Ryan Routh, de 59 anos, foi condenado à prisão perpétua, na quarta-feira, por tentativa de assassinar o então candidato Donald Trump, no seu campo de golfe na Flórida, em setembro de 2024.
A sentença foi proferida pela juíza distrital Aileen Cannon, após a condenação de Routh por um júri no ano passado por cinco crimes, incluindo tentativa de assassinato e agressão a um agente federal.
Para quem não se lembra, — afinal, matar candidatos de direita no mundo inteiro hoje é algo corriqueiro — essa tentativa de assassinato ocorreu em 15 de setembro de 2024, quando Routh foi descoberto portanto um rifle, escondido atrás da vegatação, enquanto Trump jogava golfe. Ao ser descoberto pelo agente do Serviço Secreto Robert Fercano, que atirou nele, Routh fugiu, mas foi detido na Interestadual 95. Routh representou a si mesmo durante o julgamento e argumentou que a mera posse de uma arma não constituía intenção de matar. Não convenceu ninguém.
As provas apresentadas durante o julgamento incluíram escritos expressando sua insatisfação com Trump e uma carta na qual ele discutia abertamente sua tentativa fracassada de assassinato e oferecia uma recompensa para que alguém a executasse. O FBI também encontrou registros indicando que Routh esteve perto do campo de golfe de Trump diversas vezes nas semanas que antecederam o ataque, bem como uma lista de voos para fora do país em seu carro.
Routh já havia tantado recrutar combatentes na Ucrânia, onde procurou obter equipamentos militares, para impedir a eleição de Trump. Essa tentativa de assassinato foi depois do atentado em 13 de julho de 2024, em Butler, na Pensilvânia, quando um verdadeiro milagre salvou a vida de Donald Trump por milímetros. Oito tiros foram dispararados de um rifle estilo AR-15. Uma das balas passou tão perto que o deslocamento de ar feriu de raspão a orelha direita de Trump, que sangrou.
Infelizmente, Corey Comperatore, um bombeiro voluntário de 50 anos, foi atingido e não resistiu. Morreu como um herói protegendo sua família. Outros dois espectadores ficaram feridos, mas sobreviveram.

Por Lucia Sweet | Jornalista*
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