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Janja se vangloria por ter “conquistado esse lugar”… Sem voto, sem cargo e sem limites

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A recente entrevista de Janja à BBC escancarou o que muitos já apontavam: a esposa de Lula ocupa hoje um espaço de poder informal, mas profundamente influente, operando longe dos limites constitucionais e das obrigações que o cargo (que ela não tem) exige.

Chegando ao Japão uma semana antes de Lula, sem qualquer divulgação oficial, Janja tentou justificar a manobra dizendo que sua ida foi uma “forma de economizar”. Uma explicação que insulta a inteligência do cidadão comum.  Mais uma vez, o regime mostra desprezo pela transparência e pelo dever público de informar.

Questionada sobre o julgamento no STF que pode tornar Bolsonaro réu, Janja de repente quis bancar a neutra: “Prefiro não comentar”, disse, como se já não tivesse deixado claro — e em alto e bom som — o que pensa. Basta lembrar quando, em um encontro com militantes do PT antes da posse de Flávio Dino no STF, disse: “Se tudo der certo, o inominável e o inelegível será preso”.

Janja é a contradição de si mesma. Cobra discrição quando lhe convém, mas interfere diretamente nas decisões mais sensíveis do país. Foi ela, segundo o próprio Lula, quem o convenceu a não decretar GLO em 8 de janeiro — uma decisão que poderia ter mudado o rumo dos acontecimentos naquele momento crítico.

Pior: enquanto diz que “nunca houve falta de transparência”, o governo impõe sigilo de 100 anos à sua agenda. Diz que compartilha sua rotina no Instagram, mas fecha o perfil alegando “ataques misóginos” — algo que, se real, é condenável, mas não justifica esconder informações de interesse público. Afinal, ela participa de reuniões do G20, trata com ministros do Supremo e viaja em missões oficiais.

Janja se vangloria por ter “conquistado esse lugar”, como se houvesse algum processo democrático que a legitimasse para tanto. A verdade nua e crua é que estamos diante de uma figura que se colocou no centro do poder, sem voto, sem cargo e sem limites. E o mais grave: ninguém parece disposto a impor esses limites.

Por Karina Michelin | Jornalista*

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