Operação Resguardo prende 253 pessoas em Rondônia

A operação é deflagrada em todo o país, pela Polícia Civil e Ministério da Justiça no combate à violência contra mulher.

No dia internacional da Mulher (08), a Polícia Civil e Ministério da Justiça deflagram a Operação Resguardo, em combate a crimes de violência contra mulher em todo o país.  Apesar da operação ser deflagrada nesta segunda-feira, as ações tiveram início no dia 28 de janeiro.

Em Rondônia, a Operação já resultou na prisão de mais de 253 presos, 379 medidas protetivas entre crimes de lesão corporal. De acordo com a Polícia Civil, todas as delegacias de Rondônia especializadas participam da operação de combate a violência doméstica.

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Na manhã desta segunda, a Polícia Civil realizou uma coletiva de imprensa onde informou que desde o dia 28 de janeiro as delegacias tem efetuados levantamentos na existência de mandados de prisões que foram expedidos pelo poder judiciário. Além de medidas protetivas que foram expedidas em decorrência de investigações de inquéritos instalados pela polícia, não se limitando os mandados de prisões até o mês de janeiro mas também aos instaladas anteriormente.

Segundo a Coordenadora da Operação, Amanda Ferreira, a ação foi deflagrada pelo Governo Federal em todos os estados, porém a execução das operações foi das polícias civis.

“Estamos dando cumprimento a 53 mandados de prisão em aberto. Durante a operação temos um total de 253 presos até agora e os números ainda estão sendo atualizados. Nós tivemos um número muito grande de êxito na captura dessas pessoas. Tivemos um número grande de resolução de inquéritos com identificação de autoria e encaminhamento para o judiciário. Onde essas pessoas identificadas pela prática de violência doméstica serão julgadas”, ressaltou Amanda.

De acordo com a coordenadora os crimes mais comuns são de ameaças, lesão corporal, descumprimento de medidas protetivas. “A gente observa que do ano passado para esse ano no estado tivemos um aumento expressivo no registro de ocorrência de ameaça. Lesão diminui um pouco, mas ameaçada teve um aumento expressivo e a gente atribui isso as condições atuais decorrentes da pandemia. Isolamento e questão financeira e uso de drogas lícitas e ilícitas”, finalizou.

Fonte: PC

Polícia intensifica campanha de combate à violência contra a mulher

De acordo com a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher o registra de denúncias em agosto aumentou foram 289 ocorrências só este mês.

A Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), registrou em Porto Velho, de janeiro a agosto de 2020, 2.593 casos de violência contra as mulheres. O número é menor do que no mesmo período em 2019, onde 2.859 ocorrências foram notificadas, 266 casos a menos que ano passado.

Com relação aos inquéritos instaurados em 2019, a delegacia registrou 750 casos e em 2020, 809. De acordo ainda com dados da Delegacia, o número de medidas protetivas acionadas em 2019 foram de 915 casos, já em 2020, 870.

Apesar disso, houve aumento no número de denúncias de agressões contra as mulheres no mês de agosto este ano, 289 ocorrências foram totalizadas através da Polícia Civil, já em agosto de 2019, 36 casos a menos, totalizando 253 denúncias.

Aumento se deve às ações, como o Agosto Lilás, com o lema “Não Se Cale”, abordando o aniversário de 14 anos da Lei Maria da Penha

A delegada titular da Delegacia da Mulher, Lucilene Pedrosa, diz que o aumento se deve às ações intensificadas como o Agosto Lilás, com o lema “Não Se Cale”, onde foi abordado o aniversário de 14 anos da criação da Lei Maria da Penha. “Além das campanhas do Ministério Publico Judiciário, Defensoria Pública, Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, Rede de Mulheres, todos estão fazendo lives neste mês de agosto quando a lei completa 14 anos, então isso ajuda um pouco, quanto mais é divulgado, mais as vítimas tem informações, e por isso o aumento”, enfatizou.

OPERAÇÃO HERA

Outro fator positivo que trouxe bons resultados em 2020 para a Delegacia, foram os resultados da “Operação Hera”, realizada em todo o Estado de Rondônia, dia 18 de julho, e abrangeu todas as Deams para cumprimento de mandados de prisão, onde 10 foram cumpridos no interior e mais 10 na capital. “Foi muito boa esta operação, porque 20 é um número de prisões muito grande com relação à violência doméstica”, garantiu a delegada.

PSICOLÓGICO

Os prejuízos às vítimas de violência doméstica e familiar são inúmeros, de acordo com psicólogos especialistas no assunto. Na maioria dos casos, a violência doméstica não afeta somente a integridade física da mulher, deixando marcas visíveis pelo seu corpo mas, também de formas mais sutis, porém não menos importantes, com a violência psicológica, a qual traz sérios danos à estrutura psíquica e ao desenvolvimento afetivo, moral e social da vítima.

De acordo com Michele Domingues, deve-se garantir um acompanhamento com uma rede de atendimento multidisciplinar, composto por diversos profissionais (psicólogos, assistentes sociais, advogados, médicos), ” É de suma importância para o direcionamento correto e, enfrentamento da situação de violência doméstica vivenciada. No entanto, é valido ressaltar que o acompanhamento psicológico às vítimas de violência doméstica, com profissional qualificado, é fundamental para o enfrentamento aos danos psicológicos causados pelas situações de violência vivenciadas, bem como, para ajudar no processo de autodescoberta, empoderamento e fortalecimento emocional das vítimas”, enfatiza a psicóloga.

DENÚNCIAS

Mesmo diante da pandemia, os trabalhos das Deams continuam normalmente e, em Porto Velho, o atendimento acontecem de  segunda a sexta-feira, das 7h30m às 19h30m. As denúncias também podem ocorrer através dos canais de comunicação:

  • 190, 197, 180
  • Fixos: (69) 3216 – 8855, (69) 3216- 8800
  • Celular (69) 98479-8760
  • Delegacia (Deam) – Euclides da Cunha, 299-363 – Baixa da União, Porto Velho
  • Delegacia Virtual (http://delegaciavirtual.pc.ro.gov.br/)

Fonte: Polícia Civil

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