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Projeto de Ismael Crispin transforma memória de vítimas em alerta permanente contra a violência à mulher

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O parlamentar destaca que cada vítima representa uma ausência que ecoa na família, na comunidade e em toda a sociedade.

Em um país onde milhares de histórias são interrompidas pela violência, transformar dor em consciência coletiva é um ato de responsabilidade pública. É com esse propósito que o deputado estadual Ismael Crispin (PP) apresentou o Projeto de Lei 1275/2026, uma proposta que busca manter viva a memória das mulheres vítimas de violência e provocar a sociedade a não se calar diante dessa realidade.

O projeto institui a reserva de assentos simbólicos em eventos oficiais do Governo de Rondônia e da Assembleia Legislativa, representando mulheres que tiveram suas vidas interrompidas pela violência doméstica e pelo feminicídio. Mais do que um gesto simbólico, a iniciativa torna visível a ausência de quem não pode mais estar presente, transformando espaços institucionais em locais de reflexão e conscientização.

A proposta ganha ainda mais força diante de um cenário alarmante dentro do próprio estado. Levantamento recente aponta que Rondônia possui o segundo maior índice de feminicídios do Brasil, com uma taxa de 2,9 mortes para cada 100 mil mulheres, um dos dados mais preocupantes do país.

O número revela uma realidade dura: a violência contra a mulher não é distante, ela está presente no dia a dia das famílias rondonienses. E, assim como no restante do Brasil, grande parte desses crimes ocorre dentro de relações próximas, muitas vezes no ambiente doméstico, onde a mulher deveria estar protegida.

No mês da Mulher, a proposta apresentada pelo deputado ganha ainda mais significado ao reforçar que a violência contra a mulher não pode ser tratada como um problema privado, mas como uma responsabilidade coletiva de toda a sociedade.

Para Ismael Crispin, enfrentar essa realidade exige compromisso permanente. “Toda política pública que possa contribuir para a diminuição da violência contra a mulher é necessária. Não podemos naturalizar esses números nem aceitar que tantas vidas sejam interrompidas. Precisamos agir, conscientizar e proteger”, afirmou.

Ao reservar um assento simbólico, o Estado reconhece essa ausência e transforma a memória em um instrumento de educação e mobilização social.

O Projeto de Lei 1.275/2026 foi aprovado na Assembleia Legislativa de Rondônia e agora segue para sanção do governador Coronel Marcos Rocha. Mais do que uma medida simbólica, a iniciativa se consolida como um alerta permanente: lembrar é também uma forma de lutar para que nenhuma outra história seja interrompida.

Texto: Laila Moraes | Jornalista
Foto: Thyago Lorentz | Secom ALE/RO

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