Siça Andrade reforça convite para desfile seguro, enquanto vendas de abadás seguem a todo vapor na sede e supermercados Nova Era
A contagem regressiva começou: faltam 15 dias para a Banda do Vai Quem Quer (BVQQ) arrastar multidões pelas ruas da capital. Considerado um ponto de encontro entre gerações e um pilar da cultura local, o bloco entra na fase final de preparativos. A meta da organização é clara: entregar um desfile seguro e memorável, reafirmando a tradição da BVQQ como a maior celebração de alegria da Região Norte.
“Este é um dia de celebração e confraternização. Para a Banda, nossa maior prioridade é que o folião se divirta e retorne para casa em total segurança. O convite é este: vamos levar alegria e paz para a avenida, garantindo que o Carnaval seja, acima de tudo, um espetáculo de harmonia”, afirmou Siça Andrade, presidente da agremiação.
Siça lembrou ainda que as vendas de abadás seguem a todo vapor na sede-museu (Rua Joaquim Nabuco, 2368 – Centro), das 8h às 18h, e em todas as unidades da rede Nova Era Supermercados. O investimento é de R$ 100 (dinheiro, Pix ou cartão de crédito). “Óbvio que a banda é para todos, mas para quem não abre mão do conforto e da segurança durante todo o trajeto do desfile no dia 14, sábado de Carnaval, o abadá garante a participação dentro do cordão de isolamento, ao som das nossas famosas marchinhas”, observou a presidente.
Uma história que atravessa gerações
Para a foliã Paula Soles, a BVQQ é um arquivo vivo de memórias e a receita oficial de sua felicidade. Prestes a completar 69 anos em abril, ela se prepara para o seu quinto ano consecutivo desfilando com fantasias elaboradas, feitas manualmente, mantendo viva uma chama que começou décadas atrás.
A ligação de Paula com o bloco vai além da música. Ela recorda com saudade o início da Banda, quando seu falecido esposo e o fundador, Manoel da Costa Mendonça, o eterno “Manelão”, dividiam o trabalho e a amizade. “Meu esposo era muito amigo do Manelão. Naquela época, ele ajudava a montar toda a estrutura dos barris de caipirinha no caminhão para servir os brincantes”, relembra Paula. Mesmo após a partida do marido, ela não deixou a peteca cair. Hoje, ela transforma a saudade em confete e alegria, provando que o Carnaval é, acima de tudo, um reencontro com a própria história.
A magia das fantasias
Embora participe da folia há muitos anos, foi nos últimos quatro que Paula decidiu inovar. Já deu vida à Emília, Frozen, Minnie e Branca de Neve. Para o desfile deste ano, o figurino é guardado a sete chaves. “Gostaria que fosse surpresa!”, brincou a foliã. “A Banda para mim é tudo. Sou uma mulher feliz, e quando estou ali, fico mais feliz ainda. Lá [no desfile], a gente esquece de todos os problemas”, acrescentou.
Sobre a Banda
Celebrando 46 anos de história em 2026, a Banda do Vai Quem Quer (BVQQ) é um pilar da cultura popular da capital rondoniense. Ao longo das décadas, a agremiação tem mantido viva a tradição do Carnaval de rua e contribuído para a valorização das marchinhas, encantando gerações de foliões. É considerada Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Estado de Rondônia (Lei nº 105/2019) e do Município de Porto Velho (Lei nº 3.840/2019).
da Assessoria




