A Polícia Federal confirmou a morte de Luiz Mourão, o Sicario, identificado como executor do esquema de espionagem atribuído a Daniel Vorcaro. A morte encefálica foi constatada na noite desta quarta-feira (4) no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte. Mourão havia sido preso pela PF horas antes.
A tentativa de suicídio ocorreu na sede da Polícia Federal em Belo Horizonte. Mourão utilizou a própria camiseta para o ato enquanto estava na carceragem. Equipes da corporação prestaram os primeiros socorros. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência transportou o detido até o Hospital João XXIII.
ATUAÇÃO NO ESQUEMA INVESTIGADO
Fontes da Polícia Federal informaram que Mourão atuava como intermediário entre operações de fraude financeira e ações de milícia. Documentos apontam que ele recebia pagamentos para realizar invasões de sistemas. As tentativas incluíam hackear o FBI e a própria Polícia Federal.
As investigações indicam que Mourão recebia ordens diretas de Vorcaro para executar agressões físicas, inclusive contra jornalistas. Ele era responsável pela distribuição de R$ 1 milhão mensais provenientes do caixa da milícia.
INVESTIGAÇÃO SOBRE AS CIRCUNSTÂNCIAS DA MORTE
A Polícia Federal instaurou procedimento de investigação oficial para apurar as circunstâncias da morte. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, foi formalmente comunicado sobre o ocorrido. A corporação se comprometeu a fornecer todas as gravações das câmeras de segurança instaladas na cela.
A morte de Mourão elimina a possibilidade de eventual acordo de delação premiada que poderia esclarecer detalhes do esquema investigado pelas autoridades. As investigações passam a depender exclusivamente de evidências digitais. Os rastros deixados nos aparelhos celulares apreendidos constituem agora a principal fonte de provas para a Justiça.
Fonte: jco*




