Canetas emagrecedoras oferecem riscos à saúde

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Anvisa registra aumento de reações adversas e reforça necessidade de prescrição médica

A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) alerta a população sobre o uso indiscriminado dos medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras”. O nome popular se deve à forma de aplicação mais comum, por injeção subcutânea em caneta aplicadora, mas esses fármacos também podem ser encontrados em comprimidos.

Os medicamentos pertencem à classe dos agonistas do receptor GLP-1 e incluem substâncias como dulaglutida, liraglutida, semaglutida e tirzepatida. Foram desenvolvidos para tratamento do diabetes tipo 2 e, em casos específicos, podem ser indicados para controle da obesidade, sempre com prescrição e acompanhamento médico.

Nos últimos meses, ganharam popularidade nas redes sociais por auxiliarem na perda de peso. Atuam no organismo aumentando a saciedade e reduzindo o apetite. No entanto, podem provocar efeitos colaterais graves, especialmente quando usados sem orientação profissional.

Entenda o alerta

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu alerta após aumento de notificações de reações adversas no Brasil e em outros países. Entre os principais riscos do uso inadequado estão:

– Inflamação no pâncreas (pancreatite)
– Internações hospitalares
– Casos graves com risco à vida

O perigo aumenta quando o medicamento é utilizado sem prescrição, exames prévios ou acompanhamento médico.

Não é produto estético

O secretário municipal de Saúde, Jaime Gazola, reforça que esses medicamentos não devem ser tratados como solução rápida para emagrecimento. “Estamos falando de fármacos desenvolvidos para tratar doenças específicas, como o diabetes tipo 2. O uso por conta própria, com finalidade apenas estética, pode trazer sérios riscos à saúde. A orientação é clara: só utilize com prescrição e acompanhamento médico.”

A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde da Semusa, Geisa Brasil, também alerta para a importância do uso responsável. “A popularização nas redes sociais passa a impressão de que é algo simples e sem risco, mas não é. São medicamentos que exigem avaliação individual, exames e acompanhamento contínuo. Sintomas como dor abdominal intensa, náuseas persistentes ou vômitos devem ser comunicados imediatamente ao profissional de saúde.”

O que a população deve fazer

A Semusa orienta:

  • Não utilizar medicamentos sem prescrição médica
  • Não compartilhar medicamentos com outras pessoas
  • Não interromper o tratamento por conta própria
  • Procurar atendimento ao apresentar qualquer reação inesperada
  • Suspeitas de reações adversas podem ser notificadas no sistema VigiMed, da Anvisa. A Semusa reforça que o uso seguro e responsável de medicamentos é fundamental para proteger a saúde.

Texto: Taiana Mendonça
Fotos: Hellon Luiz

CASA

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