Bolsonaro rebate críticas por ter recebido alemã de extrema direita

“Recebi deputada eleita democraticamente”, diz o presidente após foto com neta de um ex-ministro da Alemanha nazista

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) falou a apoiadores nesta quinta-feira (29) sobre o encontro que teve com Beatrix von Storch, deputada alemã da extrema-direita e neta de um ex-ministro das Finanças da Alemanha nazista. O titular do Executivo defendeu a reunião e a comparou com o episódio em que se reuniu com Luis Miranda (DEM-DF).

“Semana passada tinha um deputado chileno e uma deputada alemã visitando a Presidência. Poxa, tratei, conversei, bati um papo. Vai que a deputada alemã é neta de um ex-ministro do Hitler. Pô, me arrebentaram na imprensa. Acho que a gente não pode ligar um pai a um filho, muitas vezes, um fez uma coisa errada e ligar a outra”, afirmou.

“Os regimes comunistas né, quando encontravam com um homem, acusado de um crime, prendia a esposa, filhos. Eu não posso receber essa deputada? Foi eleita democraticamente na Alemanha. Se eu for ver a ficha de cada um para ser atendido. Primeiro, vou demorar horas para atender”, completou.

As declarações foram dadas por Bolsonaro a apoiadores no Palácio do Alvorada e transmitidas por um canal no Youtube. O titular do Executivo comparou, ainda, o encontro com a parlamentar alemã ao momento em que recebeu o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), que o alertou sobre as irregularidades no contrato da Covaxin, vacina contra a covid-19 produzida pela Índia.

“Igual eu recebi aqui o deputado Luis Miranda aqui, não vou falar nada sobre ele. Deixa ele. Está sendo investigado pela PF, pelo Conselho de Ética da Câmara também”, disse.

Encontro

O encontro da deputada alemã com Bolsonaro ocorreu em Brasília. Na ocasião, ela também se encontrou com parlamentares bolsonaristas (Bia Kicis, por exemplo). Beatrix, que integra o partido de extrema-direita Alternativa para Alemanha, compartilhou imagens da reunião em sua conta no Instagram.

“Em uma conversa de uma hora, pude discutir a situação de nossas duas nações com o presidente. Fiquei profundamente impressionada com a compreensão que o presidente tem dos problemas da Europa e dos desafios políticos de nosso tempo”, disse.

“Embora tivesse acabado de terminar mais uma internação hospitalar em decorrência do assassinato, ele parecia controlado, determinado e cheio de confiança. Em contraste com o que a grande mídia retratou, ele é humilde, bem-humorado e amigável nas relações pessoais. O Presidente é, sem dúvida, um homem de convicções profundas, de fé cristã e de profundo amor pela pátria”, acrescentou.

Beatrix comentou ainda que, para ser capaz de combater com sucesso a esquerda, “os conservadores também devem se relacionar melhor internacionalmente”. “O Brasil é uma potência emergente e, ao lado dos EUA e da Rússia, pode ser um parceiro estratégico global da Alemanha com quem podemos construir o futuro juntos”, acredita.

Fonte; R7

Republicanos declara posição favorável ao voto impresso

Presidente do partido disse que legenda votou a favor do voto impresso nos últimos anos e que agora não fará diferente 

 Republicanos, partido que tem bancada de 33 parlamentares na Câmara dos Deputados, declarou publicamente ser favorável ao voto impresso nas Eleições 2022. O presidente do partido, deputado Marcos Pereira (SP), explicou em vídeo o posicionamento.

Historicamente, em 2007 e 2015, o partido votou a favor do voto impresso, mas recentemente Marcos Pereira participou de uma reunião com um grupo de outros 10 partidos que se declararam contrários ao voto impresso nas eleições de 2022

“Eu participei de uma reunião com dez presidentes de partidos e discutimos vários assuntos, inclusive o voto impresso. E a imprensa só repercutiu o voto impresso. E se propagou essa notícia de que eu estava contra o voto impresso”.

O parlamentar disse que caso avançe a discussão da PEC 135, do voto impresso auditável, o partido irá votar a favor: 

“Estamos na iminência de votar ou não, o que depende dos presidentes da Casa de pautar. No momento oportuno que ela for pautada, nós vamos votar a favor porque já votamos a favor em duas outras ocasiões a favor, em 2015 e 2007”.

Marcos Pereira lembra que essa discussão aconteceu outras duas vezes nos últimos anos:

“Essa discussão é recorrente. O Brasil discutiu esse assunto em 2007, quando uma PEC foi derrotada, e em 2015 aprovou uma lei, vetada pela então presidente Dilma Rousseff e o Congresso derrubou o veto dela de projeto que permitia a impressão do voto. E a lei entrou em vigor. Mas o PGR (Procurador-Geral da República) da época entrou com uma ação de inconstitucionalidade e STF derrubou a lei”. 

O deputado disse confiar no sistema eletrônico de votação, mas completou que entende que se há dúvidas por parte de parcela da população é melhor ter mais transparência: “Agora se existe uma dúvida na população, que se tenha mais transparência. É melhor ter mais provas, ferramentas, transparência do que permancer a dúvida”.PUBLICIDADE

Comissão especial 

Há um disputa na Comissão Especial que analisa a PEC 135. A oposição ao projeto dizia ter votos suficientes para derrotar o relatório antes do recesso e os favoráveis conseguiram adiar a votação para 5 de agosto.

Fonte; R7

Bolsonaro diz que Sinovac ofereceu vacina pela metade do preço

Presidente disse que a laboratório que produz a CoronaVac entrou em contato com o governo para vender imunizantes por US$ 5 

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (22), em uma entrevista transmitida em seu Facebook à rádio Banda B de Curitiba (PR), que o laboratório chinês Sinovac ofereceu ao governo federal a vacina CoronaVac pela metade do preço cobrado pelo Instituto Butantan. 

Segundo Bolsonaro, o governo enviou a proposta à CGU (Controladoria-Geral da União), ao Ministério da Justiça e ao Tribunal de Contas da União para apurar por que existe essa diferença nos preços e se há irregularidade no acordo de aquisição da vacinas.

“Por que a matriz nos oferece a vacina pronta a US$ 5 e eles, Butantan, ao receber o IFA da China, nos revende a US$ 10, pode ser que não haja nada de errado nisso tudo, mas o Butantan nunca nos apresentou a planilha de preço. Pelo que tudo indica no momento é algo assustador.” 

O Instituto Butantan, que também teria sido acionado para se explicar, costuma dizer que o preço de US$ 10 inclui não só o preço do imunizante, mas também o armazenamento e o transporte do produto.

O chefe do Executivo afirmou que o governo não respondeu à Sinovac. “Vou conversar de novo com o [ministro da Saúde, Marcelo] Queiroga hoje, mas antes vamos investigar.”

“Não vou comprar algo que a população não quer tomar”, disse o presidente, dando a entender que a CoronaVac não tem qualidade e é rejeitada pelos brasileiros.

Bolsonaro citou que “a CoronaVac não deu certo no Chile” e, por isso, talvez não desperte mais o interesse do governo federal.

“Em São Paulo, o pessoal pergunta [antes de se vacinar] qual vacina está disponsível, e se é CoronaVac, a tendência é não tomar.”

Ele declarou que se o governo chegar à conclusão de que vale a pena investir na CoronaVac, a proposta da China pela metade do preço pode interessar. 

“Não estou acusando de corrupção, de desvio, de nada, apenas uma documentação que chega aqui e nos traz enorme preocupação do que acontece no Butantan”, disse Bolsonaro.

Procurado, o Butantan, por meio de sua assessoria de imprensa, pediu para a reportagem procurar a Sinovac “para saber se realmente existe essa oferta”. O instituto ficou de checar se foi ou não apresentada uma planilha explicando ao governo como chegou ao preço de US$ 10 por dose de vacina e não respondeu se algum órgão federal o procurou para ouvi-lo na investigação citada por Bolsonaro.

Fonte: R7

Bolsonaro: ‘Vou provar fraude na urna eletrônica semana que vem’

Em entrevista, presidente afirmou que fará apresentação demonstrando que Aécio Neves ganhou as eleições em 2014

O presidente Jair Bolsonaro afirmou na manhã desta terça-feira (20) que agendará para a semana que vem uma apresentação na qual demonstrará que as urnas eletrônicas não são seguras.

Segundo o chefe do executivo federal, as eleições de 2014 foram fraudadas e provará, em evento no Palácio do Planalto, que o então candidato Aécio Neves (PSDB-MG) ganhou as eleições de 2014 – no pleito daquele ano, a petista Dilma Rousseff saiu vencedora.

“Um hacker ‘do bem’ mostrou aqui e vou provar que [o pleito de] 2014 foi fraudado. Temos uma fotografia minuto a minuto dos votos em Aécio e Dilma até o final [da votação] e só Dilma aparecia na frente. [O evento] vai ser lá na Presidência e vou convidar a imprensa. Vamos desmontar a tese do [presidente do Tribunal Superior Eleitoral e ministro Supremo Tribunal Federal Luís Roberto] Barroso de que urnas não podem ser fraudadas”, afirmou Bolsonaro em entrevista à Rádio Itatiaia.

O presidente usou de analogia dizendo que, ao se jogar uma moeda para cima 241 vezes, é “impossível que ela caia somente de um lado todas as vezes”.

Depois da apresentação, Bolsonaro informou que vai encaminhar suas conclusões à Corregedoria do TSE. Porém, segundo ele, independentemente da análise do tribunal, “o que vale é a opiniao publica, que não vai aceitar as eleições sem ser auditada e ter contagem pública”. “Hoje, meia dúzia contam a eleição. […] Nós sim jogamos sim dentro das quatro linhas da eleição.”

O presidente tem como uma de suas bandeiras do presidente o retorno do papel nas eleições em um modelo híbrido de apuração, mantendo a urna eletrônica, mas imprimindo a escolha do eleitor. Há anos ele sustenta – sem apresentar até agora nenhuma prova – fraudes nas urnas eletrônicas.

Há pouco mais de uma semana, ele chegou a ofender o ministro Barroso e ameaçar as eleições caso o voto impresso não seja adotado no próximo pleito.

Na conversa de hoje, Bolsonaro reafirmou que não acredita que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que torna o voto impresso seja aprovada pela Câmara dos Deputados. O presidente acusa Barroso de articular com lideranças de 11 partidos a troca de membros da comissão especial para barrar a medida. “Lamentável o que Barros está fazendo”, disse.

Ontem, durante tradicional encontro com apoiadores em frente ao Palácio do Alvorada, Bolsonaro chegou a insinuar que pode desistir da reeleição se não houver a mudança. “Olha, eu entrego a faixa para qualquer um se eu disputar eleição. Agora, participar dessa eleição com essa urna eletrônica…”, frisou.

Futuro

Ainda sobre as eleições do ano que vem, Jair Bolsonaro destacou na entrevista de hoje não ser candidato e disse não acreditar que outros nomes possam vencê-la. “Terceira via não existe. Está polarizado. Estamos eu e o ex-presidiário”, em referência ao petista Luiz Inácio Lula da Silva.

Na sequência, voltou a criticar as urnas eletrônicas.

“Barroso disse que não tem como entrar nas urnas [invadir o sistema eletrônico de votação]. Temos um hacker preso em Minas Gerais porque entrou no sistema do TSE. Então porque ele está preso? Quem tirou o Lula da cadeia vai contar os votos. Passo a faixa para quem ganhar de forma transparente”, reiterou.

Sobre ter sido eleito no sistema atual de contagem, Bolsonaro disse que só conseguiu sair vencedor por que teve muitos votos. “Bigode a bigode, eu teria perdido.”

Segundo o TSE, todas as fases da votação são auditáveis e podem ser acompanhadas por integrantes dos partidos políticos do país. O retorno do voto impresso foi testado em 2002 e descartado por várias falhas no processo.

Na entrevista, Bolsonaro disse ainda que ainda não definiu para qual partido vai se filiar e elogiou o trabalho do governador mineiro Romeu Zema (MG), cogitado para ser seu vice na chapa para o pleito de 2022. “Eu sou admirador do trabalho do Zema. Acho competente e, no meu entender, está fazendo o trabalho possível.”

CPI da Covid

O presidente voltou a refutar as suspeitas de corrupção em contratos de compras de vacinas contra a covid-19 pelo Ministério da Saúde e atacou os membros da oposição que compõem a CPI da Covid no Senado.

“O relatório do Renan Calheiros [relator da comissão] pode ser jogado no lixo. Palhaçada. Se corromper na Covaxin? Não compramos uma dose sequer. Gabinete paralelo? Depois vai para hidroxicloroquina. Eu tomei e fiquei bom. […] A CPI não quer investigar nada, só desgastar o governo. Quando começamos a Copa América, o que o Renan falou? ‘Copa do morte.’ O que houve depois? Diminuíram as mortes pela metade. Pessoas desqualificadas estão nos imputando corrupção.[…] Passamos o Reino Unido e somos o 4º país no mundo que mais vacina.”

Doria e Coronavac

O presidente aproveitou para criticar o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e colocar em xeque a eficácia da Coronavac, vacina desenvolvido pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac. “O povo pergunta nas filas qual vacina tem disponível. Se é coronavac, optam por outras. […] Olha o que aconteceu com o Doria [reinfectado pela covid-19]. Se ele quiser viajar aos Estados, terá que tomar outra.”, afirmou.

Todas as vacinas em uso no Brasil foram aprovadas pela Anvisa, do governo federal, e são eficazes para controle da pandemia. Especialistas atestam que a principal contribuição dos imunizantes é evitar as formas graves da doença.

Fonte: R7

Bolsonaro tem alta, e defende Pazuello nas negociações da vacina Covaxin

Após alta neste domingo (18), presidente criticou verba para Fundo Eleitoral e defendeu estudos com novo medicamento para covid-19

Após receber alta neste domingo (18), o presidente Jair Bolsonaro defendeu a atuação do governo e do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello nas negociações por vacinas, voltou a pedir a adoção do voto impresso nas eleições de 2022 e disse querer estudos sobre mais um medicamento para combater a covid-19.

O presidente deixou o Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, após quatro dias de internação por conta de uma obstrução intestinal. Ele se encontrou com apoiadores na saída e falou com  jornalistas por cerca de 30 minutos, disparando várias críticas e defesas.

Questionado sobre recente reportagem do jornal “Folha de S. Paulo” que mostrou vídeo em que Pazuello recebe representantes de uma empresa de Santa Catarina para intermediação de compra de vacinas Coronavac com a fabricante chinesa Sinovac e diz que um memorando de entendimento foi assinado, Bolsonaro defendeu a atuação do ex-ministro afirmando que não foi fechado contrato.

As vacinas foram oferecidas por cerca de três vezes o preço do mesmo imunizante fabricado pelo Instituto Butantan, no Brasil. O acordo acabou não prosperando. Pazuello afirma que só cumprimentou os representantes da empresa, mas não negociou.

“Se eu estivesse na Saúde, eu teria apertado a mão daqueles caras todos”, disse Bolsonaro, argumentando que Pazuello estava sem paletó e não estava à mesa no vídeo divulgado, o que mostraria que não houve negociação alguma com a participação do então ministro. “Não tem como você fraudar no nosso governo”, garantiu.

Bolsonaro afirmou que, em Brasília, “não falta gente para vender lote na Lua” e criticou a imprensa. “Lamentavelmente a imprensa, grande parte da imprensa, adota o caminho de simplesmente denunciar, denunciar não, divulgar aquilo que nós não fizemos”, disse o presidente.

O presidente ressaltou que sempre impôs ao Ministério da Saúde duas condições para comprar vacinas: passar pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e só pagar depois que chegar. “Nosso governo não gastou um centavo com picareta, nenhum. Parabéns Pazuello, parabéns coronel Elcio.”

No caso da vacina indiana Covaxin, o governo acertou a compra mesmo sem aprovação da Anvisa – que só concedeu autorização de uso emergencial meses depois e mesmo assim restrita. O contrato de R$ 1,6 bilhão, suspenso pelo governo, é algo de investigações de diversos órgãos e da CPI da Covid. O valor foi empenhado – reservado para a despesa.

Remédio

Bolsonaro afirmou que pretende pedir ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, estudos sobre o uso da proxalutaminda, utilizada em tratamentos contra câncer de próstata. O presidente já defendeu em diferentes oportunidades ao longo da pandemia o uso do tratamento precoce. Parte das substâncias indicadas, como a cloroquina, são consideradas ineficazes pela comunidade científica internacional. Outras, como a ivermectina, ainda são alvo de estudos após alguns resultados positivos. 

Eleições e voto impresso

O presidente sinalizou que pode vetar o fundo eleitoral de cerca de R$ 6 bilhões para as eleições 2022, aprovado na quinta-feira (15) pelo Congresso Nacional, dentro da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias).

“Eu sigo a minha consciência, sigo a economia e a gente vai buscar um bom sinal para isso tudo aí. Afinal de contas, eu já antecipo, R$ 6 bi pra fundo eleitoral, para financiamento de campanhas, pelo amor de Deus”, afirmou.

Bolsonaro voltou a defender o que chama de voto impresso auditável, repetindo críticas ao presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso, dizendo ainda que a apuração da votação tem que ser pública.

Argumentando em favor da liberdade de expressão, o presidente criticou investigações sobre atos antidemocráticos e “fake news”. “Não dá pra gente conviver num país democrático com pessoas sendo presas e processadas por fake news e atos antidemocráticos”, disse.

“Eu respeito integralmente a Constituição… tem gente sendo processada porque levantou faixinha com o artigo 142… eu respeito o artigo 1º da Constituição, o artigo 2º, o 10º, o 100º e o 142 também, isso é crime?”

O artigo 142 da Constituição diz que as Forças Armadas “são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos Poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”. De maneira recorrente, algumas pessoas defendem a interpretação, errada, de que, com base neste artigo, as Forças Armadas funcionariam como um Poder Moderador.

Questionado se a reunião que ocorreria na quarta-feira passada com os presidentes do STF, Luiz Fux, do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), seria retomada, Bolsonaro disse acreditar que sim, mas ressalvou que, como ele escolhe seus próprios ministros, é o único dos chefes dos Poderes que não têm problemas.

“Com toda certeza… não tem nada de anormal essas reuniões nossas, é acertar alguma coisa, trocar uma ideia”, disse.

A reunião de quarta, desmarcada devido ao problema de saúde de Bolsonaro, foi marcada depois que o presidente chegou a colocar em dúvida a realização das eleições marcadas para 2022.

Fonte: R7

‘Tiraram o Lula da cadeia para ser eleito na fraude’, diz Bolsonaro

Presidente fala em “fraude escancarada” no modelo eleitoral e disse que três ministros do STF são contra o “voto auditável”

O presidente Jair Bolsonaro saiu novamente em defesa do voto impresso na manhã desta quinta-feira (1º) e ressaltou que existe uma “fraude escancarada” no modelo eleitoral atual. “Tiraram o Lula da cadeia e tornaram elegível para ele ser presidente na fraude”, afirmou Bolsonaro em conversa com apoiadores.

Cabe ressaltar que, desde a adoção da urna eletrônica em todo o território nacional, em 2000, Bolsonaro foi eleito quatro vezes deputado federal (2002, 2006, 2010 e 2014) e alcançou a presidência no segundo turno das eleições de 2018, com 55,2 milhões de votos. Ele já afirmou ter provas de que o pleito foi fraudado, mas nunca as apresentou.

Na conversa, ele ainda disse existir uma movimentação de três ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) contra a adoção do voto impresso. “Se não tiver, eles vão ter que inventar uma outra maneira de termos eleições confiáveis, com a contagem pública dos votos”, disse Bolsonaro.

Para o presidente, os ministros contra a adoção do voto impresso estão preocupados com a judicialização do tema e o que ele defende é a “expressão da democracia” e a “transparência”. “Não adianta vir com argumentozinho de que é muito caro, porque dinheiro tem. Já está arranjado o dinheiro para comprar as impressoras, porque queremos eleições limpas no ano que vem”.

Ele afirma que a manifestação a favor do voto impresso é uma antecipação para evitar problemas no pleito do ano que vem. Como está aí a fraude está escancarada, não só para presidente, mas para deputados e senadores também”, apontou.

Fonte: R7

‘Não tem cabimento fazer uma fraude de 1000%’, diz Bolsonaro

Para presidente, polêmica em torno do contrato de compra da Covaxin não passou de erro, que foi corrigido nos dias seguintes

O presidente Jair Bolsonaro rebateu, na manhã desta segunda-feira (28), as acusações de corrupção por causa do contrato de compra da vacina indiana Covaxin, alvo do Ministério Público Federal e da CPI da Covid no Senado. Para o presidente, houve apenas um erro administrativo no contrato, corrigido nos dias seguintes à visita do deputado Luís Miranda (DEM-DF), que o alertou sobre supostas irregularidades no trâmite da empresa com o Ministério da Saúde.

“Aquela história de 1000% de superfaturado, quem entende um pouquinho não vai querer fazer uma fraude em 1000%, não tem cabimento, qualquer idiota iria perceber. Então, cada frasco – são 3 mil frascos – são 5 ml. E a dose para cada vacina é de 0,5 ml, então cada frasco são 10 vacinas. Então são 3 milhões. E foi corrigido nos dias seguintes ao que o cara [deputado Luís Miranda] esteve aqui, porque aqui vem tudo quanto é tipo de gente”, explicou Bolsonaro.

O presidente reafirmou que seus opositores inventaram a “corrupção virtual”. “Não recebemos uma dose, não pagamos um centavo. A emenda [que viabilizou a importação] da Covaxin veio deles, do Randolfe [vice-presidente da CPI] como relator, do irmão do Renan [deputado Renildo Calheiro, PCdoB-PE] se do próprio Omar Aziz [presidente da comissão].”

Para o presidente, seu governo é perseguido. “Eles querem o Brasil como era antigamente e viver na impunidade. Então estão fazendo coisa para eles bastante certa. Estão de parabéns com os objetivos deles”, disse.

Na sequência, voltou a defender a adoção do voto impresso nas eleições de 2022. “Não mudamos o Brasil se não tivermos um sistema eletrônico confiável. Tiraram o cara [ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva] da cadeia, tornaram elegível para ser presidente na fraude. E a fraude é esse sistema de votação que está aí. Podem ver as articulações para que não haja o voto impresso”, disse.

Ricardo Barros

O deputado federal e líder do governo Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), se defendeu, ontem, nas redes sociais após ser citado na CPI da Covid como o deputado que o próprio presidente Jair Bolsonaro apontou como responsável por suposto esquema na compra irregular da vacina indiana Covaxin.

“Não participei de nenhuma negociação em relação a compra das vacinas Covaxin. ‘Não sou esse parlamentar citado’ (sic). A investigação provará isso”, escreveu em suas redes sociais.

A citação a ele veio do depoimento desta sexta-feira (25) na CPI, do também deputado federal Luis Miranda (DEM-DF). Segundo o parlamentar, ele teria recebido as informações de seu irmão: o servidor do Ministério da Saúde Ricardo Miranda, com quem teria ido a reunião presencial com Bolsonaro para denunciar o caso.

No encontro, segundo o deputado Miranda, o presidente teria reagido a denúncia apontando o deputado Ricardo Barros como responsável pela compra irregular de 300 mil doses da Covaxin. Ainda de acordo com o deputado, o presidente então teria prometido pedir investigação à Polícia Federal do caso.

Fonte: R7

Bolsonaro diz que denúncias são mentiras e fake news

Presidente voltou a atacar a CPI da Covid e disse que seu governo é acusado de comprar vacina que nem chegou ao Brasil

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (24) que as acusações de irregularidades envolvendo seu governo são mentiras e fake news, durante evento de assinatura de ordem de serviço do Ramal do Apodi, no Rio Grande do Norte. O presidente não comentou diretamente sobre as denúncias da compra da vacina indiana Covaxin, mas disse que seu governo “é acusado de quase tudo e de até comprar vacina que ainda não chegou ao Brasil”.

O presidente voltou a atacar a CPI da Covid no Senado e o relator da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), dizendo que ele deveria seguir seu exemplo e ser honesto e que não teria coragem de caminhar em meio ao povo. 

Bolsonaro também aproveitou o discurso na cidade potiguar de Pau dos Ferros para novamente rechaçar as denúncias de irregularidades envolvendo a vacina indiana contra covid-19 Covaxin, que devem ocupar o foco da CPI da Covid daqui para frente.

Mais uma vez disse que nunca decretou lockdown em impôs toque de recolher durante a pandemia, porque respeita acimam de tudo a liberdade e a democracia. 

Bolsonaro afirmou que em quase dois anos e meio, o governo não tem nenhum caso de corrupção. “Não é virtude dois anos e meio sem corrupção. Isso é obrigação da nossa parte”, disse. Também voltou a criticar a imprensa. “Como sonho com a imprensa que fale a verdade, mas vamos chegar lá.”

Ao falar do auxílio emergencial, que será prorrogado por mais três meses, disse que o governo gastou no ano passado o equivalente a 10 anos de Bolsa Família e que a partir do ano que vem vai aumenter o valor do programa. “Empregos foram destruídos por aqueles sem critério que fecharam seus estados. Grande parte dos senhores perderam sua renda, porque trabalhavam na informalidade, mas foram socorridos. Pretendendo não só prorrogar o auxílio, bem como começar o nao que vem com novo Bolsa Família que possa atender a necessidade daqueles que dependem dele.”

Fonte: R7

Queiroga cita Oswaldo Cruz e diz que país vive ‘guerra de vacinas’

Ministro reafirmou que até o fim do ano 630 milhões de doses contra a covid chegarão. Imunizantes da Janssen não têm data

Em meio a uma corrida para cumprir a promessa de vacinar todos os brasileiros contra a covid-19, ao menos com uma dose, até o fim deste ano, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, citou o médico Oswaldo Cruz, que dá nome ao instituto que produz o imunizante da AstraZeneca, e afirmou que o Brasil enfrenta uma “guerra de vacinas”.

“A campanha está vacinando, está indo bem. Então, [quero] passar uma mensagem de tranquilidade a todos os brasileiros. Oswaldo Cruz, lá no passado, enfrentou uma revolta das vacinas e hoje nós enfrentamos uma guerra de vacinas”, disse o ministro durante entrevista após o lançamento do Programa Telessaúde do Brasil, em Cristalina, interior de Goiás.

Um dos grandes personagens que atuaram na saúde pública brasileira, Oswaldo Cruz foi um sanitarista que se notabilizou, no início do século passado, no combate a pandemias, como febre amarela, peste bubônica e varíola. Ele é considerado o fundador da medicina experimental no Brasil e propôs a criação de soros e vacinas.

Conforme o arquivo da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), em 1904, o médico propôs ao governo da época o envio ao Congresso de um projeto para reinstaurar a obrigatoriedade da vacinação contra a varíola. A lei foi aprovada e a população, que desconhecia os benefícios do imunizante e contaminada com os boatos e fake news da época, se revoltou.

Queiroga reafirmou que, até o fim do ano, 630 milhões de doses chegarão ao país e pediu às pessoas que não voltaram aos postos de saúde para tomar a segunda dose que contribuam com a campanha nacional. “Só com a segunda dose – com exceção da Janssen, que é uma dose única –, é que se faz a imunização completa”, explicou.

Assim como na quarta-feira (16), o ministro destacou não ser possível estimar prazo para a chegada das 3 milhões de doses da vacina da Janssen contra o novo coronavírus. “Não tem previsão de chegar. Quando chegar, nós vamos dizer. O principal interessado em dizer somos nós. Porque isso é fruto do nosso esforço, do nosso trabalho.”

O titular da pasta destacou ainda a antecipação de 7 milhões de vacinas da Pfizer, o que quase dobrou a previsão para julho. Com a nova remessa, o Brasil vai receber 15 milhões de doses no mês que vem. Segundo o ministro, a partir do segundo semestre, o país deve receber a maioria das 200 milhões de doses contratadas da farmacêutica.

“Agora em julho nós conseguimos antecipar 7 milhões de doses da Pfizer graças ao empenho pessoal do presidente da República. Então vamos trabalhar forte porque queremos que até o mês de setembro tenhamos a população acima de 18 anos vacinada com pelo menos a primeira dose de vacina”, afirmou.

O Vacinômetro do R7 indica que foram aplicadas no país, até o início da tarde desta quinta-feira (17), 59.541.051 doses contra o novo coronavírus, o equivalente a 28,12% da população. Com a segunda dose, 24.138.038 de injeções foram dadas (11,4%).

Conforme o balanço mais recente do governo federal, com os dados enviados pelos estados ao Ministério da Saúde e ao Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), o Brasil registrou, nesta quarta-feira (16), 2.997 mortes por covid-19 e 95.367 novos casos diagnosticados.

Terceira dose?

Conforme o titular da pasta, se houver necessidade de reforço na vacina com terceira dose no ano que vem, o governo federal está preparado para a logística. “Nós temos muitas evidências em relação às vacinas, temos outras evidências que são construídas. Uma delas é a necessidade de vacinar no ano que vem e este ponto tem sido discutido. E o governo já tem atuado com uma estratégia organizada”, afirmou.

“Primeiro, já temos a transferência de tecnologia da AstraZeneca que vai garantir a produção do IFA nacional. Segundo que já discutimos com outras farmacêuticas a possibilidade de doses adicionais, entre elas a Moderna. Quando houver algo concreto e definitivo, como vem tem sido feito desde o início da nossa gestão, nós vamos informar a vocês e vocês vão divulgar para a população brasileira”, completou.

Nova secretária

A respeito da nomeação da médica Rosana Leite de Melo para o cargo de secretária Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 da pasta, Queiroga afirmou que a cirurgiã se encaixa com a sua linha de pensamento e de trabalho. 

“A secretária é a professora Rosana Leite de Melo, da Universidade Federal de Mato Grosso, funcionária pública. Já presidiu o Conselho Regional de Medicina do Mato Grosso do Sul, já foi coordenadora da Comissão Nacional de Residência Médica. E é um perfil adequado para trabalhar comigo no enfrentamento à pandemia da covid-19. Vamos trabalhar forte para vencer a pandemia da covid”, falou.

Rosana vai ocupar o posto que seria da infectologista Luana Araújo, que chegou a ser anunciada para a função, mas após dez dias, acabou informada pelo ministro que não seria mais nomeada.

A polêmica em torno do assunto chegou à CPI da Covid no Senado. Em 2 de maio, ao ser ouvida pela comissão, Luana declarou ter entendido na ocasião que órgãos superiores haviam vetado sua presença na secretaria de acompanhamento da pandemia.

Luana é contrária ao tratamento precoce com uso de medicamentos como a cloroquina contra covid-19. Para ela, a discussão “é delirante, esdrúxula. anacrônica e contraproducente”.

Para o ministro, a chegada de Rosana não muda as estratégias no enfrentamento à pandemia, e sim reforça as ações, uma vez que a direção seguirá centralizada nele.

“O objetivo de criar as secretarias era centralizar em uma pasta todas essas ações para que tivéssemos ou tenhamos mais efetividade no enfrentamento à pandemia e dialogar com estados e municípios. E eu busquei o perfil da doutora Rosana, que tem um perfil um pouco parecido com o meu, para buscar harmonizar as relações e avançarmos no que interessa”, explicou.

CPI da Covid

O ministro finalizou a entrevista dizendo não estar preocupado com a decisão do relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), de mudar o status dele de testemunha para investigado na comissão. “Tenho que me preocupar com a vida dos brasileiros. Eu sou ministro da Saúde e a minha vida

Fonte: R7

Bolsonaro espera 300 mil motos em SP e ironiza ameaça de João Doria

Em conversa com apoiadores, presidente também defendeu o tratamento precoce e desafiou apoiador que elogiou vacinas

Em conversa com apoiadores e parte da imprensa no início da manhã desta sexta-feira (11), o presidente Jair Bolsonaro ironizou a ameaça de multa feita pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), caso ele participe do encontro de motociclistas marcado para sábado (12), na capital paulista.

Bolsonaro fez questão de dizer que ele não estava organizando o passeio e seria apenas um convidado. “Deve ter umas 300 mil motos para mais. Com isso, se colocar numa pista tripla dá uns dez quilômetros”, estimou.

Quando um de seus eleitores comentou que Doria ameaça multá-lo caso fique sem máscara nas ruas paulistas, ironizou: “Quem é o governador de São Paulo? Não sei. Quem é? Desconheço. É dono de São Paulo agora? Virou dono, doninho lá? Virou doninho de São Paulo? ‘Aaai, que eu multo’, é assim o negócio?”

Bolsonaro lembrou que pediu ontem ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, um estudo para saber se quem já foi infectado e tomou vacina precisa mesmo usar máscara.

“Quem vai deciir é ele (Queiroga)”, afirmou, para logo em seguida emendar: “Mas quem vai decidir na vedade é governador e prefeito, segundo determinou o Supremo.”

O presidente voltou a defender o tratamento precoce e minimizou a importância das vacinas, chegando a se incomodar com um apoiador que elogiou os imunizantes.

Bolsonaro argumentava que havia indícios de que o tratamento precoce reduziu o número de mortes por covid no Brasil, mesmo sem a comprovação científica da eficácia dos remédios.

Foi quando perguntou aos apoiadores se sabiam dizer se algum medicamento tinha comprovação científica contra a covid.

Um deles, solícito, respondeu: – “Só a vacina, né?”.

Bolsonaro devolveu: – “Você é jornalista, hein. Tá comprovado cientificamente? Vou perguntar para você.”

– Mas de muito tempo, né, presidente? – tentou, sem graça, o rapaz. 

– Que vacina? Tá comprovada cientificamente? – insistiu Bolsonaro.

– Os números de mortos baixaram. Os números de internações baixaram em países que estão mais … Não? 

– Eu não vou discutir contigo isso aí, tá certo? Está comprovado cientificamente ou as vacinas são experimentais ainda? A resposta é simples: está em jogo é vida aqui

Bolsonaro perguntou então se a hidroxicloroquina e a ivermectina tinham matado alguém até hoje e afirmou que qualquer outro remédio tem mais efeito colaterais que esses prescritos para o tratamento precoce de covid-19.

Fonte: R7

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