A sequência dos fatos não deixa dúvidas: bastou Cláudio Castro ganhar popularidade com a bem-sucedida Operação Contenção, que desmantelou o crime organizado no Rio de Janeiro, para o sistema reagir. O Tribunal Superior Eleitoral, que dormia em berço esplêndido, agora desperta apressado para julgar e tentar cassar o governador fluminense.
O VOTO QUE CAIU COMO LUVA
A ministra Isabel Gallotti, relatora do processo, votou pela cassação do mandato de Cláudio Castro e pela sua inelegibilidade por oito anos, sob acusação de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Curiosamente, o caso — antigo e até então engavetado — ganha ritmo logo após a operação policial que devolveu a sensação de segurança à população.
QUANDO A POPULARIDADE INCOMODA
O avanço de Castro nas pesquisas e a boa repercussão da operação no Alemão e na Penha parecem ter acendido o alerta vermelho entre os que temem qualquer nome forte fora do eixo “aprovado pelo sistema”. De repente, a pressa é tanta que o TSE colocou o processo em pauta em tempo recorde. Coincidência? Pouco provável.
O MARTELO DO SISTEMA
No Brasil, todo prego que se destaca, toma martelada. E Cláudio Castro, ao enfrentar o crime e ganhar apoio popular, acabou se tornando o alvo perfeito. O julgamento ainda não terminou, mas a mensagem é clara: quem ousa desafiar a lógica da conveniência política, sente logo o peso do martelo.
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Por Emílio Kerber Filho*
Jornalista e escritor
Autor do livro “Por trás das grades – O diário de Anne Brasil”.
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