A anatomia do escândalo que envolve nomes de parentes no poder publico em Rondônia

O senador contratou o genro com salário bruto de mais de R$ 24 mil e o deputado contratou o primo com salário líquido de quase R$ 22 mil

Escândalos envolvendo a nomeação de parentes no poder público geralmente pode incluir vários aspectos. A anatomia desses escândalos pode listar os seguintes elementos:

Nepotismo refere-se à prática de favorecer parentes em nomeações para cargos públicos, independentemente de suas qualificações.

Conflito de interesses que permitem influenciar decisões que podem beneficiar seus interesses.

A falta de transparência nas nomeações e a ausência de mecanismos adequados de prestação de contas podem agravar a percepção negativa do público em relação ao governo.

A ausência ou fraqueza de leis e regulamentos que proíbam ou limitem a nomeação de parentes no setor público pode contribuir para esses escândalos”.

É importante observar que as implicações e a gravidade desses escândalos podem variar dependendo das circunstâncias específicas, principalmente, a falta de ética que pode macular a integridade dos agentes públicos envolvidos na questão.

O termo nepotismo deriva do latim, mais especificamente das palavras nepos (sobrinho) ou nepotis (neto). Nos primeiros séculos da era cristã, os parentes dos papas eram agraciados com vantagens na administração pública do Império Romano ou com cargos ligados ao clero. Por conta disso, o termo nepotismo passou a empregado para designar o favorecimento de parentes na administração pública. Contradição

No  presente  artigo  buscamos identificar de forma lógica e racional a conduta de indivíduos detentores de características de influência indevida, da imoralidade, da pessoalidade no trato da coisa pública e, portanto, caracterizadoras das faces visíveis e invisíveis do nepotismo no serviço público.

Neste sentido, segundo Matéria jornalística publicada no blogentrelinhas, foi identificado dois políticos que se diz bolsonaristas que são os maiores empregadores de parentes em Rondônia. A única semelhança entre eles é que pregam a moralidade. Certamente para os outros, porque aparentemente eles estão muito longe de praticar o que dizem.

O senador Jaime Bagattoli (PL-RO) criticou o nepotismo durante 40 anos, dizendo em Vilhena que esta era a velha política. Eleito senador, não resistiu e contratou o genro da esposa. Ele é casado com a ex-vereadora Sandra Melo. Querem apostar como o senador vai dizer que o contratado não é genro dele, e sim da esposa?

Confira a Remuneração/Subsídio de Geovane Thiago no PDF abaixo:

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Geovane Thiago Dantas Cançanção foi admitido em 2023 para trabalhar no gabinete de Jaime Bagattoli com vencimento bruto de R$ 24.300,22, conforme o contracheque. Tem os descontos e também o auxílio-alimentação de R$ 1.393,11.

Geovane, que aparece com na fotografia com o senador, é assessor parlamentar. Quem tiver alguma dúvida pode acessar o link abaixo, da página do Senado, e verificar. A equipe do blog pede aos seus poucos leitores que, se identificarem algum outro parente de Bagattoli no link, avisem o Entrelinhas.

Durante 40 anos Bagattoli criticou o nepotismo, mas contratou o genro. Camargo anunciou até teste seletivo para contratar assessor para o gabinete, mas depois contratou o primo. Eles trabalham pelo povo. Pelo povo da casa deles

https://www6g.senado.leg.br/transparencia/sen/6340/pessoal/?local=escritorio&ano=2024&vinculo=TODOS#conteudo_transparencia

O outro grande empregador de parente é o deputado Delegado Camargo (Republicanos), conhecido há mais tempo do que Bagattoli como falso moralista. Camargo, inicialmente, chegou a anunciar a realização de teste seletivo para a contratação de servidores comissionados para o gabinete dele.

O teste seletivo anunciado pelo deputado foi considerado uma medida moralizadora, que deveria servir de exemplo para todo o Brasil, quiçá para o mundo. Mas depois Camargo contratou o primo distante, Rogerio da Silva Camargo, como chefe de gabinete. De acordo com o contracheque, o primo do deputado recebe mensalmente R$ 21.750,67 líquidos. Líquido ele recebe mais do que o genro da esposa de Bagattoli.

Rogério Camargo foi contratado em 2023, mas foi exonerado em janeiro deste ano. Neste mês ele foi recontratado. O blog mostra um contracheque dele, referente ao mês de novembro de 2023.

Falsos moralistas, Bagattoli e Camargo têm se notabilizado por criticar os adversários. Não se ouviu falar de nenhum grande projeto desses dois. Agora a máscara começa a cair. Eles trabalham pelo povo. Pelo povo da casa deles.

Veja a Contracheque de Rogerio da Silva Camargo no PDF a baixo:

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