Por decisão tomada por 9 votos favoráveis, 7 contrários e 5 ausências, a Câmara Municipal de Porto Velho alterou a sequência das atividades nas sessões ordinárias. A partir de então, os pronunciamentos dos vereadores passaram a ocorrer somente após a votação da Ordem do Dia, que inclui os projetos de autoria da Casa Legislativa e do Poder Executivo. A proposta apresentada pela presidência da Câmara recebeu críticas de alguns membros, como Breno Mendes e Devanildo Santana.
Santana compreende que o direito à liberdade de expressão foi restringido pelo projeto em questão. Ele afirmou: “Vamos falar para as paredes”. Para Santana, é importante promover o debate sobre os projetos, incluindo a apreciação por parte dos colegas, do Poder Executivo, da defesa e até mesmo eventuais oposição às matérias apresentadas. Breno Mendes defendeu o direito dos colegas de expressarem suas opiniões na tribuna, salientando que eventuais excessos devem ser corrigidos pela Mesa Diretora. No entanto, Breno demonstrou uma postura desrespeitosa ao se dirigir ao colega Marcos Combate, ao afirmar na tribuna que, na maioria das vezes, o parlamentar “só fala besteiras”.
Clima de animosidade
A resolução aprovada nesta segunda-feira reflete o ambiente de hostilidade existente entre os vereadores. Há diversas sessões nas quais alguns membros demonstram falta de respeito mútuo, violando os princípios éticos da Casa Legislativa e trocando acusações. No entanto, a maior parte das divergências ocorrem em decorrência das denúncias formuladas pelo vereador Marcos Combate contra a administração do prefeito Léo Moraes.




