Pesquisa mostra que brasileiro viajou pouco no 3º trimestre de 2019

Suplemento de turismo da Pnad 2019 foi divulgado hoje pelo IBGE

O suplemento de Turismo da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad 2019), divulgada hoje (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que do total de 72.533 domicílios visitados no terceiro trimestre do ano passado, em apenas 21,8% (15.841) algum morador fez pelo menos uma viagem no período de referência. Dos que realizaram viagens, 48,8%, ou o equivalente a 2.816 domicílios particulares permanentes, tinham renda nominal per capita, isto é, por individuo, de quatro ou mais salários mínimos.

Em 78,2% (56.692) dos domicílios, não ocorreram viagens. Desses, 46.985 apresentavam renda inferior a dois mínimos. Dos 15.841 domicílios em que houve viagens no terceiro trimestre de 2019, 75,5% dos moradores (11.966) fizeram uma viagem no período, seguidos de 13,3% (2.143) com duas viagens no período pesquisado.

Os principais motivos alegados para nenhum morador do domicílio ter viajado no período foi a falta de dinheiro (48,9%), falta de tempo (18,5%) e não ter necessidade (13,5%). Mas enquanto a não disponibilidade de dinheiro foi admitida por 64,7% de moradores com renda inferior a meio salário mínimo, 55,5% entre meio mínimo e menos de um e 43,5% de um a menos de dois, a falta de tempo foi alegada por 32,4% dos que ganham de dois mínimos a menos de quatro e por 39,1% dos que recebem quatro ou mais salários.

Finalidades

Do total de 21.446 viagens realizadas pelos moradores no terceiro trimestre do ano passado, 96,1% foram para o território nacional (20.617) e apenas 3,9% para o exterior (829). Para 18.541 moradores (86,5%), a finalidade da viagem foi pessoal, contra 2.904 (13,5%) que tiveram motivação profissional. Visita a parentes ou amigos constituíram os principais motivos para as viagens de caráter pessoal, com 36,1% e 31,5% das respostas.

Os percentuais de moradores que viajaram para visitar parentes ou amigos foram observados nas casas com renda nominal per capita entre meio e menos de um salário mínimo (38,3%) e entre um e menos de dois mínimos (39,2%). Em contrapartida, viajaram por lazer moradores com rendimento de dois a menos de quatro salários (43,7%) e de quatro ou mais (55,4%).

Os tipos de lazer que predominaram entre os moradores que viajaram no terceiro trimestre de 2019 foram sol e praia (34,3%), cultura (27,2%) e natureza, ecoturismo ou aventura (25,6%). O maior percentual dos que escolheram a cultura como motivo para viajar foi encontrado entre os percebem quatro ou mais salários (34,4%). Entre os que optaram pelo sol e praia, os maiores percentuais foram encontrados entre moradores com renda nominal per capita de meio a menos de um mínimo (39,6%) e de dois a menos de quatro (37,1%).

Entre aqueles que viajaram por motivo pessoal, 52,2% escolheram se hospedar na casa de amigos ou parentes. Para os moradores que viajaram por razões profissionais, 45,8% optaram por ficar em hotéis ou flats. Com base no principal local de hospedagem, a pesquisa do IBGE revelou que 38,1% dos que prefiraram ficar em hotéis ou flats ganhavam quatro ou mais mínimos. Entre os que preferiram a casa de parentes ou amigos, a maior parte (53,7%) recebia entre meio e menos de um salário.

O principal meio de transporte utilizado para as viagens pessoais e profissionais foi o carro particular ou da empresa (46,6%), dos quais 47,6% fizeram essa opção para viagens pessoais e 40,4%, profissionais. O avião aparece em segundo lugar para os viajantes profissionais (30,5%), enquanto os viajantes pessoais preferiram o ônibus de linha (16,7%). A classe de rendimento que fez mais viagens de carro particular ou da empresa foi a que recebe de dois a menos de quatro salários mínimos (58,3%). Entre os que deram preferência a ônibus de linha, destaque para os que ganham menos de meio salário (26,5%).

Regiões

A Região Sudeste liderou entre as viagens realizadas por moradores dos domicílios pesquisados no terceiro trimestre do ano passado, com 42,3% emissoras e 39,5% receptoras. Em seguida, aparece o Nordeste brasileiro, com 25,1% emissoras e 27,8% receptoras. De acordo com a pesquisa do IBGE, mais da metade das viagens ocorreu dentro do próprio estado.

As unidades da Federação mais procuradas para viagens nacionais no período analisado foram São Paulo (18,9%), Minas Gerais (12,8%), Bahia (8,7%), Rio Grande do Sul (6,7%), Rio de Janeiro (5,6%) e Paraná (5,4%). 

Fonte: Graça Adjuto A/B

Economia com viagens e diárias na pandemia chega a R$ 199,6 milhões

Trabalho remoto proporcionou redução de gastos aos cofres públicos

As restrições para viagens e deslocamentos dos servidores federais reduziram em 75,2% os gastos com diárias, passagens e transporte nos meses de março, abril e maio deste ano. Levantamento divulgado hoje (6) pela Secretaria de Gestão do Ministério da Economia mostra que tais despesas somaram R$ 65,68 milhões nos três meses, um total de R$ 199,6 milhões a menos que no mesmo período do ano passado.

De acordo com a secretaria, a maior redução de despesa ocorreu nas viagens internacionais, cujos gastos caíram 86%, seguida dos deslocamentos nacionais, com recuo de 72,9%. As despesas do TáxiGov, programa de transporte de servidores federais por meio de aplicativo, caíram 60,9% para os funcionários que trabalham em Brasília.

Segundo o Ministério da Economia, as restrições para as viagens de servidores e a alocação de cerca de 50% da força de trabalho do Executivo federal em regime de trabalho remoto durante a pandemia de covid-19 foram os principais fatores responsáveis pela economia.

Após a pandemia, os órgãos públicos federais poderão avaliar a possibilidade de substituir parte das viagens por reuniões remotas, de forma a continuar economizando nessa área.

Em nota, a Secretaria de Gestão confirmou que está reavaliando as regras para o trabalho remoto, que já existiam antes da pandemia, e estudando a possibilidade de ampliação da modalidade na administração pública federal. Segundo o balanço mais recente do órgão, 79.641 servidores públicos federais civis, o equivalente a 49% da força de trabalho, trabalhavam em casa na semana de 22 a 26 de junho.

Fonte: Nádia Franco A/B

União Europeia veta entrada de residentes do Brasil e EUA

Bloco publicou lista de países que terão entrada liberada no bloco a partir de amanhã; China poderá retomar voos, desde que levante restrições a europeus

O Conselho da União Europeia publicou, nesta terça-feira (30), uma primeira lista de países de fora do bloco que poderão retomar viagens para a Europa. O Brasil e os EUA ficaram de fora da lista, que contempla países que são considerados como tendo controlado a pandemia do novo coronavírus.

A liberação de viagens com origem fora da UE começa a valer a partir de quarta-feira, 1 de julho, e ocorre a tempo de incrementar o turismo na alta temporada do verão europeu.

A China foi incluída na lista de países que terão a passagem liberada para a Europa, porém apenas a partir do momento em que o país asiático liberar por completo o trânsito de europeus.

Ao todo, 15 países receberam autorização para retomar viagens aos países do bloco: Argélia, Austrália, Canadá, Coreia do Sul, Geórgia, Japão, Montenegro, Marrocos, Nova Zelândia, Ruanda, Sérvia, Tailândia, Tunísia e Uruguai.

Critérios excluem Brasil e EUA por semanas

Junto com a lista, a UE divulgou os critérios que foram usados para definir primeira etapa da reabertura de fronteiras externas e que serão observados para a revisão da lista a cada 15 dias. Por eles, fica claro que brasileiros e norte-americanos enfrentaram ainda muitas dificuldades para retomar qualquer plano de viagem que inclua a Europa.

O primeiro critério europeu é que o número de novas infecções acumuladas em 14 dias e a propoção de casos a cada 100 mil habitantes estejam abaixo da média dos países que formam a União Europeia.

Também será observado o comportamento da curva de contágio. Se ela estiver estável ou descendente, um país pode voltar a ter seus cidadãos e residentes aceitos em território europeu.

A credibilidade destes números também será considerada na decisão, além de uma avaliação da resposta sanitária de cada país à pandemia.

Além de Brasil e EUA, outros países com grande tráfego de pessoas com o bloco europeu que ficaram de fora da lista foram o México e a Rússia.

Fonte: R7

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