A escalada da violência no Brasil tem pai e tem mãe: O PT e o Judiciário

Quem não ouviu falar no crime bárbaro que chocou até a comunidade internacional realizado no dia 24 do mês passado, em que Gilberto Rodrigues dos Anjos estuprou e matou uma mãe e suas três filhas, sendo duas delas ainda crianças, de 10 e 12 anos de idade e a mais velha com 19 anos?

A culpa não é dele.

Gilberto teve culpa no seu primeiro crime, quando matou para roubar um jornalista em 2013. Em setembro desse ano Gilberto estuprou e matou outra mulher, no município de Lucas do Rio Verde – esse crime já não foi mais culpa dele.

Gilberto é um psicopata – não é dotado de consciência e, infelizmente, é um serial killer. A culpa é da Justiça brasileira que o soltou no primeiro delito.

Como ele existem milhares no país.

Os que estavam presos estão recebendo alvará de soltura chancelado pelo Judiciário.

É a nossa política pública criminal macabra – resultado do consórcio STF/PT para governar o Brasil – estão promovendo o caos, deliberadamente.

A orientação é de que os autores de crimes (sem violência ou grave ameaça à pessoa, como o furto, por exemplo), apenados até quatro anos, não seja preso nem quando detido em flagrante delito – deve responder o processo em liberdade – é surreal, mas é a mais pura realidade!

A justificativa é o déficit de vagas no sistema penitenciário. No lugar de se construir presídios, preferem soltar os delinquentes que eles julgam serem de menor periculosidade. Que perversidade!

Como se não bastasse, Rosa Weber se aposentou, mas deixou o seu legado: através do Conselho Nacional de Justiça, estão realizando mutirões para soltarem condenados que já têm direito às benesses da lei, como progressão de regime ou livramento condicional.

Além disso, determinou que sejam soltos todos os assassinos custodiados nos manicômios judiciários brasileiros, que serão extintos, até março de 2024. Pasme! Isso sim é uma loucura!

Eles estão no meio de nós!

Estão nos obrigando a conviver com os delinquentes e psicopatas criminosos.

A sensação de que a criminalidade está crescendo assustadoramente não é uma mera impressão – é fato.

A população de rua, em consequência, mudou seu perfil. São egressos do sistema carcerário ou criminosos contumazes e, para piorar, no dia 25 de julho o Ministro Alexandre de Moraes determinou que pessoas em situação de rua não podem ser removidas – nem os seus pertences. Se tornaram intocáveis!

Você que tem um bando de criminosos vivendo na portaria do seu prédio ou embaixo da marquise ao lado, nada pode fazer. Sua filha ou sua esposa não podem sair à noite, porque podem ser violadas – simples assim.

Aliás, foi o que aconteceu em plena Nossa Senhora de Copacabana na semana passada, a avenida mais movimentada do bairro: uma senhora foi estuprada na calçada. Aberrações como essa, que nunca ocorreram, passaram a serem observadas com certa frequência.

Quem se atreve a interceder para defender a vítima, acaba sofrendo bruta violência. Foi o que ocorreu há alguns dias com um senhor que perdeu a consciência em razão de um soco, além de ter todos os seus pertences roubados, porque foi defender uma vítima de assalto.

A polícia não pode tocar nesses delinquentes em situação de rua, como também não podem subir o morro ou fazer operação policial em áreas dominadas pelas organizações criminosas, pois o STF proibiu – ou seja – engessaram a atividade policial e colocaram a PM pra trabalhar de salto alto.

A polícia enxuga gelo. Também há alguns dias em Copacabana, um delinquente detido pela PM havia sido preso três vezes nos últimos dez dias. A polícia prende, mas a Justiça solta.

O caldo da criminalidade só engrossa. Os bandos se tornaram enormes e perigosos. Acabou de vez qualquer resquício de sensação de segurança.

Lula diminuiu quase que pela metade o orçamento destinado aos órgãos provedores da segurança pública no país – sucateando a polícia.

As apreensões de drogas e armas nas estradas e nas fronteiras despencaram nesse ano – caíram muito abaixo da metade. Estamos sem fiscalização – as fronteiras estão abertas e as estradas liberadas. Isso significa dizer que as facções criminosas vão se empoderar ainda mais e a violência ficará mais caótica.

Hoje, esses crimes bestiais, que dão a impressão de que já estamos vivendo dias apocalípticos, são cometidos por reincidentes – que deveriam estar presos. Fora da cadeia, seus delitos se tornam cada vez mais cruéis, além de aperfeiçoaram seus modus operandi.

Você lembra do maníaco do parque? Foi solto!

Mas já foi preso novamente poucos meses depois -reincidiu.

Qualquer semelhança com a Venezuela não é mera coincidência. Em 2012 a Ministra da Justiça de Hugo Chávez soltou quase a metade da população carcerária e, hoje, a polícia acabou. Quem faz a segurança das ruas são os “colectivos”, que nada mais são que as facções criminosas de lá.

A Venezuela se transformou numa narco-nação.

O Brasil está seguindo essa cartilha.

Com 40,9 mortes violentas por 100 mil habitantes, a Venezuela é o país mais violento da América Latina. No ritmo que a taxa de homicídio vem crescendo no Brasil, em um par de anos traremos esse título para o nosso país.

Em todo esse cenário caótico, o que mais impressiona é a passividade do povo.

Naturalmente estão com medo de serem presos. No país do Partido das Trevas quem vai preso é o pai de família. Aquele cidadão cumpridor dos seus deveres e mantenedor de seus familiares é quem comete “atos antidemocráticos”, um crime de magnitude enorme, que ameaça a democracia e a segurança nacional. Se levantarem suspeitas sobre as eleições ou o processo eleitoral passado, são presos aos milhares.

O mesmo cidadão que não pode deixar a filha sair de casa à noite porque ela pode ser estuprada na porta de casa pelos intocáveis que vivem debaixo da marquise, é quem morre de medo de abrir a boca e alguém descobrir que ele não aceita o que está acontecendo com o Brasil – ele pode ser preso por isso.

Só que não!

O STF pode prender milhares, mas não pode prender milhões! O povo não sabe a força que tem, mas já desconfia. De outro lado, a população já não aguenta mais essa mordaça e já se desenham reações populares, apesar de terem prendido quase todas as lideranças que se opõem ao sistema ditador que tomou conta do país.

O que eles esperam? Que o povo fique calado vendo o Brasil descer pelo ralo? Vendo a corrupção retornar com força total e tomar conta do erário público afogando a nação em dívidas? Vendo o país ser vendido para potências estrangeiras? Vendo a escalada das facções criminosas e suas entranhas no poder? Vendo inocentes presos morrendo ou sendo torturados nos cárceres sem terem cometido crime algum? Vendo a Justiça rasgar o devido processo legal, criar crimes que não existem e afrontar os princípios constitucionais diariamente?

Enfim, o povo resolveu reagir e antes tarde do que nunca.

O Estado existe para servir ao povo, mas aqui no Brasil querem fazer com que o povo sirva ao estado.

Jamais! Nossa bandeira nunca será vermelha!

Todos para as ruas no dia 10 de dezembro.

*Carlos é Advogado criminalista e professor de Direito Penal. Crítico político e de segurança pública. Presidente da Associação dos Motociclistas do Estado do Rio de Janeiro – AMO-RJ.

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