A vaidade de Alexandre de Moraes ofusca a presidência do STF

Foto: STF

Vaidade, substantivo feminino, que segundo o dicionário de português da Google (proporcionado pela Oxford Languages), significa valorização que se atribui à própria aparência, ou quaisquer outras qualidades físicas ou intelectuais, fundamentada no desejo de que tais qualidades sejam reconhecidas ou admiradas pelos outros.

A palavra “vaidade” origina-se do latim vanitas, que significa qualidade do que é vão, fútil e ilusório.

Assim se mostra o Alexandre de Moraes, com uma necessidade enorme de se ver reconhecido por qualidades que pensa possuir, mas esbarra na origem da palavra “vaidade”, se mostrando fútil e ilusório.

Em realidade, se iguala a Narciso, que nas palavras de Caetano, acha feio tudo que não é espelho.

Tudo começou com Dias Toffoli,  então presidente do STF e não ofuscado ainda por Alexandre de Moraes.

Em 14 de março de 2019, o STF instaurou um inquérito (n° 4.781), popularmente conhecido como inquérito das Fake News, com objetivo de  “investigar a existência de notícias falsas, denunciações caluniosas, ameaças e roubos de publicação sem os devidos direitos autorais, infrações que podem configurar calúnia, difamação e injúria contra os membros da Suprema Corte e seus familiares”.

O “comandante” Dias Toffoli passou a bola para o recruta do STF, ministro Alexandre de Moraes.

Segura aspira, essa “pica” é sua, diria o Capitão Fábio do filme Tropa de Elite.

Sem entrar no mérito da amplitude e legalidade do inquérito, quem resumiu e o batizou de forma bem significativa foi o decano do STF à época, Marco Aurélio de Mello: Inquérito do Fim do Mundo. Nunca acabava e tudo era alcançado por ele. E esse batismo foi em 2020, já estamos em 2024 e o inquérito continua aberto.

A partir daí entra em cena a “vanitas” do Alexandre de Moraes.

Dias Toffoli desapareceu, Luiz Fux também.

Entra em cena a Rosa Weber, num mandato tão rápido quanto apagado. Só lembrado porque o “cravo” brigou com a Rosa e que para não sair despedaçada colocou em pauta assuntos polêmicos, como o aborto, marco temporal e drogas. Não adiantou, Alexandre quando não tinha os holofotes no STF, descia para o play e brincava com seus colegas do TSE, com direito a muitos holofotes e “amiguinhos” dispostos a cumprir qualquer “missão dada”.

Não podemos olvidar que seja inquérito do fim do mundo, das fake news ou até mesmo processos eleitorais, o “inimigo” era um só: Jair Messias Bolsonaro. E claro os ousados apoiadores do capitão.

Eis que no meio do caminho surgiu um “8 de janeiro” em 2023, atos de vandalismos na sede dos três poderes em Brasília. União perfeita da vaidade de Alexandre com a vaidade de Lula e de Flávio Dino. Além da cumplicidade silenciosa de Rodrigo Pacheco e Arthur Lira.

Mas não acaba aí, surge outro “8 de janeiro” desta vez em 2024 e sem vandalismo, ao menos contra os prédios.

Este ato solene teve direito a claquete petista (tão animada que abalaria qualquer democracia) estimulando a vaidade de Alexandre de Moraes, chamando-o aos gritos de “Xandão”, apelido carinhoso atribuído por um quadrante politico que outrora acusara Alexandre de Moraes de ligação com o PCC.

Dizem que águas passadas não movem moinhos. Tal afirmação só não vale para o quadrante da direita, por certo.

Enfim, a presidência de Luis Roberto Barroso, de tão ofuscada por “Xandão” (desculpe a intimidade), só lhe restou se pronunciar em Davos, no Fórum Econômico Mundial, sobre a Amazônia, ou ainda sobre o porque Chico Buarque nunca ganhou um Prêmio Nobel de Literatura. Disse isso na conferência de abertura da Corte Interamericana de Direitos Humanos, em São José da Costa Rica. Segundo Barroso o motivo é a língua portuguesa que seria uma barreira a conquista do prêmio Nobel.

Enfim, nada nem ninguém impedirá ou será barreira para que o presidente do STF de continue com as suas imprescindíveis DICAS DA SEMANA: um livro, um pensamento e uma música.

Não existem notas de repúdio de senadores ou deputados, nem coletivas de imprensa capazes de diminuir o “animus vanitas” (nem sei se existe) do Alexandre de Moraes.

Que nossa democracia jamais seja abalada por tanta vaidade, afinal tudo na vida é efêmero.

“Vanitas vanitatum et omnia vanitas”

*As opiniões expressas neste artigo é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Correio de Notícia não tem responsabilidade legal pela “OPINIÃO” que é exclusiva do autor.

Foto de Henrique Alves da Rocha
Henrique Alves da Rocha

*Henrique Alves é Coronel da Polícia Militar do Estado de Sergipe.

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