Certa feita, quando Davi Alcolumbre decidiu enfrentar Renan Calheiros na disputa pela presidência do Senado Federal, ele permaneceu mais de 7 horas sentado na cadeira de presidente da Casa, para assegurar que iria conduzir os trabalhos da sessão preparatória para a eleição interna. A estratégia serviu para que ele pudesse deliberar sobre questões de ordem a cerca do voto aberto, o que era visto como uma barreira para a eleição de Renan.
Alcolumbre não deixou a cadeira de presidente nem mesmo durante o intervalo entre as sessões de posse e preparatórias, que durou uma hora. Depois de encerrar a cerimônia de posse dos 54 novos senadores, Alcolumbre continuou na Mesa da Presidência para garantir a continuidade como “presidente tampão”, como ele definiu na época
E tudo isso foi fundamental para que ele vencesse o então favorito, Renan Calheiros.
Há quem diga, que essa mesma persistência poderá ser usada contra Jorge Messias.
Alcolumbre pode partir para a disputa franca e aberta, voto a voto, contra Lula.
Ele teria para tanto, uma boa cobertura para tal, pois tem muita gente que não quer Messias, inclusive dentro do próprio PT.
Por Gonçalo Mendes Neto | Jornalista.




