Polícia: mulher denuncia lutador de jiu-jítsu por agressão

Ex-marido atacou mulher com enxada e deixou com um enorme ferimento na cabeça, e vários hematomas pelo corpo. O homem foi preso.

Manicure de Porto Velho denuncia lutador após ser agredida em RO — Foto: Arquivo Pessoal
Mulher denuncia ex-companheiro por agressão em RO

Uma manicure de 34 anos procurou a polícia e usou as redes sociais para denunciar o ex-marido por violência doméstica, em Porto Velho. No último fim de semana, Cleide Ribeiro de Oliveira foi atacada com uma enxada pelo pelo lutador de jiu-jítsu Cledson Ferreira. A vítima ficou com várias lesões no corpo e o professor de artes marciais foi preso.

Na postagem em sua rede social, Cleide disse temer pela vida dela e da família caso o lutador seja solto.

A vítima revelou que a agressão do fim de semana não foi a única. Os ataques duraram cerca de quatro anos, durante o casamento, mas ela se sentia presa no relacionamento por causa das ameaças. Em maio ela conseguiu ter coragem para terminar o casamento com o lutador.

Porém, no último sábado (8), Cleide estava em casa quando o suspeito arrombou o portão e entrou no imóvel quebrando vários objetos.

Conforme boletim de ocorrência registrado, Cleide relatou aos policiais que, para impedir a fuga do suspeito após os ataques, atirou uma enxada no vidro do carro dele, danificando o veículo.

Em seguida, o agressor tomou a ferramenta da ex-mulher e começou a golpeá-la várias vezes. Cleide teve um ferimento na cabeça, ficou com o braço quebrado e vários hematomas pelo corpo.

Hematoma na cabeça de Cleide após ser atacada em Porto Velho — Foto: Arquivo Pessoal
Hematoma na cabeça de Cleide após ser atacada em Porto Velho

Ainda segundo o registro policial, Cledson conseguiu fugir e não foi localizado naquele dia. Cleide então foi acompanhada por policiais militares até o Hospital João Paulo II, onde recebeu atendimento e foi liberada para retornar para casa.

“Essa foi a pior porque as lesões foram maiores, mas eu já cheguei a ficar desmaiada de agressões dele e ele simplesmente ir dormir como se nada tivesse acontecido e ainda tirava foto minha para mandar aos amigos dele. É uma pessoa fria”, revela.

Na manhã de domingo (9), segundo a manicure, o lutador enviou mensagens com ameaças e ela decidiu acionar a polícia, já que o suspeito tem uma casa de frente com o imóvel dela.

De acordo com o boletim, os PMs localizaram o suspeito e o encaminharam à Central de Polícia. Ele negou as agressões e disse ao delegado que acertou a ex-mulher quando foi tomar o cabo das mãos dela. O delegado registrou a prisão em flagrante com base na Lei Maria da Penha.

Na unidade policial, os agentes descobriram que havia um mandado de prisão de 2016 contra o suspeito. O mandado foi expedido pelo 1° Juizado de Violência Doméstica da capital, após Cledson ser citado por edital e não ser localizado em uma ação de 2013 que tramita na vara. Ele foi denunciado por lesão corporal e ameaça, à época.

Fonte: G1/RO

Polícia Civil cumpri mandados de prisão contra crime de violência doméstica em RO

Mandados são para 54 homens envolvidos, a ação busca capturar também foragidos da justiça.

Operação Hera PC

A operação Hera deflagrada pela Polícia Civil de Rondônia, na manhã desta quinta-feira (25), para prender 54 homens envolvidos em crime de violência doméstica, em 13 cidades do estado.

Conforme os agentes da operação, as investigações são coordenadas pela Delegacia Especializada em Atendimento a Mulher (Deam). Ao todo, 120 policiais participam da operação Hera nesta quinta-feira.

A ação só em Porto Velho são cumpridos 30 mandados de prisão. Os outros 24 mandados são no interior, distribuídos entre as cidades de Cacoal, Espigão D´Oeste, Guajará-Mirim, Ji-Paraná, Ouro-Preto, Rolim de Moura, Nova Brasilândia, Vilhena, Colorado do Oeste e Cerejeiras.

“A operação busca capturar foragidos da justiça acusados de crimes sexuais e violência contra a mulher”, diz a polícia.

De acordo a Deam, a permanência das pessoas em casa, imposta pela pandemia, aliado ao uso do álcool e outras drogas, potencializaram os riscos de crimes contra a mulher.

O nome da operação Hera faz alusão a deusa grega protetora do casamento, da vida e da mulher que governava Olimpo ao lado do seu marido o Zeus.

Fonte: G1/RO

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