Carnaval sem trabalho infantil: TRT-14, Semasf e Fepet realizam ação de prevenção e conscientização

Fotos: Caio Pereira

O Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região (RO/AC), em parceria com a Secretária Municipal de Assistência Social (Semasf) e o Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (Fepeti/RO) realizaram nesta terça-feira (30/1) em Porto Velho (RO), um pit stop educativo. A iniciativa que antecede o período do carnaval, ocorreu na Avenida Campos Sales com a Jatuarana. O objetivo é alertar a população sobre os riscos da exploração do trabalho infantil, principalmente durante o perído de carnaval.

Para a juíza do Trabalho Substituta Sabina Helena Silva de Carvalho Rodrigues, membro da Comissão Regional de Combate ao Trabalho Infantil e Estímulo à Aprendizagem, a prática do trabalho infantil infelizmente é comum nesta época do ano e pode trazer consequências graves para as crianças e adolescentes envolvidos.

“É preciso conscientizar a população em relação ao trabalho infantil. A gente sabe que o carnaval é época de diversão, de festa, mas infelizmente também são momentos que se percebe um aumento dessa prática. Essa situação representa uma das piores formas de violações, já que as crianças ficam expostas a todos os tipos de violência, drogas, e a assédio sexual”, destacou.

Fotos: Caio Pereira

A juíza reforça que a sociedade pode ajudar a combater essa prática, denunciando, não apenas neste período, mas sempre que observar casos em que alguma criança ou adolescente esteja exposto a riscos. “A denúncia pode ser feita por meio do Disque 100, ou por meio dos Conselhos Tutelares”, ressaltou a magistrada.
De acordo com a coordenadora do Programa de Erradicação do Trabalho  Infantil, Ane Caroline Galvão, no ano de 2023, a Semasf, em conjunto com o Fórum do Trabalho Infantil realizou diversas ações na capital e em alguns distritos de Porto Velho, como, sensibilização e conscientização da  população sobre as formas de trabalho infantil e abordagens em postos de gasolina e pontos comerciais. Esse ano, segundo ela, as ações continuam, com reforço ainda maior durante o carnaval.

“A gente potencializa as ações nesse período tendo em vista que há o aumento da exploração do trabalho infantil e também de violência sexual. A gente pede à população que não feche os olhos para essa problemática, e que a sociedade denuncie qualquer outro tipo de violação dos direitos da criança, que possa comprometer o futuro desses pequenos”, evidenciou a coordenadora.

Para os motoristas que passavam pelo local, iniciativas como essas são muito bem vindas, pois só através da educação, as crianças poderão ter a oportunidade de um futuro melhor.

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