Resenha Política, por Robson Oliveira

DESPAUTÉRIO  – A questão climática é sem dúvida um desafio aos governos exigindo políticas preservacionistas que incomodam os setores produtivos e asseclas

TRE 

Já está à disposição do Ministério Público Eleitoral há pelo menos 30 dias, para oferecimento das alegações finais, o processo que pode levar à cassação do governador de Rondônia por abuso de poder econômico. Após a manifestação ministerial o processo estará maduro para julgamento.

FATOS 

Esta coluna foi a primeira a denunciar os disparos em massa por WhatsApp feitos pela campanha eleitoral de Marcos Rocha com mensagens na própria voz do governador rememorando os feitos governamentais, o que caracteriza, em tese, campanha ilegal.

ILEGALIDADE

Como este cabeça-chata foi um dos destinatários dessas mensagens sem que o número do celular constasse entre o rol da agenda eletrônica de Marcos Rocha, denunciamos primeiro e questionamos onde a comitê eleitoral conseguiu o banco de dados dos celulares que foram usados para a propaganda vedada. Além do uso indevido da ferramenta de campanha, o acesso ao banco de dados com os números dos celulares pode ferir outros dispositivos legais.

FALSEANDO 

Instado a explicar o uso indevido da plataforma digital na campanha eleitoral, o candidato Marcos Rocha justificou que os disparos em massa tinham como objetivo colher dados para uma suposta pesquisa, embora seu conteúdo revelasse com exaltação as ações governamentais como obra unipessoal de Marcos Rocha. Apesar da negação dos fatos, a verdade é que a mensagem continha propaganda vedada pela legislação eleitoral com condão para levar à cassação da chapa liderada por Rocha. Aguardando, tão somente, o retorno do MPF para ser pautado em julgamento.

INMET 

Com o calor mais escaldante dos últimos cem anos, Rondônia entra em alerta a partir da próxima semana para o perigo de chuvas intensas na maioria dos municípios, segundo informação obtida junto ao Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). O índice pluviométrico de chuvas aguardadas pode também ser maior do que anos anteriores e provocar alagamentos e deslizamentos, entre outros fenômenos.

CLIMA 

As mudanças climáticas registradas por organismos estatais e independentes apontam para o aumento preocupante da temperatura com sensação térmica superior aos 45 graus, reflexos reais da ação predatória do homem sobre os recursos naturais. O clima, com as suas consequências, é atualmente o maior desafio dos governos para evitar que as temperaturas sejam contidas antes que o planeta entre em caos.

ESTUPIDEZ 

Apesar de uma parcela de estúpidos negar que as mudanças climáticas sejam resultado da ação humana e rechaçar ações que ajudem na preservação, os efeitos nocivos ao meio ambiente estão aí com todas as suas mazelas, especialmente o calor, levando inclusive a mortes.

DESPAUTÉRIO 

A questão climática é sem dúvida um desafio aos governos exigindo políticas preservacionistas que incomodam os setores produtivos e asseclas. No entanto, é preciso enfrentar o problema. E quanto aos estúpidos que acham o tema coisa de desocupado, Albert Einstein profetizava: “Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, em relação ao Universo, ainda não tenho certeza absoluta”. A frase sintetiza bem o despautério dos incrédulos sobre a questão ambiental.

319 

Uma, entre tantas outras, das críticas que se faz sobre a recuperação asfáltica da BR 319, que liga Porto Velho a Manaus, é exatamente o caminho que se abre para a ação predatória humana dos recursos vegetais, hídricos e minerais que margeiam a rodovia. Embora seu traçado exista há mais de trinta anos, como alardeiam seus defensores, é preciso sopesar no presente todos os aspectos econômicos e ambientais para avaliar melhor sua pavimentação, algo que no passado não foi avaliado.

EMPULHAÇÃO 

É uma fraude intelectual dos defensores da pavimentação da BR 319 alegar que a estrada é fundamental para o comércio entre Rondônia e Amazonas. Tal mentira cai por terra quando se verifica que o transporte de cargas terrestre é muito mais dispendioso do que o comércio de carga pelo modal fluvial. Necessário é que nossas autoridades façam a manutenção dos canis fluviais com sinalização e balizamento, além de obras de prevenção em tempos de seca. A empulhação de que os ambientalistas criam obstáculos ao desenvolvimento regional é outra fraude intelectual que não se sustenta.

VILIDADE 

Os impactos nocivos ao meio ambiente já são sentidos no dia a dia. A tendência é piorar, caso não implementem políticas de contenção.  A BR não é fundamental quando se tem alternativas menos dispendiosas e mais amenas às nossas riquezas naturais. O curioso é que os defensores da rodovia não fazem uma única crítica aos predadores, mas atacam de forma vil os ambientalistas.

PONTE 

Ninguém de bom senso é contra a construção de uma ponte que liga uma cidade a outra. Também não é contrário quando serve de integração ligando um país a outro. Dito isto, a coluna compreende a construção da ponte binacional ligando Guajará-Mirim a Guayaramerín, numa integração entre Brasil e Bolívia e, portanto, não é avesso à obra em si. No entanto, diante das necessidades de investimentos mais urgentes, os recursos destinados à construção dessa ponte seriam melhor empregados na duplicação da BR 364 que, todos dos dias, ceiva vidas de rondonienses. Ademais, a ponte facilitará a vida de traficantes e ladrões de carros uma vez que o comércio entre os dois países não justifica os recursos orçados para obra.

CASQUINHA 

Ao senso comum, a ponte binacional serve de campanha nas redes sociais para políticos demagógicos que adoram criticar o governo federal por razões ideológicas, mas se jactam em tirar uma casquinha com as ações por ele financiadas em Rondônia. Portanto, a ponte facilitará o trânsito entre Brasil e Bolívia, mas a duplicação da BR 364 salva vidas.

 

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