A nova fábula brasileira: A raposa e o vagalume…

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Enquanto um rouba, o outro só pensa em aparecer

– Por que Fachin?

Porque ele é o relator do caso no STF.

– Fachin poderia decidir isso sozinho?

Sim, por ser o relator, contudo, se houver recurso contra a decisão, ele é obrigado a levar o processo ao plenário.

– Haverá recurso?

Sim. A PGR de Augusto Aras, anunciou que irá recorrer.

– O que isso significa, na prática?

Significa que o assunto será debatido e julgado pelos demais ministros do STF.

– Afinal, o que Fachin julgou e concluiu?

Ele avaliou o trâmite dos processos contra Lula e não o mérito da questão (se Lula é inocente ou não). Concluiu que a vara de Curitiba não tinha competência para julgar Lula, porque o sítio e o triplex não eram ligados diretamente ao caso da Petrobras e sim, ao caso das empreiteiras e seus contratos suspeitos.

Ao inocentar Lula das condenações oriundas de processos duvidosos (não pela inocência do réu e sim, pelo desejo do juiz de tomar para si o protagonismo da condenação, a qualquer custo), Fachin devolve os processos à fase inicial, desta vez na vara criminal que os convém, ou seja, Lula não foi considerado inocente, os processos contra ele seguirão em Brasília.

Agora um detalhe importante:

– Ao zerar o jogo e reverter às condenações de Lula, Fachin encerrou também, vários outros processos de acusação e defesa do ex-presidente, inclusive aquele que questiona as atitudes de Sérgio Moro enquanto juiz.

Por isso o presidente da Câmara, Arthur Lira, fez aquele Twitter onde dizia que “Lula pode até merecer, mas Moro não” (merecer a reavaliação das condutas, logicamente).

Em resumo, Lula não é inocente, mas Fachin devolve o processo à vara de Brasília e Moro será poupado de um processo por sua conduta nos bastidores das condenações da Lava Jato.

Falei das CONDENAÇÕES e não das INVESTIGAÇÕES realizadas pela Polícia Federal, as provas encontradas seguem robustas.

– Há chances dos crimes prescreverem?

Sim, Sérgio Moro atrapalhou bastante a justiça, tudo no intuito de ganhar muita projeção.

É como se tivéssemos uma nova fábula brasileira: A raposa e o vagalume.

Enquanto um rouba, o outro só pensa em aparecer.

Foto de Raquel Brugnera

Por Raquel Brugnera#
*Raquel é pós Graduando em Comunicação Eleitoral, Estratégia e Marketing Político – Universidade Estácio de Sá – RJ.

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