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CPMI retorna e mira Lulinha e a mesada que recebia do Careca do INSS

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) retomará suas atividades na próxima quarta-feira (5). Parlamentares da oposição articulam a extensão dos trabalhos por mais 60 dias além do prazo regimental de 120 dias, que termina no final de março.

O principal interesse é aprofundar as investigações sobre o possível envolvimento de Fábio Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho de Lula, no esquema investigado.

O interesse em investigar o filho de Lula aumentou depois que a Polícia Federal (PF) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que apura uma possível atuação de Lulinha como “sócio oculto” do Careca do INSS, apontado como figura central no esquema de fraudes previdenciárias.

Em dezembro passado, a comissão rejeitou um requerimento para convocar Lulinha, apresentado pelo deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS). Outros três pedidos submetidos às vésperas do recesso parlamentar ainda aguardam apreciação, incluindo um do relator da CPMI, Alfredo Gaspar (União Brasil-AL).

Na avaliação da oposição, estender a vigência da comissão poderia desgastar politicamente o presidente Lula próximo às eleições presidenciais de outubro. “O que preocupa o governo é o INSS, que pode implodir a reeleição do Lula”, afirmou uma fonte familiarizada com as discussões internas.

Entretanto, o próprio calendário eleitoral representa um obstáculo à prorrogação. O ritmo intenso dos trabalhos da CPMI exige que deputados e senadores permaneçam em Brasília justamente quando costumam retornar às suas bases eleitorais para articular campanhas de reeleição.

O ceticismo quanto à possibilidade de Alcolumbre estender o prazo da CPMI também se relaciona ao seu alinhamento com o governo federal. O senador é atualmente o principal aliado de Lula no União Brasil e exerce influência em indicações para a Esplanada dos Ministérios e diversas agências reguladoras.

A resistência de Alcolumbre à prorrogação da CPMI também está relacionada à proteção de pessoas próximas que entraram na mira das investigações, incluindo seu ex-chefe de gabinete Paulo Boudens. Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou que Boudens recebeu R$ 3 milhões de uma empresa supostamente vinculada ao Careca do INSS.

Alcolumbre articulou junto à base governista para impedir a quebra de sigilo bancário e fiscal de seu ex-assessor. Em contrapartida ao apoio recebido para proteger Boudens, o parlamentar do União Brasil mobilizou votos para derrubar requerimentos que pediam a convocação de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Lula e vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos.

A manobra política, que incluiu a convocação de suplentes e mudanças de posicionamento de senadores próximos a Alcolumbre, provocou críticas da oposição. Parlamentares contrários ao governo acusaram tanto o Palácio do Planalto quanto o presidente do Senado de agirem para “blindar” seus aliados das investigações em curso.

O senador Weverton Rocha (PDT-MA), outro político próximo a Alcolumbre, também está no centro das investigações da PF. Em dezembro, Rocha foi alvo de operação de busca e apreensão e é descrito pelos investigadores como “sustentáculo político” do esquema de descontos ilegais nas aposentadorias de beneficiários do INSS.

A PF chegou a solicitar a prisão do parlamentar maranhense, mas a Procuradoria-Geral da República manifestou-se contrariamente ao pedido. O ministro André Mendonça, relator do caso no STF, acatou o posicionamento do Ministério Público Federal e negou a prisão.

A suspeita sobre Lulinha surgiu a partir de diálogos obtidos entre Antônio Carlos Camilo Antunes e a empresária Roberta Luchsinger, que é amiga próxima dele e de sua esposa, Renata Abreu Moreira, a quem Roberta se refere como “irmã de alma”.

As mensagens analisadas pela PF foram destacadas na decisão do ministro André Mendonça que autorizou a operação contra Weverton Rocha em dezembro. Em uma das conversas, Roberta demonstra preocupação com a apreensão de um envelope contendo o nome de um “amigo” comum durante a operação da PF que desmantelou o esquema de descontos fraudulentos em aposentadorias em abril de 2025.

Segundo a Polícia Federal, aproximadamente uma semana após essa conversa, em 5 de maio, a empresária enviou um áudio para o Careca do INSS aparentemente tentando acalmá-lo. Na mensagem, ela afirma:

“Na época do Fábio falaram de Friboi, de um monte de coisa o (sic) maior… igual agora com você”, conforme trecho reproduzido pela PF em seu relatório.

Em documentos enviados ao STF, a PF destaca a existência de um possível “vínculo indireto” entre o Careca do INSS e Lulinha.

“A fim de dar transparência à investigação para todos os atores da persecução penal, a partir da relação estabelecida entre Antônio Camilo e Roberta Luchsinger, vislumbra-se a possibilidade de vínculo indireto entre Antônio Camilo e terceiro que, em tese, poderia atuar como sócio oculto, por intermédio da mencionada Roberta, que funcionaria como elo entre ambos. Tal pessoa pode ser Fábio Lula da Silva”, afirma a PF no documento.

Investigadores da Polícia Federal também identificaram outro diálogo suspeito em dezembro passado. Na conversa, ocorrida antes da deflagração da operação de abril de 2025, o Careca do INSS orienta Milton Salvador de Almeida Jr., sócio também investigado no inquérito, a realizar um pagamento de R$ 300 mil. Quando questionado sobre quem seria o destinatário do valor, Antônio Camilo responde: “o filho do rapaz”.

Na sequência dessa conversa, Milton enviou a Antônio Camilo o comprovante de transferência para a RL Consultoria e Intermediações, empresa pertencente a Roberta Luchsinger. Este diálogo ocorreu antes da megaoperação da PF que desmantelou o esquema de descontos fraudulentos em aposentadorias do INSS em abril do ano passado.

Fonte: jco*

*https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/78791/cpmi-retorna-e-mira-lulinha-e-a-mesada-que-recebia-do-careca-do-inss

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