O relatório da Polícia Federal aponta que não há somente mensagens entre o magistrado e Daniel Vorcaro, há também telefonemas entre os dois.
A PF registra também um convite de uma festa de aniversário do ministro do STF e até conversas de Vorcaro em referência ao resort Tayayá.
Há também mensagens entre Vorcaro e o seu cunhado Fabiano Vettel em que ambos discutem pagamentos para a empresa Maridt, que era controlada por parentes do ministro.
O material da PF tem aproximadamente 200 páginas. E boa parte do relatório foi embasado a partir da extração dos dados do celular de Daniel Vorcaro. Diante dos achados da PF, o diretor-geral do órgão, Andrei Rodrigues, resolveu pessoalmente levar o material para análise do presidente do Supremo Tribunal Federal na última segunda-feira.
O órgão apresentou uma arguição de suspeição contra o magistrado. Toffoli espera uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para se manter à frente do caso.
Na arguição de suspeição, o órgão cita artigos da Lei Orgânica da Magistratura e do regimento interno do STF.
Toffoli não quer largar o processo. Na nota encaminhada pelo seu gabinete, na noite desta quarta-feira, o magistrado argumentou que tudo não passa de uma “ilação”.
Além de encontrar conversas entre o ministro do STF o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, a PF começou a apurar repasses feitos pela empresa Maridt Participações – que chegou a ser sócia do resort Tayayá – ao magistrado.
A Maridt oficialmente pertence a dois irmãos de Toffoli, o padre José Carlos e o engenheiro José Eugênio. Em 2025, a empresa vendeu sua parte no resort – ela tinha um terço do negócio – para o fundo Arleen, que compunha a teia controlada pelo Master. Um dos sócios da Maridt no empreendimento era o pastor Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.
Fonte: jco*




