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Adolescente é tortura por mais de dois meses pelo pai e é encontrada morta dentro de casa

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Uma adolescente de 16 anos, chamada Marta Isabelle dos Santos Silva, faleceu após ficar mais de dois meses sendo vítima de maus-tratos e mantida presa dentro de casa, na zona leste de Porto Velho. O pai dela, Callebe José da Silva, admitiu que amarrava a filha todas as noites usando fio elétrico preso à cama. A jovem foi encontrada sem vida por volta das 19 horas desta terça-feira (24), na rua Afonso Brasil, no bairro Jardim Santana.

A polícia foi chamada após Ivanice Farias de Souza, que é madrasta da adolescente, informar que a jovem, que estava desaparecida há três meses, tinha voltado na manhã daquele dia com vários ferimentos. Infelizmente, ela veio a falecer por volta das 18h30.

Quando os policiais chegaram à chácara, encontraram a vítima deitada em uma cama, coberta por um lençol, já sem sinais vitais. Ela vestia um fraudão.

De acordo com o relato inicial de Ivanice, a adolescente teria retornado no dia anterior, a pé, descalça, vestindo um vestido vermelho, bastante debilitada e com vários ferimentos. Apesar do estado delicado, ela contou que não chamou ambulância nem polícia, preferindo cuidar dela em casa, usando remédios caseiros e fraldas descartáveis. Ela também disse que apenas pediu ajuda à sogra.

Durante as conversas com os policiais, apresentou versões contraditórias. Primeiro afirmou que ligou durante todo o dia para o Samu; depois disse que só tentou contato após a morte. Também alternou versões sobre a presença do marido na residência.

Versão da avó e roupas queimadas

A avó Benedita Maria da Silva declarou que recebeu ligação informando que a neta estava muito machucada e foi até a casa por volta das 10h30 do dia anterior. Confirmou que a adolescente estava extremamente ferida, fraca, com dificuldade para falar e sem se alimentar adequadamente. Mesmo assim, também não acionou serviço de saúde ou Polícia. Disse ainda que o filho teria passado o dia fora, informação que apresentou inconsistências diante de outros relatos.

Durante a averiguação do terreno, os policiais encontraram uma pequena fogueira ao lado da casa. No local havia diversas roupas e grande quantidade de fraldas descartáveis parcialmente queimadas. O fogo foi apagado. Pela quantidade de fraldas, ficou evidente incompatibilidade com a versão de que a adolescente teria permanecido apenas um dia na residência. Ivanice afirmou que as roupas queimadas pertenciam à vítima.

Vizinhos disseram que não viam Marta Isabelle há meses. Um morador relatou que desde o período natalino não a via e que, ao perguntar aos pais, ouvia que a jovem estava em retiro religioso ou na casa dos avós. Ninguém tinha conhecimento formal de desaparecimento.

Outra testemunha afirmou que a adolescente já sofria maus-tratos no ambiente doméstico e que existia ocorrência anterior relatando agressões.

Tortura

O médico do Samu confirmou a morte no local. Após os exames, a perícia encontrou diversos indícios de tortura. Marta Isabelle tinha ferimentos graves por todo o corpo, ossos expostos no braço esquerdo e na região da clavícula, ferimento com larvas na perna, lesões nas costas típicas de permanência prolongada deitada, um dente quebrado e estado evidente de desnutrição.

A perita que atendeu a ocorrência afirmou que era impossível a jovem ter chegado andando até a residência nas condições em que estava e que ela já se encontrava ali havia muito tempo. Também declarou que, diante da dor intensa provocada pelos ferimentos, seria impossível também que não tivesse gritado.

Confissão do pai

Após buscas, o pai da adolescente. foi localizado na casa da mãe. Ele confessou que a filha não estava desaparecida. Disse que ela havia fugido meses antes, mas que a encontrou e levou para casa. Admitiu que passou a amarrá-la todas as noites com fio elétrico preso à cama. Depois, colocou um pano por baixo do fio para evitar ferimentos maiores. Pela manhã, soltava a jovem e a deixava trancada em casa, repetindo a prática à noite.

Segundo ele, essa rotina durou mais de dois meses. Não soube explicar as diversas lesões nem os ossos expostos. Também confirmou que cortou o cabelo da filha alegando que ela tinha piolhos.

A polícia concluiu que há participação de Callebe, Ivanice e da avó Benedita, tanto por ação quanto por omissão. Os três foram presos e encaminhados ao Departamento de Flagrantes.

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