Delegado pergunta sobre as pessoas que morreram durante o atraso dos kits. Máximo diz: ‘iriam morrer de qualquer forma…” (veja o vídeo)

Guerra de Poderes: deputados não fazem sessão hoje e votação do projeto autorizando governo a emprestar R$ 1 bi não será votado tão cedo

Como amanhã é o Dia do Trabalho e quase ninguém trabalha, o Portal traz logo dois assuntos curtos hoje, para que a equipe não trabalhe no dia 1º

Executivo X Assembleia

O pau continua quebrando entre o governo e os deputados. O projeto mais importante do Executivo é o que autoriza contrair um empréstimo de R$ 1 bilhão. Acontece que os deputados decidiram que nesta terça-feira (30) não haverá sessão, porque amanhã é feriado. Os parlamentares do interior continuam em suas bases eleitorais.

A pendenga já dura algum tempo, porque o governo não está liberando as emendas parlamentares. Os prefeitos também estão reclamando disso. E os parlamentares já avisaram que, enquanto as emendas não forem liberadas, não votam nada do governo. Hoje deveria haver uma reunião para tomar uma medida mais agressiva, mas os deputados decidiram se reunir só na próxima terça-feira (7). A tendência é que a situação esquente mais na próxima semana.

Máximo na PF

Leitores do Entrelinhas dizem que o depoimento do deputado federal Fernando Máximo (União Brasil-RO) na Polícia Federal está quase uma novela mexicana. Seria uma novela Maxicana. A Polícia Federal teria conseguido nesta semana o bloqueio de mais de R$ 500 mil, da conta corrente de assessores que, de acordo com as investigações, teriam facilitado a compra de 100 mil kits de teste rápido de covid, por R$ 105,00 a unidade, totalizando mais de R$ 10 milhões.

Em vídeos postados anteriormente pelo blog, o delegado citou que a prefeitura de Porto Velho comprou kits reconhecidos pela Anvisa, mais barato, e eles chegaram mais rápido. Ele também falou em um vídeo anterior sobre as evidências de que 10% do valor pago pelos kits seriam repassados como propina. O vídeo de hoje é curto, mas as palavras são fortes.

Veja o vídeo ou leia a degravação:

Aí esse questionamento, eu fico impressionado com o Ministério Público bater nessa tese…a empresa não tinha condição… não tô defendendo a empresa não. Não tinha condições de entregar os testes, mas entregou 100%. Por que falar agora, ah a empresa não tinha condição e entregar os testes? É uma empresa de fundo de quintal. Ok. Entregou todos os testes. Tem como questionar isso mais? Na minha opinião perdeu o objeto disse o deputado federal Fernando Máximo.

Mesmo com mais de 40 dias de atraso? – pergunta o delegado da Polícia Federal.

Sim… não tinha o teste no mundo, doutor – diz Fernando Máximo fazendo sinal de positivo com o polegar.

E nesse meio tempo várias pessoas acabaram morrendo… – prossegue o delegado.

Iriam morrer de qualquer forma – afirma Fernando, acenando positivamente com a cabeça –não tinha outra forma de… não existia o teste no mundo – diz Máximo.

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