O ministro Alexandre de Moraes finalmente resolveu falar. Fez uma nota técnica, bastante truncada, defensiva e repleta de tecnicalidades.
Não faz uma negação veemente. Fica claro que caso ele tivesse certeza de que não trocou essa mensagens com o banqueiro, não levaria mais de 24 horas para se manifestar e certamente rechaçaria com firmeza e sangue nos olhos, como é do seu feitio.
O jornalista Marco Antonio Costa analisando a nota de Moraes observa que ele tenta mudar o foco da discussão e enumera 5 observações:
1) Ninguém discutia apenas “prints de visualização única”. O que veio a público é que o celular de DANIEL VORCARO continha contatos e menções a ALEXANDRE DE MORAES, em material analisado pela PF e enviado à CPMI do INSS.
2) A nota tenta reduzir o caso a um detalhe técnico sobre mensagens específicas. Mas isso não responde às conexões já reveladas entre VORCARO e MORAES nos dados apreendidos.
3) A nota pede um salto de fé: diz existir “outro destinatário”, mas não revela quem é nem apresenta prova pública, alegando sigilo.
4) Se a análise é tão conclusiva, por que o caso segue gerando pressão política, pedidos de convocação e questionamentos?
5) Em resumo: a nota não responde ao ponto principal. A pergunta continua: qual era exatamente a relação entre VORCARO e MORAES?

Fonte: jco*




