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Amadurecimento da presidente interina da Venezuela pode custar caro

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Desde que tomou posse como interina, Delcy Rodriguez vem tentando se equilibrar na diplomacia com os EUA, baseando-se numa relação pragmática com Trump. Sua administração está avançando sob pressão da Casa Branca, com quem assinou acordos energéticos e concordou com a libertação de presos políticos.

Porém, talvez se sentindo mais fortalecida, neste domingo (25), Delcy Rodríguez deu uma declaração contundente de confronto ao governo Trump:

“Já basta das ordens de Washington”.

Delcy Rodriguez disse isso numa mensagem enviada a trabalhadores petrolíferos no estado de Anzoátegui:

“Já basta das ordens de Washington sobre políticos na Venezuela. Que seja a política venezuelana a resolver nossas divergências e nossos conflitos internos. Já basta de potências estrangeiras”.

Os Estados Unidos disseram estar no comando da Venezuela após a incursão militar de 3 de janeiro, na qual Maduro e sua esposa foram capturados. Donald Trump chegou a postar imagem em sua rede social como presidente interino da Venezuela. Mas no início de janeiro Rodríguez já declarava que nenhum “agente externo” governava o país após a captura de Maduro e a esposa dele, Cilia Flores.

Mais de 100 presos políticos foram libertados no domingo, segundo a ONG Foro Penal, em meio a um processo que avança a passos de tartaruga.

De toda forma, suas falas têm sido colocadas sobretudo para atingir o público interno chavista:

“Custou caro a esta república ter que enfrentar as consequências do fascismo e do extremismo em nosso país”, exclamou ela.

Rodríguez havia dito que não tinha “medo” de confrontar os Estados Unidos diplomaticamente.

“Se um dia, como presidente interina, eu tiver que ir a Washington, irei de pé, caminhando, não rastejando”, declarou em 15 de janeiro.

Por sua vez, Trump a chamou de “formidável” e garantiu que com ela “tudo está indo muito bem”. Segundo a Casa Branca, ele a convidou para uma visita a Washington, embora uma data ainda não tenha sido definida.

Com as relações rompidas desde 2019, Washington e Caracas também caminham para a retomada “gradual” de seus laços. Na quinta-feira, os Estados Unidos nomearam um novo chefe de sua missão diplomática na Venezuela, onde consideram reabrir sua embaixada.

Os Estados Unidos se declararam responsáveis ​​pela Venezuela pós-Maduro e pelo controle das vendas de petróleo do país.

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