O que aconteceu dentro do Supremo Tribunal Federal é algo inédito e, certamente, terá consequências graves.
Ministros acreditam que foram gravados clandestinamente por Dias Toffoli na sessão secreta que decidiu pela saída dele da relatoria do processo do Banco Master.
Na sessão, o ministro Flávio Dino começou dizendo que concordava “com tudo o que foi dito” pelos demais ministros sobre Toffoli. Mas foi logo afirmando:
“Essas 200 páginas para mim são um lixo jurídico. Não adianta discutir esse lixo jurídico. A crise hoje é política, presidente [Fachin]. Em 2035, se Deus me der saúde, eu quero estar nesta cadeira. E esta cadeira tem bônus e ônus. Eu acho que não adianta pensar nesta cadeira só nos bônus. Eu acho, sr. presidente, que o sr. deveria ter resolvido isso dentro da institucionalidade da presidência”.
Essa última frase de Dino sugere que ele gostaria que Fachin tivesse rechaçado o relatório de Andrei Rodrigues quando o recebeu.
“Eu já disse para o meu amigo e irmão Dias Toffoli: veja que já tem maioria. Mas não vai ser unânime. Mas o ministro Dias Toffoli tem voto para continuar. Eu acho, sr. presidente, que o ideal seria resolver isso administrativamente, numa nota, em que os 10 ministros assinassem, dizendo que apoiam o ministro Dias Toffoli, que não há suspeição nem impedimento”, sugeriu Dino.
Fonte: jco*




