Briga política: conselheiro que partiu para cima de Hildon Chaves foi colocado no TCE

A indicação do conselheiro para o tribunal de contas é uma questão delicada que pode ter ramificações políticas significativas. O confronto entre o conselheiro e Hildon Chaves, combinado com a nomeação pelo governador Marcos Rocha, adiciona uma camada de complexidade à política local. Porém, isso pode influenciar não apenas suas próprias carreiras, mas também a percepção pública sobre a transparência e a eficácia das instituições governamentais. Sobretudo, na sua atuação no TCE pode ser vista sob uma lente mais crítica, especialmente se houver percepções de parcialidade ou motivações políticas.

O conselheiro Jailson Viana, que até esses dias era secretário de Marcos Rocha, aplicou multa de R$ 81 mil em Hildon Chaves, mas o valor poderá chegar a R$ 10 milhões. Nos bastidores políticos dizem que o conselheiro estaria atendendo aos interesses do governador

Que Hildon e Rocha não tomam mais tacacá na mesma cuia, muita gente já sabia. Hildon é a principal liderança na capital, e nas próximas eleições pode não estar no palanque do governador. É fogo. Ou melhor, é Rocha. Mas pode fechar com chave de ouro.

A briga política entre o governador Marcos Rocha (União Brasil) e o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB), teria chegado ao gabinete do conselheiro Jailson Viana de Almeida. Jailson, homem de confiança de Marcos Rocha, foi colocado no Tribunal de Contas do Estado pelo governador.

Na sessão do TCE, Jailton aplicou multa de R$ 81 mil em Hildon Chaves, e de R$ 64,8 mil no secretário da Semusb, Cleberson Pacheco. Ele concedeu prazo de 30 dias para recolhimento da multa, a contar da data da publicação da decisão.

Além disso, o conselheiro Jailson estipulou multa de R$ 500 mil, até o limite de R$ 10 milhões para Hildon e Cleberson, em caso de não cumprimento da decisão. Ele concedeu prazo de cinco dias para anular o contrato para o recolhimento do lixo.

Jailson Viana foi colocado no TCE por Marcos Rocha

Para continuidade da coleta de lixo, o conselheiro admitiu 180 dias de prazo para contratação emergencial de uma empresa, sob pena de multa diária de R$ 500 mil, até o limite de R$ 10 milhões. Ele determinou remessa de cópia para o Ministério Público e para a Procuradoria Geral de Contas do TCE.

De acordo com o que circula nos bastidores políticos, existe uma explicação para a decisão extremamente dura do conselheiro Jailson. Colocado pelo governador Marcos Rocha no TCE, ele estaria devolvendo o favor, e fazendo a vontade do ex-chefe. É o que dizem, e o Entrelinhas não é baú para ficar guardando segredos.

Não é novidade nenhuma que Hildon e Marcos não bebem mais tacacá na mesma cuia. Rocha já anunciou que será candidato ao Senado em 2026, e Chaves já avisou que pretende concorrer ao governo. Acontece que o vice-governador Sérgio Gonçalves também concorrerá ao governo. É natural que Sérgio e Marcos caminhem juntos. Hildon, então, começou a ser encarado como adversário há algum tempo.

De acordo com o que circula nos bastidores políticos, a atitude do conselheiro Jailson Viana, homem de confiança do governador, seria uma tentativa de deixar Hildon Chaves inelegível. Afinal, Porto Velho é o principal colégio eleitoral de Rondônia. Com Hildon fora, Rocha tira uma pedra do caminho.

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