Marcos Rogério foge da sessão mais importante do ano para não votar a reforma tributária

Black and white conceptual image.Man is running out of the tunnel into the light. Motion blur. He is determined to get out of darkness into the light. There is hope and determination.

Ele é presidente de um partido mais liberal do que as meninas do cabaré. Isso sem querer ofender as meninas

Apesar da ausência de Marcos Rogério e o não de Jaime Bagattoli o Senado aprovou nesta quarta-feira (8), em dois turnos, a proposta de reforma tributária que já tramita desde 2019 no Congresso Nacional.  

Quando um senador ou um deputado “foge” de uma sessão para evitar votar em um determinado projeto ou reforma tributária, isso pode levantar sérias suspeita. Nesse caso, se as afirmações forem verdadeiras, é provável que haja repercussões políticas e sociais muito sérias. Orado eleito muitas vezes espera que seus representantes cumpram suas funções de maneira responsável e comprometida com o processo democrático e isso pode prejudicar a integridade do processo democrático e minar a confiança do público nas instituições políticas.

O senador Marcos Rogério (PL-RO) aprontou mais uma. Ele não compareceu à sessão mais importante do ano, e talvez à sessão mais importante do seu mandato, pois houve a votação da reforma tributária. Trata-se de um tema que mexe com a vida de todos os brasileiros, mas ele não compareceu.

Apontado por muitas pessoas como portador de uma tremenda cara-de-pau e também conhecido por muitos por ser um poço de arrogância, Marcos Rogério não perdeu a oportunidade de criticar o governador Marcos Rocha (União Brasil) pelo aumento da alíquota do ICMS. Mas quando poderia fazer alguma diferença, o senador simplesmente não comparece à sessão.

Bagattoli e os demais senadores do PL votaram “não”, seguindo a orientação do partido

Explica-se: o governador argumentou que o aumento da alíquota do ICMS era necessário devido à reforma tributária, que resultaria em perda de arrecadação, e também era necessário para desenvolver um pacote de obras e conceder aumento salarial às forças de segurança.

Marcos Rogério criticou o aumento da alíquota em Rondônia, mas na hora de impedir a reforma que resultou no aumento, ele simplesmente não vai ao Senado. É por isso que os adversários políticos citam, supostamente, sua cara-de-pau.

Pessoas ligadas ao senador Jaime Bagattoli (PL-RO) dizem que Marcos Rogério estaria atendendo aos interesses do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD). Nos bastidores políticos circula que Pacheco, quando quer mais cargos no governo Lula ou quando quer negociar o tom com o governo, aciona Marcos Rogério.

“Marcos Rogério, aperta o governo aí. Marcos Rogério, sai da sessão”, seriam as ordens que Rodrigo Pacheco daria, de acordo com os opositores de Marcos Rogério, toda vez que precisa negociar alguma coisa com o governo Lula. Reparem que Jaime Bagattoli e os demais senadores do PL votaram “não”, seguindo orientação do partido.

Comando

Recentemente os senadores do PL foram com o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, e pediram para que o senador Jaime Bagattoli fosse retirado do comando da legenda em Rondônia e que em seu lugar fosse colocado Marcos Rogério.

Isso porque Jaime Bagattoli é considerado uma espécie de picolé de chuchu em Brasília. Não tem gosto de nada. Dizem, ele teria “tanta sustância quando caldo de piaba”.

Consta, ainda, que Bagattoli teria conversado com o ex-presidente Jair Bolsonaro e pedido ajuda para continuar no comando do PL em Rondônia. “Não posso fazer nada. Agora eu sou apenas um funcionário do partido”, teria respondido Bolsonaro.

Os demais senadores do PL veriam Marcos Rogério como alguém com maior expressão do que Jaime Bagattoli. Aparentemente eles não sabem que o nobre colega de Rondônia já foi chamado de Rolando Lero. Fala muito e fala bem, mas resolve pouca coisa. O exemplo é criticar o aumento do ICMS em Rondônia e fugir da sessão em Brasília, quando poderia ter tentado fazer alguma coisa.

O governo federal ao qual Marcos Rogério diz fazer oposição precisava de 49 votos para aprovar a reforma, e conseguiu 53. Foi por pouco, mas Marcos Rogério não estava lá pra fazer oposição. Rodrigo Pacheco, enquanto isso, estaria negociando.

O PL estava sob o comando de Marcos Rogério, mas passou para as mãos de Jaime Baggatoli, e agora volta para Marcos Rogério. Está mais rodado e mais liberal do que as meninas do cabaré, isso sem querer ofender as meninas, pois elas precisam ser liberais devido ao trabalho delas. Já o PL é liberal por conta das negociatas, aparentemente.

Teria sido muito melhor ter passado o PL para a deputada federal Silvia Cristina (PL-RO). Recentemente foi oferecido a ela o comando do Republicanos, e nesse momento ela só não é a presidente porque não aceitou. Considerou melhor permanecer no PL, que tem uma bancada maior. E ela também está sendo namorada pelo PP. Tem mais moral do que os dois.

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