e insumos necessários com incremento de leitos entre 50% e 100% de sua capacidade atual para esses pacientes.

Também em caráter de urgência, os órgãos pediram que as empresas operadoras de planos de saúde e os respectivos hospitais realizassem a contratação emergencial de médicos, enfermeiros e outros profissionais necessários, em número suficiente para operar os novos leitos clínicos e de UTI a serem instalados, fornecendo-lhes os EPIs (máscaras, gorros, aventais e luvas) em qualidade e quantidade suficiente para atendimento com segurança dos pacientes com a confirmação ou suspeita de covid-19.

O ajuizamento da ação levou em consideração a crise sanitária instalada não apenas no estado, mas em todo o mundo, em razão da pandemia que tem provocado cenário de crise na área da saúde em escala global. Nos últimos dias, Rondônia bateu o recorde de mortes diárias pela doença, tendo a notícia obtido repercussão nacional. Segundo dados oficiais da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), já são 8.632 casos confirmados de covid-19 e mais de 260 óbitos em Porto Velho.
 
Conforme destacam os autores da ação, nesse contexto crítico, chamam a atenção as respostas apresentadas por operadoras de planos de saúde e hospitais da rede privada, quando questionados sobre a estrutura de atendimento para casos da doença. Nos informes, constatou-se a baixa quantidade de leitos disponíveis para o atendimento de pacientes com coronavírus, em especial no que diz respeito aos leitos de UTI. Para se ter ideia, algumas dessas unidades sequer contam com leitos de UTI próprios. Em outros hospitais foi constatada a existência de equipamentos como respiradores em quantidade insuficiente para atender a demanda.

Embora os autores da ação tenham expedido recomendações aos hospitais e às operadoras para a implementação de melhorias nos serviços de atendimento, o que se observou foi, de um modo geral, adoção de providências em nível insuficiente. Diante dos fatos, o MPF, o MP/RO, o MPT, a DPE e a DPU requerem medida liminar para que as empresas operadoras de planos de saúde e os respectivos hospitais credenciados, solidariamente, dentro de suas atribuições, procedam acerca da ampliação do número de leitos de UTI, dotados de respiradores e todos os insumos necessários, com incremento de leitos entre 50% e 100% de sua capacidade atual, para os usuários com suspeita ou confirmação de estarem infectados com a covid-19, mediante a utilização do espaço físico de consultórios médicos, ambulatórios, enfermarias, salas de cirurgia e apartamentos.
 
Os outros pedidos na ação referem-se à apresentação de planos de contingência atualizados para o enfrentamento da doença, aquisição de medicamentos e insumos e, ainda, providências para transporte de pacientes, no caso de algumas operadoras de plano de saúde. A ação é assinada pelos procuradores da República Gisele Bleggi e Raphael Bevilaqua, pela promotora de Justiça Daniela Nicolai Lima, pelo procurador do Trabalho Carlos Alberto Lopes, pela defensora pública da União Thaís Gonçalves Oliveira e pelo defensor público do estado Eduardo Borges.

Fonte: Assessoria de Comunicação