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Toffoli faz o trajeto irresponsável para a anulação da liquidação do Banco Master e a liberação de seu dono

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A acareação extemporânea determinada pelo ministro Dias Toffoli pode ser o ato preparatório para a cena principal do drama: a anulação da liquidação do Banco Master e a liberação do seu dono, Daniel Vorcaro.

A anulação da liquidação teria consequências imprevisíveis para o mercado financeiro. Milhares de pequenos credores ainda estão aguardando o pagamento de seus investimentos por parte do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Uma vez revertida a liquidação, tudo volta ao que era antes, o FGC não pagará mais nada. Esses pequenos credores (e os grandes também) tentarão se desfazer dos papeis do Master a qualquer preço, levando seus preços a virtualmente zero. Com isso, o Master perderá totalmente sua capacidade de se financiar no mercado. Sua quebra, então, será questão de tempo, com ou sem liquidação por parte do BC. A decisão de um ministro não tem o condão de mudar uma realidade econômica.

Toffoli poderia inovar, e determinar que o FGC pague os pequenos credores mesmo sem a liquidação do banco. Seria o caso inédito do uso do FGC para capitalizar um banco. Absurdo, mas não no País das Maravilhas, onde um juiz faz o papel da Rainha de Copas. Mas isso tampouco resolveria o problema da vida real, onde os bancos precisam continuamente de fontes de financiamento. Ressuscitar um banco por decreto não significa que ele estará realmente vivo no mundo concreto.

Na época do impeachment da Dilma, estava escutando no rádio uma entrevista de um deputado a respeito do processo. Ele explicava que o impeachment é um processo político e usou uma metáfora para entender o processo de produção de provas: enquanto no processo jurídico era necessário abrir o caixão e verificar que o defunto estava realmente morto, no processo político basta sentir o odor da decomposição do cadáver, mesmo com o caixão fechado. O odor de putrefação desse caso Master invade o ambiente institucional brasileiro.

Por Marcelo Guterman*

Marcelo é Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP e mestre em Economia e Finanças pelo Insper.

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