Deputado de Rondônia contrata primo distante com salário de mais de R$ 20 mil

Na Assembleia Legislativa, o deputado Camargo é considerado extremamente crítico, mas aparentemente só com os outros - Foto divulgação

De acordo com informações publicadas no blogentrelinhas, na manhã desta sexta-feira, 1/12, o deputado Delegado Rodrigo Camargo contratou um primo distante para uma tarefa muito árdua no seu gabinete com um salário mensal superior a R$ 20 mil. Essa contratação tem gerado questionamentos sobre nepotismo e uso indevido do dinheiro público.

Não podemos afirmar se é legal ou não, porém, vale ressaltar que, o nepotismo é um fenômeno comum na política brasileira, onde é comum ver familiares sendo beneficiados com cargos públicos, mesmo que não tenham qualificações permitidas para exercerem as funções. Isso contribui para a perpetuação de uma cultura de um suposto favorecimento e corrupção, além de minar a eficiência e a compensação dos órgãos públicos.

Nesse caso específico, a críticas, uma vez que muitos brasileiros lutam diariamente para sobreviver com um salário bem abaixo desse valor. Essa disparidade salarial gera desigualdade e revolta, e pode afetar a confiança da população nas instituições políticas.

Diante de situações como essa, é essencial que sejam tomadas medidas efetivas para combater o nepotismo e promover a transparência e ética na administração pública. É necessário estabelecer critérios claros e transparentes para contratações, com base nas competências e qualificações dos candidatos, e não nas relações familiares. Além disso, é fundamental fortalecer o controle e a fiscalização dos gastos públicos, sobretudo, a transparência e a conduta dos políticos e dos agentes públicos.

No contexto atual, segue abaixo a materia completa publicada no blogentrelinhas:

“Faça o que falo, mas não fale o que faço”. Este brocardo resume a incoerência de muitos homens públicos sobre o que pregam e o que realmente fazem. Em Rondônia, o deputado Delegado Rodrigo Camargo (Republicanos), que se projeta politicamente como conservador, defensor de primeira hora das pautas de costume e da moral, nomeou como chefe de seu gabinete alguém do seu parentesco.

O parlamentar “importou” do Rio Grande do Sul um primo distante, Rogério da Silva Camargo, para receber remunerações mensais acima de R$ 20 mil, na Assembleia Legislativa.

A nomeação, ocorreu discretamente sem qualquer alarde, e sem deixar suspeitas aos órgãos de controle e fiscalização, como o Tribunal de Contas do Estado e o Ministério Público, sendo publicada no diário da Assembleia Legislativa.

Conhecido por suas posturas rigorosas em relação à moralidade e à ética na política, Rodrigo Camargo estreou a vida pública como deputado, tomando posse em fevereiro de 2023, ostentando um crucifixo, acompanhado da esposa, filhos e um padre.

O parlamentar é delegado da Polícia Civil e obteve milhares de votos de rondonienses esperançosos por mudanças no sistema político. Porém, além de agraciar parente em seu gabinete, ainda impõe aos cofres públicos uma alta despesa salarial do ponto de vista moral.

Ainda em 2022, supostamente para manter cativos os correligionários, eleitores e simpatizantes, o deputado Camargo bolou um estratagema que seria um exemplo de transparência para os demais deputados rondonienses, quiçá de todo o Brasil: anunciou a realização de um processo seletivo para preenchimento de cargos em comissão em seu gabinete, com vistas a assegurar critérios técnicos para prestar serviços à população.

Ocorre que depois disso nomeou o primo com supersalário. Diante dessa situação, nos corredores da Assembleia Legislativa já há gente dizendo que a iniciativa das seleções para contratação de servidores comissionados seria mera cortina de fumaça.

O contracheque pode ser acessado no Portal Transparência da Assembleia Legislativa, no link abaixo, ou também pode ser visto no final do texto:

https://transparencia.al.ro.leg.br/GestaoPessoas/RemuneracaoServidores/detalhes/295460

Trazer do Sul uma pessoa que aparentemente desconhece a realidade de Rondônia para ser chefe de gabinete a custos públicos tão elevados é um ato visto por muitos como contrastante com a postura e imagem de paladino da moralidade que o deputado vende aos rondonienses.

Nesse sentido, o parlamentar poderia dar urgente esclarecimento a seus apoiadores. Aqui não está se falando de nepotismo, mas a situação pode acabar levantando dúvidas sobre a integridade de Camargo, justamente devido à seleção que havia sido anunciada anteriormente.

Com sua reputação de delegado conservador e defensor de pautas sociais polêmicas, a nomeação do primo dele poderá causar alvoroço na opinião pública. Vale ressaltar ainda que, além do parente na chefia de gabinete, o deputado mantém dezenas de servidores nomeados na Assembleia Legislativa. Todos passaram pelo anunciado processo seletivo?

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