A revista britânica The Economist publicou uma reportagem dura sobre o Brasil, classificando o país como um exemplo negativo no cenário internacional e alertando outras nações a evitarem o que chamou de “brasileirização”. O termo foi usado para descrever um processo de enfraquecimento institucional, perda de credibilidade e instabilidade política que, segundo a publicação, estaria se intensificando no país.
No texto, a revista aponta que o Brasil tem adotado posições controversas na política externa e que sua atuação recente estaria contribuindo para o desgaste da ordem multilateral construída após a Segunda Guerra Mundial. A publicação afirma que a aplicação seletiva de normas internacionais e o uso recorrente da força por grandes potências geram um ambiente de anomia, no qual regras deixam de ter valor efetivo, enfraquecendo tanto os Estados individualmente quanto o sistema internacional como um todo.
A reportagem também aborda o cenário interno e menciona a queda na popularidade do petista Lula, citando pesquisas que indicam aumento na desaprovação ao governo. Para a revista, a fragilidade política se reflete inclusive na relação com o Congresso Nacional, lembrando episódios recentes em que medidas do Executivo foram barradas pelo Legislativo.
Além disso, a publicação analisa o cenário eleitoral e afirma que a direita brasileira ainda não teria definido um nome único para a disputa presidencial, mas sugere que uma eventual unificação poderia alterar significativamente o equilíbrio político nas próximas eleições.
O ex-presidente Jair Bolsonaro é citado como figura ainda influente dentro do campo conservador e capaz de indicar um sucessor competitivo.
Ao concluir, a The Economist sustenta que o Brasil estaria sendo visto como um país de relevância reduzida nos grandes debates globais e recomenda que o foco seja direcionado para problemas internos mais imediatos, em vez de buscar protagonismo internacional.
Fonte: jco*




