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O Centrão é a pior ameaça à democracia no Brasil 

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A engrenagem corrupta que bloqueia a esperança de um Brasil mais justo. É considerado por muitos como o verdadeiro câncer da política brasileira, que impede as mudanças que precisam ser implementadas. 

Recentemente, o conselheiro de Donald Trump, Jason Miller, fez uma declaração polêmica ao afirmar que Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), representa “a maior ameaça à democracia no hemisfério ocidental”. Entretanto, o que pode ser interpretado como uma “ameaça” para alguns, pode ser visto como uma salvaguarda para outros.

A democracia brasileira enfrenta hoje uma série de desafios que vão além do que pode parecer à primeira vista. Embora muitos apontem para a polarização política e a desinformação como as principais ameaças, é crucial entendermos que as raízes do problema são mais profundas e complexas do que se possa imaginar. É bem verdade que as ações de alguns grupos da sociedade podem impactar a democracia, mas a verdadeira ameaça reside nos próprios políticos. Esses grupos, que deveriam ser responsáveis pela representação e promoção do bem comum, muitas vezes agem em benefício próprio, criando um ambiente onde a corrupção e a falta de transparência imperam.

O Centrão por exemplo, é um conglomerado informal de partidos políticos que desempenha um papel crucial no cenário político nacional. Sua existência remonta a várias décadas, mas seu impacto tornou-se ainda mais evidente nos últimos anos, especialmente em tempos de crise política. Não possui uma ideologia política, mas é caracterizado por seu pragmatismo e sua capacidade de influenciar decisões governamentais.

O Centrão é, sem dúvida, um fator determinante para a governabilidade no Brasil. Com um número significativo de representantes no Congresso Nacional, seus membros têm a capacidade de apoiar ou bloquear iniciativas governamentais necessárias para o desenvolvimento do país. Essa influência se traduz em concessões políticas e acordos que podem ser cruciais para a aprovação de leis e reformas, já que consegue unir diversos partidos em torno de um único objetivo.

Entretanto, na minha visão, o Centrão representa um risco significativo à democracia brasileira. Em muitos casos, essa aliança prioriza interesses pessoais e partidários em detrimento do bem-estar coletivo. Isso se traduz em negociações obscuras, onde compromissos são feitos sem a devida transparência. Como resultado, a legitimidade das decisões tomadas pelos nossos representantes se torna questionável, enfraquecendo a confiança do público nas instituições, consolida-se cada vez mais como a Maior Ameaça à Democracia e ao Progresso no Brasil.

Uma coalizão…

informal, que tem se tornado uma das principais forças atuantes na política brasileira. Seu poder, frequentemente exercido de maneira discreta, representa uma ameaça significativa ao desenvolvimento do país. Essa aliança, que abarca diversas correntes ideológicas, é frequentemente acusada de agir em benefício próprio, priorizando interesses individuais em detrimento do bem comum.

Uma das principais preocupações em relação ao Centrão é sua capacidade de fragilizar as instituições democráticas. O apoio a decisões controvérsias e a aprovação de reformas que beneficiam grupos específicos contribuem para a erosão da confiança pública nas políticas governamentais. Em vez de promover um diálogo aberto e democrático, o Centrão tende a perpetuar práticas que favorecem a corrupção e o clientelismo, prejudicando a construção de um Brasil mais progressista.

Nos últimos anos, o Centrão tem ocupado uma posição central na política brasileira, ganhando força em um cenário de instabilidade. Apesar de sua influência crescente, muitos analistas e cidadãos consideram que suas ações são voltadas para interesses pessoais, resultado de alianças sombrias que priorizam a manutenção do poder em detrimento da transparência e da responsabilidade. Tal comportamento reforça a desconfiança em relação aos políticos e ao sistema democrático, gerando um ciclo vicioso de descontentamento popular.

Segundo o filósofo Lawrence Pih, o centrão é uma engrenagem corrupta que bloqueia a esperança de um Brasil mais justo.

É a pior coisa na política do Brasil, é o centrão! Não tem ideologia, não tem moral, não tem ética. É tudo transacional.

Ele é Bolsonaro ontem, é Lula hoje, Deus sabe o que é amanhã. Por que o Brasil tem 30 partidos? Você acha que é necessário ter 30 partidos para governar? Por que tem 30? Porque os partidos são organizações com fins lucrativos.

Os políticos de partidos vendem os votos para benefício dos próprios políticos. Então, por isso, o Brasil não tem democracia.

Então, esse sistema não funciona. Na minha modesta opinião, o Brasil teria que ter só cinco partidos. Direita, centro-direita, centro, centro-esquerda e esquerda.

Tem a coloração total. Leva os pré-requisitos para poder formar um partido. Os 513 deputados na Câmara Federal para 200.

O Brasil tem 200 milhões de habitantes. Um milhão de habitantes é representado por um deputado federal. Reduz de 81 senadores para 27.

Um senador para cada estado. Reduz dramaticamente o custo, primeiro. Segundo, a legislação tem que dizer o seguinte.

Não interessa o tamanho do estado. Tem, no mínimo, um representante”, afirmou Lawrence Pih.

Lawrence Pih é empresário e filósofo, graduado em filosofia pelo Lafayette College (Pensilvânia, Estados Unidos), é também mestre em filosofia e doutor pelo Four-College PHD Program (Universidade de Massachusetts). É presidente do Moinho Pacífico, o maior produtor de farinha de trigo da América Latina, além de conselheiro da FIESP e da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (ABITRIGO).

Em última análise, a atuação do Centrão se torna cada vez mais necessária, considerando seu impacto sobre os anseios da população por um futuro melhor. O papel deste agrupamento político não pode ser ignorado, pois suas decisões desvirtuam frequentemente dos interesses do povo, resultando em um colapso nas expectativas sociais.

A sua capacidade de manipulação das prioridades governamentais contribui para um ambiente em que as promessas de mudança ficam em segundo plano. As consequências desta dinâmica são alarmantes. A crise de representatividade é palpável, refletindo a insatisfação da população com a falta de medidas efetivas que visem ao desenvolvimento social e econômico.

Edilson Neves

Por Edilson Neves | Jornalista e Editor do jornal Correio de Notícia

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