Nesta sexta-feira (20), o Ministério Público de Rondônia (MPRO) informou que, na quinta-feira (19), apresentou uma denúncia contra João Cândido da Costa Junior, de 24 anos, pelo assassinato da professora Juliana Mattos de Lima Santiago. O crime aconteceu no dia 6 deste mês, dentro da Fimca, em Porto Velho. Juliana também atuava como policial civil.
A denúncia foi feita pelo coordenador do Núcleo de Apoio ao Júri do MPRO (NAJ), promotor de Justiça Marcus Alexandre de Oliveira Rodrigues, e pelo promotor responsável pela Violência Doméstica, Júlio César Tarrafa. Segundo o inquérito policial, o acusado era aluno da professora. Na noite do incidente, ele teria ido à aula portando um punhal. Depois que a aula terminou, ele esperou até que os colegas saíssem e ficou sozinho com a professora.
De acordo com as investigações, o estudante começou o ataque de forma repentina. A professora foi atingida por quatro facadas, incluindo uma no coração. Ela faleceu enquanto recebia atendimento.
Motivações
A denúncia aponta que o crime foi motivado por um motivo torpe. O acusado não aceitou que a professora tivesse rejeitado suas investidas e, por isso, agiu movido por um sentimento de posse, desrespeitando a liberdade e a autonomia da vítima.
O Ministério Público também argumenta que houve o uso de um método cruel. Além disso, diz que o acusado usou uma estratégia que dificultou a defesa da vítima, esperando a sala ficasse vazia para começar o ataque e assim surpreendê-la.
O fato de o crime ter ocorrido nas dependências de instituição de ensino também foi considerado circunstância agravante.




