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Maduro vai delatar Lula? (veja o vídeo)

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A pergunta não surge do nada — e tampouco pode ser respondida com leviandade. O nome de Nicolás Maduro aparece há anos associado a investigações internacionais sobre o narcotráfico venezuelano e ao Cartel de los Soles. O que muda agora é o ambiente jurídico e político: colaboradores do regime já falaram, processos avançaram fora da Venezuela e o cerco internacional se estreitou.

Entre os delatores está Hugo Carvajal, o El Pollo, ex-chefe da inteligência chavista. Em depoimentos prestados no exterior, ele afirmou que recursos do narcotráfico venezuelano teriam sido usados para financiar projetos políticos fora do país — inclusive no Brasil, com menções a Lula e ao PT. São acusações graves. Ainda não julgadas. Mas documentadas em autos internacionais.

A questão central é simples: se Maduro falar, o que acontece?

Em sistemas como o norte-americano, cooperação premiada existe — ainda que com outro nome. Benefícios são concedidos apenas quando há provas verificáveis: rastreamento de dinheiro, intermediários, datas, contratos, offshores. Sem isso, delação vira discurso político; com isso, vira terremoto institucional.

No Brasil, o impacto seria imediato. A Constituição proíbe financiamento estrangeiro de campanhas. Caso surjam provas robustas, o caminho passa por TSE, Ministério Público e cooperação jurídica internacional. Não há atalhos: contraditório, ampla defesa e devido processo legal são inegociáveis. Também não existe “punição coletiva”: responsabilidades são individuais.

Então, seria “o fim do PT”?

Politicamente, denúncias comprovadas cobrariam um preço alto de qualquer partido. Juridicamente, somente sentenças encerram histórias. Antecipar veredictos é erro; ignorar indícios, também.

O ponto opinativo — e incômodo — é este: o silêncio custa caro. Quando delatores falam e processos avançam lá fora, o Brasil não pode fingir que nada acontece. Se não houver provas, que se diga. Se houver, que se investigue. Democracia não teme a verdade — teme a omissão.

A pergunta permanece no ar: Maduro vai delatar Lula?

A resposta não virá de manchetes, mas de provas.

Foto de Emílio Kerber Filho

Por Emílio Kerber Filho*

Jornalista e escritor

Autor do livro “Por trás das grades – O diário de Anne Brasil”.

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