Com os preços doendo no bolso dos brasileiros e a consequente popularidade do presidente Lula despencando, o governo federal anunciou um pacote de medidas que visa conter a alta no preço dos alimentos. Entre as iniciativas estão zerar os impostos federais que incidem sobre a cesta básica e reforçar o estoque regulador da Conab.
Porém, para a Sociedade Rural Brasileira (SRB), essas são soluções paliativas que não corrigem os gargalos de produção e terão efeito negativo no médio e longo prazo.
Já para a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), a culpa pela disparada de preços é do desequilíbrio fiscal provocado pelo próprio governo, como explica Pedro Lupion, presidente da FPA.
“Medidas como a redução temporária de PIS/Cofins sobre insumos essenciais como trigo e óleos essenciais, para baratear produtos como massas e pães, além da revisão da tributação sobre insumos agrícolas são muito mais eficazes e fortalecem a produção nacional, e não os nossos competidores. Infelizmente, a conta maior fica com o produtor. A inflação está relacionada à expansão dos gastos públicos, instabilidade fiscal e desvalorização do Real. As despesas do governo federal em 2024 chegaram a R$ 62,5 bilhões e eles não apresentaram nenhuma medida de ajuste fiscal ”, lamentou Lupion.
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