Como agir para mudar essa realidade?
Com a aproximação do período eleitoral, é importante que os brasileiros pensem sobre a falta de ação do Congresso Nacional. A inércia do Senado Federal é um assunto que precisa ser observado com atenção, especialmente pela influência que ele tem nas decisões políticas do país. As consequências podem ser devastadoras e acabam impactando diretamente a vida dos brasileiros.
O Brasil vive um dos momentos mais difíceis de sua história institucional. De um lado, o escândalo do Banco Master que revela problemas profundos no sistema financeiro. As manchetes dos obituários indicam que envolve até gabinetes de ministros do Supremo Tribunal Federal. Do outro, uma fraude bilionária no INSS que tira o sustento de aposentados para financiar esquemas de corrupção que chegam até o próprio governo. No meio de tudo isso, uma pergunta que não quer calar:
Onde está o Senado Federal?
O Senado é formado por 81 senadores, sendo três representantes de cada estado brasileiro. Eles desempenham um papel fundamental, como a aprovação de leis, a avaliação de nomes para ocupar cargos importantes e fiscalizar o Executivo.
No entanto, sob a liderança do senador Davi Alcolumbre, o Senado deixou de ser um órgão que revisa leis e passou a atuar mais como uma correia de transmissão de interesses obscuros, sobretudo, blindagens políticas. Hoje, ele não é apenas um lugar onde as leis são criadas, mas também um espaço para defender e acobertar falcatruas.
DNA da corrupção
Na minha reflexão, o Senado tem ido além das suas prerrogativas, na sua função de legislar. Se fizessem um teste de DNA, certamente o resultado apontaria uma paternidade antiga, que remonta desde a época da descoberta do Brasil até os dias atuais. Ou seja, a indignação pode ser recente, mas a corrupção é algo que passa de geração em geração, uma herança familiar. São os velhos amigos da democracia, que apenas mudaram de lugar, mas não de origem.
É inegável que, em diferentes áreas, tem crescido um movimento onde pessoas e grupos se apropriam da bandeira da democracia para justificar ações questionáveis. Essa “mão invisível” atua com estratégias que enganam a opinião pública, usando discursos de amor que, na verdade, têm o objetivo de beneficiar poucos, às custas da maioria.
As consequências são devastadoras. Os direitos civis estão sendo ameaçados, e a confiança nas instituições fica cada vez mais abalada. Isso pode fazer com que as pessoas fiquem desiludidas e sem esperança, criando um ciclo vicioso de apatia. Por isso, é muito importante que todos fiquem atentos e críticos às ações dos seus governantes, dando uma resposta nas próximas eleições.
A população deve fazer uma reflexão profunda e não deixar ser usada como massa de manobra por politiqueiros de plantão. É importante manter o diálogo sempre aberto e se informar sobre os pretendentes, assim podemos combater essa tendência de manipulação em nome de interesses escusos. A luta pela democracia deve ser contínua e participativa, só assim podemos garantir que ela realmente beneficie toda a sociedade.
Janela partidária
Neste domingo (15), o deputado estadual Marcelo Cruz anunciou que vai deixar o PRTB para disputar as próximas eleições pelo Avante. A troca deve acontecer assim que a janela partidária se abrir, agora em março.
Marcelo Cruz está saindo do PRTB e vai se juntar ao ex-deputado Jair Montes no Avante. Segundo ele, a intenção é montar a melhor nominata de candidatos a deputado estadual que Rondônia já viu até hoje.
Quando os peixes…
…pulam direto no barco, geralmente é uma reação de pânico, estresse ou uma tentativa de fugir de alguma ameaça. Esse fenômeno pode ser desencadeado por fatores ambientais, pela presença da própria embarcação ou pela presença de predadores vorazes. Embora possa parecer uma “pescaria fácil” ou um evento de muita fartura, na maioria das vezes possa ser uma reação instintiva a ameaças, especialmente quando se trata de certas espécies, como a “gana de se manter no poder”.
No universo da política, os candidatos chegam sem precisar de convite formal, e as alianças vão se formando até o Cone Sul de Rondônia. Se o ritmo continuar assim, a viagem deixa de ser um simples passeio e passa parecer uma travessia rumo à Assembleia Legislativa.
Esse tipo de movimento costuma revelar mais do que apenas o desejo por um cargo: mostra onde está a força e quem realmente manda no ritmo das eleições.

Por Edilson Neves | jornalista*
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