‘Não dá para apagar os crimes cometidos’, diz Mourão sobre Lula

Vice-presidente comentou decisão do STF, que confirmou anulações de condenações do petista no âmbito da Lava Jato

O vice-presidente, Hamilton Mourão, afirmou na manhã desta sexta-feira (16) que, embora o STF (Supremo Tribunal Federal) tenha decidido por manter as anulações das condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Lava Jato, os crimes não podem ser apagados.

“Os crimes não são anulados. Os crimes estão aí. Está anulado o processo. Esses crimes foram julgados em três instâncias, três instâncias condenaram. Então, não dá para apagar o crime. Você não está passando uma borracha nos crimes, e sim no processo. Essa é a realidade”, disse o general da reserva do Exército.

Nesta quinta-feira (15), o STF rejeitou recurso da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra a anulação das condenações de Lula na operação. A decisão se deu por 8×3 contra o recurso e mantém o ex-presidente elegível.

Foram anuladas pelo ministro Edson Fachin, em março, quatro ações envolvendo Lula, incluindo as condenações nos processos do tríplex do Guarujá e do sítio de Atibaia. O ministro acolheu tese da defesa do ex-presidente de que não era competência da 13ª Vara Federal de Curitiba conduzir esses processos por não haver ligação com a corrupção na Petrobras, tema investigado pela Operação Lava Jato no Paraná. Após decisão monocrática, no entanto, Fachin decidiu levar o caso para o plenário.

Juristas afirmaram que o resultado do julgamento desta quinta reforça o clima de insegurança jurídica no país.

Sobre a troca na superintendência da Polícia Federal no Amazonas, o vice-presidente preferiu não polemizar, mas fez elogios ao delegado Alexandre Saraiva, que está de saída do posto.

“Saraiva é um cara sério, como imensa maioria dos delegados da PF”, afirmou. “Eu espero que o novo superintendente que vai assumir [delegado Leandro Almada] o Amazonas continue promovendo as mesmas ações que o Saraiva vem empreendendo.”

O novo diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Maiurino, decidiu fazer mais trocas na chefia das unidades regionais da corporação e o Amazonas não ficou de fora.

Saraiva entrou em rota de colisão com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, após ter enviado ao STF notícia-crime contra ele, por obstrução de investigação ambiental, organização criminosa e favorecimento de madeireiros.

Fonte: R7

Mourão compara aglomerações ao futebol: ‘Povo não é disciplinado’

Vice-presidente negou que Brasil viva onda negacionista na pandemia e despistou sobre multidão no aniversário de Bolsonaro

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, negou que o Brasil viva uma onda negacionista em relação à pandemia. Segundo o general da reserva do Exército, o problema do país é o cansaço da população com as medidas de isolamento social e comparou o atual momento ao futebol local, que em sua visão é indisciplinado quando comparado às partidas europeias.

“Não acho negocionista. O problema nosso é aquela história, a população cansa. Nosso povo não é dos mais disciplinados. Basta olhar um jogo de futebol nosso e olha um jogo de futebol na Europa. Aqui, para bater uma falta, o cara leva cinco minutos. O mesmo cara quando vai para Europa muda a feição e a maneira de jogar e se comportar. Da nossa natureza, é difícil isso aí. Te digo isso porque eu fui 46 anos profissional do exército, uma instituição que a disciplina é fundamental e a gente sabe que não é fácil manter a disciplina”, disse, na manhã desta segunda-feira (23), em Brasília.

Perguntado sobre a aglomeração de apoiadores de Jair Bolsonaro, que se reuniram em frente ao Palácio do Alvorada para parabenizar o presidente pelo seu aniversário, Neste domingo (21), Mourão preferiu não polemizar.

“Eu vi as imagens, mas não tenho nada a comentar a esse respeito. São os apoiadores do presidente, parcela da sociedade tem admiração por ele e puderam expressar isso”, disse.

Especialistas em infectologia afirmam que a maneira mais eficiente de frear o contágio do novo coronavírus enquanto a vacinação não ganha escala é o isolamento social. No ato em favor de Bolsonaro, muitos apoiadores estavam sem máscara ou usando de maneira inadequada. O presidente, por sua vez, utilizava o equipamento de proteção.

Sobre a troca de ministros da Saúde, o vice-presidente afirmou que ela deve ser concretizada nesta terça-feira (23). “Esse é o último dado que eu tinha.”

Fonte: R7

Mourão diz que Lula ficou no passado e já deu sua contribuição

Vice-presidente afirmou em entrevista que o país precisa de políticos da era analógica e falou sobre trabalho na Amazônia

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta quarta-feira (17) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou no passado e já seu sua contribuição para a política do país. As afirmações foram dadas em entrevista à Rádio Tupi, do Rio de Janeiro.

“Eu vejo que o Lula já ficou no passado. A gente tem que ir para frente, precisamos de novas lideranças, existe muita gente no país com capacidade, inclusive dentro do próprio partido dele, ele já é um homem na proximidade de 80 anos, nada contra, mas ele já teve sua contribuição na vida política do Brasil por oito anos”, afirmou.

O vice-presidente voltou a afirmar que Lula é hoje um político da era analógica, e que o Brasil precisa de políticos da era digital. 

Mourão, presidente do Conselho Nacional da Amazônia, destacou a atuação do governo na região. As Forças Armadas combatem o desmatamento desde maio do ano passado e obteve uma redução de 25% nessa prática ilegal, segundo ele.

“E vamos continuar nesse sentido deixando muito claro o compromisso do Estado Brasileiro representado pelo Governo do Presidente Bolsonaro com a preservação da Amazônia”.

Fonte: R7

Mourão culpa falta de comunicação por mudança na Petrobras

Na sexta-feira, Bolsonaro mandou embora o presidente da estatal Roberto Castello Branco e colocou general da reserva em seu lugar

O vice-presidente Hamilton Mourão minimizou nesta segunda-feira (22) o impacto da demissão de Roberto Castello Branco, na Petrobras. De acordo com ele, a atribuição de escolher o chefe da estatal compete ao presidente da República, Jair Bolsonaro, que usou esse direito. Ele afirmou também que a causa da mudança pode ter sido a falta de comunicação. 

“É uma questão de confiança na pessoa que está lá, talvez uma falta de comunicação do Roberto com o presidente.”

Mourão comentou não ter tanta importância a reação negativa dos investidores na bolsa de valores após Bolsonaro anunciar a saída de Castello Branco e a entrada do general Joaquim Silva e Luna na sexta-feira (19). “O mercado sai correndo para um lado, depois volta.”

O vice não vê chance de intervenção nos preços por parte do governo federal até por causa da legislação da Petrobras, que não admitiria essa possiblidade, segundo ele, e sugeriu um fundo soberano que possa evitar que chegue ao consumidor final as altas do petróleo no mercado internacional.

“De 1º de janeiro pra cá o petróleo aumentou 25% o valor bruto no hemisfério norte”, disse. “O preço flutua de acordo com esas condições internacionais.”

O general da reserva do Exército também descartou qualquer problema para a empresa ou para as Forças Armadas com a entrada de um militar no comando da empresa petroleira. 

“A Petrobras nasceu em cima das Forças Armadas, vamos lembrar que o presidente {da República, Ernesto} Geisel era o presidente da Petrobras.”

Ele ainda elogiou o novo dirigente, afirmando que Joaquim Silva e Luna fez um excelente trabalho na usina Itaipu Binacional. 

Fonte: R7

Mourão: ‘Presidente julgou minha presença desnecessária’

Vice não foi chamado para a reunião ministerial convocada por Bolsonaro hoje e preferiu não polemizar decisão do chefe

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, preferiu não polemizar sua exclusão da reunião ministerial convocada por Jair Bolsonaro nesta terça-feira (9). O encontro, que conta com a presença de 22 dos 23 ministros, não estava na agenda oficial do presidente nesta manhã.

“Não, não fui convidado, não fui chamado. Então acredito que o presidente julgou que era desnecessária a minha presença. Só isso”, afirmou Mourão a jornalistas em Brasília.

Questionado se a situação o deixou desconfortável, Mourão negou. “Não, não estou incomodado, não.”

Bolsonaro tem trabalhado em temas fundamentais para o seu governo como o auxílio emergencial, priorizando a busca de opções para viabilizar uma nova rodada do benefício. Também está na pauta uma solução para o preço dos combustíveis, reivindicação direta dos caminhoneiros. 

Os atritos entre o presidente e o vice se intensificaram no fim do mês passado, quando Mourão abordou publicamente o desempenho do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Bolsonaro se irritou, negou a intenção de demiti-lo e se referiu ao general da reserva do Exército de “palpiteiro”.

Mas o episódio que azedou de vez a já tumultuada relação entre dois ocorreu após o site Antagonista ter publicado que o chefe da assessoria parlamentar de Mourão enviou mensagens ao gabinete de um deputado federal falando sobre as articulações em curso no Congresso para um eventual impeachment de Bolsonaro.

O vice, assim que teve conhecimento da notícia, afirmou que o assessor agiu por conta própria e por isso seria demitido.

Para colocar panos quentes na situação, Mourão fez um agrado ao chefe do Executivo,  ao escrever, nas redes sociais, em 1º de fevereiro, que não há motivos para a aceitação do impeachment do presidente.

Fonte: R7

Mourão: ‘Não tinha como prever o que ia acontecer com Manaus’

Vice-presidente disse que “o governo está fazendo o que pode” diante do surgimento de uma nova cepa (variante) do coronavírus

No momento mais crítico desde o início da pandemia, pacientes infectados pelo coronavírus morrem por asfixia pela ausência de oxigênio em hospitais.

“VOCÊ NÃO TEM COMO PREVER O QUE IA ACONTECER COM ESSA CEPA QUE ESTÁ OCORRENDO EM MANAUS. TOTALMENTE DIFERENTE DO QUE TINHA ACONTECIDO NO PRIMEIRO SEMESTRE”, AFIRMOU MOURÃO.

O vice-presidente aproveitou ainda para fazer uma defesa da gestão do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. “Quando o ministro Pazuello falou de inverno na Amazônia, ele foi ridicularizado. O que é o inverno na Amazônia? A estação das chuvas. Há muita umidade e aumentam os casos de doenças respiratórias. Foi o que aconteceu naquele pico no início da pandemia e está acontecendo de novo.

Nova variante

Na última terça-feira, conforme a Agência Estado, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) confirmou a identificação de uma nova linhagem do vírus da covid-19 com origem no Amazonas. A nova cepa brasileira é recente, provavelmente surgida entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021.

Denominada provisoriamente de B.1.1.28 (K417N/E484K/N501Y), a variante do SARS-CoV-2 é a que foi identificada recentemente pelo Japão em quatro viajantes (um homem e uma mulher adultos e duas crianças) que retornaram da região amazônica brasileira em 2 de janeiro.

O pesquisador da Fiocruz Amazônia Felipe Naveca disse acreditar que a mutação não seja a única responsável pela aceleração de casos do novo coronavírus no Estado.

Logística

Mourão destacou ainda que “o governo está fazendo o que pode” para contornar a situação de calamidade pública em Manaus.

“MAS EU JÁ FALEI PARA VOCÊS: NA AMAZÔNIA, AS COISAS NÃO SÃO SIMPLES, NÉ? VOCÊ TEM UMA CAPITAL COMO MANAUS, QUE É A CIDADE MAIS POPULOSA DA AMAZÔNIA OCIDENTAL, E QUE VOCÊ SÓ CHEGA LÁ DE BARCO OU AVIÃO. ENTÃO, QUALQUER MANOBRA LOGÍSTICA, DE UMA HORA PARA OUTRA, AUMENTA A QUANTIDADE DE SUPRIMENTOS LÁ…”, DESTACOU.

“A FAB, até anos atrás, tinha Boeing. Mas por problemas no orçamento ela teve que se desafazer. Chega nessa hora e a gente vê que não pode deixar que a nossa última reserva, que são as Forças Armadas, sem terem a sua capacidade.”

O vice-presidente fez referência a um Boeing 767 que a Força Aérea Brasileira usava em contrato de Leasing. A aeronave foi devolvida em maio de 2019 por falta de orçamento.

Fonte: R7

Mourão: ‘Vacina é uma questão coletiva, não individual’

Vice-presidente concedeu sua primeira entrevista coletiva após ter sido diagnosticado com covid-19. Ele garantiu que será vacinado 

Em sua primeira aparição pública após ter sido diagnosticado com covid-19, o vice presidente, Hamilton Mourão, afirmou a jornalistas que pretende tomar a vacina, respeitando a agenda estabelecida para os grupos prioritários no plano nacional de imunização.

“Não vou furar a fila, a não ser que seja propagandística”, brincou. “Eu acho que a vacina é para o país como o todo. É uma questão coletiva, não é individual. O indivíduo está subordinado ao coletivo neste caso.”

A afirmação de Mourão destoa das falas do presidente Jair Bolsonaro, que manifestou não ter intenção de tomar a vacina.

Mourão destacou ainda ter tomado cloroquina para o tratamento da covid-19. “Tive três dias de sintomas mais pesados e depois tomei a medicação preconizada e no quinto dia tava bem”, disse. O medicamento não tem comprovação científica de eficácia contra o novo coronavírus.

O vice-presidente destacou ainda ter perdido “amigos de longa data para essa doença, mas a nossa medicina tem feito um papel muito bom”. “E quando você olha a realidade dos números tem um número significativo de gente que faleceu, mas nós temos mais de sete milhões e meio de pessoas que estão curadas”, destacou.

Conforme o Ministério da Saúde, até o último domingo (10), o Brasil contabilizou 203.100 mortes e 8.105.790 casos de covid-19.

Câmara

Perguntado sobre a eleição presidencial da Câmara, Mourão destacou que será uma disputa acirrada e fez um afago aos candidatos Arthur Lira (PP-AL), apoiado pelo governo, e Baleia Rossi (MDB-SP), nome do atual mandatário da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

“Na minha visão os dois candidatos hoje, em mais de 90% dos casos, votaram com o governo”, afirmou.

Fonte: R7

Mourão é diagnosticado com Covid, mas passa bem e inicia uso da hidroxicloroquina

Vice-presidente foi diagnosticado com a doença neste domingo (27) e segue em isolamento no Palácio do Jaburu, em Brasília 

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, passa bem nesta segunda-feira (28) de acordo com nota da assessoria de comunicação da vice-presidência. Ele foi diagnosticado com covid-19 neste domingo (27) após apresentar dores no corpo, dor de cabeça e febre baixa. 

Ainda de acordo com a nota, Mourão iniciou o tratamento por recomendação médica com os medicamentos faz uso de hidroxicloroquina, nitazoxanida (Annita), azitromicina e remédios para dor e febre. Ele segue em isolamento no Palácio do Jaburu. 

Leia abaixo a íntegra da nota: 

VICE-PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

Nota Informava nº 14/2020/VPR-ASCOM

Assunto: Estado de saúde do Vice-Presidente da República
Antes de ter sido diagnoscado com Covid-19, o Vice-Presidente da República, Hamilton
Mourão, apresentou mialgia (dor no corpo), cefaléia (dor de cabeça) e febre, que não passou de 38 graus, o que o levou a fazer o exame, confirmando o teste posivo no dia de ontem (27).

De acordo com a recomendação médica, faz uso de Hidroxicloroquina, Annita,
Azitromicina e sintomácos (remédio para dor e febre).
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O estado geral de saúde do Vice-Presidente da República é bom, encontrando-se em
isolamento na residência oficial do Jaburu.

Brasília, 28 de dezembro de 2020.

Atenciosamente,
Assessoria de Comunicação Social da Vice-Presidência

Fonte: R7

Campanha eleitoral para 2022 começou ‘cedo demais’, diz Mourão

Para o vice-presidente, embate entre Bolsonaro e seu adversário político, o governador João Doria, deve continuar até o “desfecho nas urnas”

vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou ontem (14), que a disputa eleitoral de 2022 foi colocada em pauta “cedo demais”. Para ele, o embate entre o presidente Jair Bolsonaro e seu adversário político João Doria (PSDB), governador de São Paulo e um dos pré-candidatos à sucessão, deve continuar até o “desfecho nas urnas”.

“A campanha eleitoral para 2022 foi colocada na rua cedo demais. Então, a partir daí, é aquela história, ela partiu e não dá mais para ser recolhida. Na minha visão, vai continuar esse clima (de embate)”, avaliou. O vice-presidente opinou que Doria “vem fazendo uso dos mais variados meios para se colocar em evidência e sempre buscando ser um contraponto ao nosso governo”.

Apesar disso, a briga política se mantém no campo declaratório e da retórica, segundo Mourão. “Esse embate está muito nas palavras. Quando vocês forem olhar ações concretas, não tem ação concreta. Nem o governo federal está prejudicando o governo de São Paulo e nem o governo de São Paulo vai fazer uma nova Revolução de 32”, comentou.

Na visão do vice-presidente, a discussão está pautada, em especial, na questão da vacina contra a covid-19, que para ele é usada como “instrumento político”. “Está havendo uma discussão muito grande em torno de algo que ainda não existe”, opinou Mourão, ao lembrar que o Brasil ainda não tem imunizantes certificados.

Fonte: R7

Mourão defende sistemas monitoramento da Amazônia

De acordo com o vice-presidente, o desflorestamento e as queimadas na Amazônia vêm sofrendo uma escalada desde 2012 e atingiu um pico no ano passado.

O vice-presidente Hamilton Mourão disse hoje (7) que o Estado brasileiro deve cumprir seu papel de proteção e desenvolvimento da Amazônia, mas que há muito desencontro sobre as informações de desmatamento na região, já que os sistemas de monitoramento, utilizados no apoio às decisões do governo, “não são os melhores” e “se ressentem de uma melhor qualidade”.

“Os satélites que nós temos são ótimos, que não enxergam durante o período das chuvas e de nuvens. Precisamos avançar para ter uma tecnologia radar, termos aeronaves não tripuladas de melhor nível e que possam manter um acompanhamento da situação da cobertura vegetal com melhor qualidade do que só pura e simplesmente a imagem satelital”, explicou, durante encontro virtual promovido pela FSB Comunicação. Mourão preside o Conselho Nacional da Amazônia Legal.

Em entrevista recente, o vice-presidente também lembrou que o desflorestamento e as queimadas na Amazônia vêm sofrendo uma escalada desde 2012 e atingiu um pico no ano passado, o que motivou as críticas e pressões internacionais. A previsão de Mourão para o desmate neste ano é semelhante ao do ano passado. No período de agosto de 2018 a julho de 2019, o desmatamento da Amazônia Legal foi estimado em 9.762 quilômetros quadrados (km²), um aumento de quase 30% em relação ao período anterior, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Já para as queimadas, a expectativa de Mourão é de redução. A meta do governo para os meses mais críticos, entre agosto e outubro, é que os incêndios fiquem abaixo da média histórica, em torno de 3 mil a 4 mil focos de calor por mês. De acordo com o vice-presidente, além da proibição do uso de fogo em áreas rurais, as Forças Armadas vão prosseguir com a Operação Verde Brasil, para coibir queimadas criminosas.

Mourão e o ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo, também relator do Código Florestal, participaram do encontro virtual para discutir as críticas, as pressões internacionais e os desafios enfrentados pelo Brasil nas políticas para a Amazônia e o meio ambiente.

Ambos acreditam que é preciso tratar do problema fundiário da região, promover políticas de desenvolvimento sustentável e assegurar os direitos das pessoas que vivem lá, indígenas ou não indígenas, de acesso ao progresso, à infraestrutura e a serviços básicos, como saúde e educação de qualidade. Para Mourão, esse direito deve estar centrado na bioeconomia, a partir do mapeamento da biodiversidade florestal, da construção de uma infraestrutura logística sustentável e de financiamento e investimentos no setor.

Aldo Rebelo criticou a demarcação de áreas de preservação na Amazônia que já estavam ocupadas por pessoas assentadas pelo próprio Estado. “Quando se demarca em área antropizada, você transforma aquelas pessoas em criminosos, mas a responsabilidade é do Estado. São 2% ou 3% que agem criminosamente, que queima e que desmata. A maioria foi pra lá na melhor das intenções”, disse.

Atividades produtivas

Eles também defenderam a regulamentação de atividades produtivas em terras indígenas, previstas na Constituição, como o garimpo e a produção agrícola, mas destacaram que essa exploração deve acontecer dentro da lei ambiental, uma das mais rigorosas do mundo, segundo eles. “Nós temos que parar de tapar o sol com a peneira e entender que o indígena tem que ter o direito de explorar a riqueza que tem na terra dele dentro dos ditames da nossa legislação. A partir daí, ele terá acesso ao progresso material da humanidade, todas as benesses do mundo moderno e não vivendo como se estivesse segregado”, disse Mourão.

Para Aldo Rebelo, além de ser um ator ambiental relevante no mundo, o Brasil tem aspirações dentro da Amazônia e já desenvolve atividades de mineração, extrativismo e agropecuária que precisam ser agregadas ao processo de transformação, de agregar valor à produção. “A Amazônia precisa atravessar esse caminho e precisa de recurso e o Estado precisa assumir essa responsabilidade”, disse, criticando a política econômica do governo atual, “de restrição absoluta e enxugamento desse papel do Estado brasileiro”.

O vice-presidente Mourão concordou que a ausência do Estado é um dos problemas mais graves que ocorre na região e disse que, além do aumento do orçamento para ações na região, é preciso buscar recursos de outras fontes de financiamento e doações, para manter a presença do Estado e recuperar a capacidade operacional dos órgãos de fiscalização “que estão com dificuldade de cumprir sua missão”.

Fonte: Agência Brasil

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