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Ministra presidente do STM responde colega e deixa insuportável a situação no tribunal

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Como esperado, a presidente do Superior Tribunal Militar (STM), ministra Maria Elizabeth Rocha, não admitiu o erro cometido e defendeu nesta terça-feira (4) o pedido de perdão que fez às vítimas de violações de direitos humanos durante o regime militar. Para piorar, ela partiu para a vitimização e acusou o ministro tenente-brigadeiro do ar Carlos Augusto Amaral Oliveira de adotar um “tom misógino” ao criticar sua iniciativa.

Na sessão plenária, Maria Elizabeth respondeu às declarações do ministro tenente-brigadeiro do ar Carlos Augusto Amaral Oliveira, que, na semana passada, sugeriu que ela deveria “estudar um pouco mais a história do Tribunal” e afirmou que não queria ser incluído em seu gesto.

“A divergência de ideias é legítima. O que não é legítimo é o tom misógino, travestido de conselho paternalista”, disse a ministra.

E completou:

“Essa agressão desrespeitosa não atinge apenas esta magistrada; atinge a magistratura feminina como um todo, a quem devo respeito e proteção.”

O pedido de perdão foi feito em 25 de outubro, durante ato inter-religioso na Catedral da Sé, em São Paulo, que marcou os 50 anos do assassinato do jornalista Vladimir Herzog. Segundo Maria Elizabeth, a iniciativa teve caráter “republicano e constitucional”, alinhado aos princípios da memória, da verdade e da não-repetição de violências.

“Foi um ato de responsabilidade pública, inscrito na melhor tradição das instituições que reconhecem falhas históricas, para que não se repitam”, afirmou.

A ministra destacou que sua manifestação ocorreu em primeira pessoa, na qualidade de presidente do STM, e não representou opinião dos demais integrantes da Corte. Ela também rebateu insinuações sobre ausências injustificadas e reforçou sua trajetória acadêmica e profissional para contestar a tentativa de desqualificação.

Maria Elizabeth comparou sua atitude à do ministro Luís Roberto Barroso, que, em 2024, pediu perdão à Maria da Penha em nome do Judiciário, sem gerar polêmica.

Maria Elizabeth foi nomeada no início de 2025 como presidente do STM. Ela integra o tribunal há 18 anos, e foi indicada à Corte militar pelo presidente Luíz Inácio Lula da Silva.

Após o pronunciamento, o ministro Carlos Augusto Amaral Oliveira desmontou a ministra ao negar ter adotado postura misógina e desafiar que a colega fizesse uma reunião e consultasse os demais integrantes da Corte para avaliar se teria apoio para o gesto, que, na visão dele, projeta uma imagem negativa do tribunal.

Maria Elizabeth evidentemente não vai fazer essa reunião.

Veja o vídeo:

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