Integrantes do alto escalão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificaram como “golpe” a condução da votação na CPMI do INSS que resultou na aprovação da quebra de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A avaliação circula entre ministros do Palácio do Planalto, que demonstraram forte insatisfação com o desfecho da sessão.
A medida foi aprovada na quinta-feira (26/2), em meio a um ambiente de tensão e troca de acusações entre parlamentares da base governista e da oposição. A comissão autorizou o acesso às informações bancárias do empresário, ampliando o alcance das investigações relacionadas ao chamado escândalo do INSS.
Auxiliares do governo afirmam que o presidente da comissão, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), teria conduzido a votação de forma irregular ao não realizar a contagem nominal dos votos. Na visão desses ministros, a estratégia teria permitido a aprovação da medida mesmo com a base governista, segundo eles, detendo maioria no colegiado.
Diante do cenário, o governo prepara reação institucional. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), integrante da comissão, declarou que recorrerá ao presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), além de acionar o Conselho de Ética.
Nos bastidores, aliados do presidente Lula avaliam que Alcolumbre poderá atuar para evitar que as deliberações da CPMI avancem. A expectativa no entorno do Planalto é de que o chefe do Congresso “não irá levar adiante” as medidas aprovadas, apostando em uma saída regimental ou política para reverter a decisão.
Porém, o Planalto parece ter esquecido que o ministro do STF André Mendonça também determinou a quebra de sigilo de Lulinha. Não há mais saída. A verdade virá à tona…
Fonte: jco*




