A montadora japonesa Nissan anunciou que encerrará as atividades de sua tradicional fábrica em Yokosuka, nos arredores de Tóquio, até março de 2028. Com mais de 60 anos de operação, a unidade será desativada como parte de um plano global de reestruturação destinado a conter os prejuízos acumulados pela empresa. A medida deve resultar na demissão de aproximadamente 2,4 mil funcionários.
A produção da fábrica será transferida para Fukuoka, no sul do Japão, mas o impacto das mudanças será sentido em toda a estrutura da montadora. A Nissan pretende cortar até 20 mil postos de trabalho em escala global nos próximos três anos e reduzir sua capacidade anual de produção de 3,5 milhões para 2,5 milhões de veículos. O número de fábricas será reduzido de 17 para 10.
Ivan Espinosa, que assumiu como diretor-presidente da Nissan em abril, classificou a decisão como “dura, mas necessária”. Segundo ele, a empresa precisa se adequar à nova realidade do mercado automotivo e reequilibrar suas finanças para sobreviver ao atual momento de crise.
No primeiro trimestre de 2025, a Nissan registrou prejuízo de US$ 4,5 bilhões — cerca de R$ 20 bilhões. As ações da montadora fecharam o pregão de quarta-feira (16) com queda de 1,32% na Bolsa de Tóquio, refletindo a preocupação dos investidores com a situação da companhia.
Apesar do fim das tratativas de fusão, as duas montadoras mantêm uma parceria tecnológica iniciada em agosto de 2024. Já um possível investimento da Tesla, liderada por Elon Musk, também não avançou, frustrando expectativas de uma recuperação acelerada.
Fonte: jco*




