Covid-19: novos casos caem na Europa pela primeira vez em dois meses

Segundo a OMS, taxa de infecção no entanto continua elevada

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou hoje (29) que o número de novos casos de contágio pelo SARS-CoV-2 caiu pela primeira vez em dois meses na Europa, mas que a taxa de infecção continua elevada.

“Pela primeira vez em dois meses, os novos casos caíram de forma significativa na semana passada. No entanto, as taxas de contágio por toda a Europa continuam muito altas”, afirmou o diretor europeu da OMS, Hans Kluge, em entrevista coletiva virtual.

Quase metade de todos os casos de infecção registados na região europeia desde o início da pandemia foram diagnosticados nos quatro primeiros meses de 2021 e embora o número de pessoas hospitalizadas e mortes por covid-19 continue a baixar, o vírus ainda pode provocar “efeitos devastadores”.

Segundo a OMS, na Europa, 5,5% da população já foram infectados pelo vírus e 7% estão completamente vacinados. “Quando a taxa de vacinação de grupos de risco é mais elevada, reduzem-se os internamentos e as mortes”, disse Kluge.

Em relação à mais recente variante do SARS-CoV-2, descoberta na Índia, a OMS considera que não é preocupante, apesar de ser responsável pelo surto que atualmente se verifica naquele país do sul da Ásia.

Hans Kluge reiterou que a OMS está investigando a mutação e frisou que essas podem ocorrer em qualquer lugar, uma “tempestade perfeita” que decorre do relaxamento de medidas de proteção e de baixas taxas de vacinação.

Fonte: Agência Brasil

Interesse por cidadania europeia aumenta até 200% na pandemia

Apesar de atrasos nos processos por conta de medidas de restrição, solicitantes seguiram com sonho de deixar o Brasil

Se mudar para outro país é o sonho de muitos brasileiros e esse plano pode ser um conto de fadas se a mudança incluir uma dupla cidadão. No Brasil, há muitas pessoas com descendência europeia, são famílias que começaram por aqui com a chegada de portugueses, espanhóis, italianos, holandeses, alemães entre outros.

A busca por uma melhor qualidade de vida, estabilidade financeira e melhores oportunidades em outros países já vinha aumentando nos últimos anos, mas a pandemia intensificou esse ritmo. Segundo a secretária-geral da Comissão de Relações Internacionais da OAB-SP, Gabriela Tiussi, a procura por dupla cidadania entre março de 2020 a março de 2021 chegou a aumentar 200% em alguns escritórios e consultorias de São Paulo.

“Com empregos garantidos e cursos de pós-graduação e especialização no exterior, um passaporte europeu pode garantir descontos e bolsas”, diz Elizabete Rofeld, dona da consultoria DocMundo, que teve um aumento de 40% na busca pelo processo de dupla cidadania.

Esse aumento não foi visto por João Asturiano, dono da empresa Europe for You, que relatou uma queda no número de processos. “A maioria das pessoas que tinha planos de ir para a Europa para conseguir a cidadania teve que voltar atrás”, diz.

Segundo Asturiano, muita gente acaba deixando o emprego e vendendo o que possui no Brasil antes de embarcar para o Velho Continente, mas a pandemia colocou esses planos em uma pausa indefinida. “No segundo semestre de 2020 ficou mais incerto, os clientes ficaram com o pé atrás”.

Com o aumento no número de casos de covid-19 e o surgimento de uma variante brasileira do novo coronavírus, praticamente toda a Europa fechou as fronteiras para turistas com o passaporte do Brasil. 

Meios de conseguir a cidadania

Os passaportes de Portugal, Espanha e Itália são os mais desejados por aqui e o processo varia de país para país. Enquanto para se tornar um cidadão lusitano e espanhol é só dar início ao processo em um consulado, conseguir a cidadania italiana é mais demorado e pode chegar a 10 anos, explica Gabriela Tiussi.

Para acelerar o trâmite, os descendentes de italianos têm duas opções: ou morar na Itália por um período e seguir com o processo in loco de forma mais rápida, ou por meio de ação judicial, em que a pessoa contrata advogados na Itália e pede que o prazo do processo, de até 6 meses, seja respeitado.

Segundo João Asturiano, os clientes que optaram pela opção de moradia antes da pandemia estão incertos sobre quando poderão seguir com o processo, mas a procura pela ação judicial aumentou, já que não é necessário que o solicitante esteja na Europa para contratar um advogado.

Os documentos necessários

Para dar início ao processo de cidadania, o solicitante precisa ter em mãos documentos que comprovem seu vínculo ao país desejado. No caso, certidões de nascimento dos parentes europeus que vieram ao Brasil ou outras certificações.

As assessorias podem ajudar na hora de buscar os documentos nos cartórios das cidades onde os parentes nasceram. Até o final do século 19, as igrejas eram responsáveis pela emissão de certidões de nascimento na Itália, e os consultores precisam entrar em contato com essas paróquias, explica João.

Também há casos em que os documentos foram destruídos em algum momento, como em guerras e outros conflitos, diz Elizabete, o que torna a busca por esses vínculos ainda mais complicada.

Com a pandemia, essa busca foi comprometido. Na Europa, diversos países decretaram lockdowns e fecharam os serviços considerados não essenciais, incluindo cartórios, e os consulados focaram na repatriação dos cidadãos e não mais em processos de dupla cidadania.

Além disso, diversos processos ainda não foram digitalizados e muitos dos funcionários responsáveis pela parte de arquivos e buscas de documentos são idosos, diz Asturiano. Apesar das demoras e atrasos nos prazos e na dificuldade de se conseguir documentos, os trâmites não foram cancelados.

No Brasil, os cartórios também ficaram fechados com a pandemia e as medidas de restrição e os prazos para encontrar a documentação necessária aumentaram. Segundo Elizabete Rofeld, os processos de dupla cidadania polonesa, por exemplo, demoravam em média 6 meses e passaram a demorar 8 meses, enquanto a espera pela cidadania portuguesa agora pode passar de 1 ano.

Fonte; R7

Mortes por covid entre maiores de 80 anos na Europa têm menor nível

Diretor regional da OMS disse que vacinação é responsável pela queda na taxa, que alcançou 30% neste mês

A proporção de mortes por covid-19 na Europa entre os idosos maiores de 80 anos caiu para seu nível mais baixo desde o início da pandemia, até representar 30%, graças à vacinação, disse nesta quinta-feira (15) o diretor regional da OMS, Hans Kluge.

“Nos últimos dois meses, a tendência nas pessoas maiores de 80 anos se distanciou da tendência observada em todas as outras faixas etárias, o que pode ser consequência da grande proporção da vacinação neste grupo de alto risco”, afirmou Hans Kluge em coletiva de imprensa online em Atenas. 

A seção da Europa da Organização Mundial da Saúde, que no início de abril registrou o número de casos “mais preocupante em meses”, com um aumento rápido e contínuo, agora vê “sinais de alerta que indicam que a transmissão poderia diminuir em vários países”, acrescentou.

A OMS continua pedindo a vigilância em um momento em que, segundo seus dados, há uma média de 160 novos casos por minuto em toda a região.

Na União Europeia, a campanha de vacinação permitiu até esta quinta-feira que 16,9% da população recebesse uma primeira dose, segundo dados oficiais coletados pela AFP.

Fonte: R7

A decadência cultural da Europa. E o Brasil?

Quero apenas lembrar que esse continente, muitas de suas catedrais, de seu patrimônio material e sua economia foram destruídos

Durante anos, interrompidos agora pela covid-19 e suas cautelas, tive a graça de, com minha mulher, viajar de carro em roteiros europeus conhecendo centros históricos, cidades medievais e catedrais góticas. Foram verdadeiros encontros de comunhão com nossa cultura e com as raízes ocidentais do cristianismo, deixadas para nosso proveito num tempo em que os povos faziam arte para Deus.

Em 2010, numa viagem pelos Alpes, comentei com minha mulher:

“Depois de tanto ver belezas que os homens ofereceram ao Senhor, aqui estamos embevecidos com a insuperável beleza que Ele ofereceu aos homens”.

Nos Alpes se sente a mão de Deus fazendo paisagismo.

Nessas ocasiões, atravessamos cidades e vilas, fugindo das autoestradas para melhor conhecermos o interior dos países e de suas regiões.

A sequência era sempre esta: rodava-se no meio rural, chegava-se à periferia de transição, com casas simples, mas todas abastecidas de lenha para o inverno (quase sempre guardada sob um telheiro na frente de casa); entrava-se no meio urbano e saia-se numa repetição da cena anterior, voltando ao ambiente rural. Nunca vimos malocas. Nunca vimos miséria. Recentemente, porém, a Europa começou a mudar.

Não vou entrar na polêmica questão das causas da mudança. Quero apenas lembrar que esse continente, muitas de suas catedrais, de seu patrimônio material e sua economia foram destruídos por duas guerras no século passado. A fome era endêmica e se prolongou pelos anos 50. Anos de reconstrução! Quem conviveu com europeus oriundos desse período percebe o valor que dão a qualquer alimento. E ao trabalho.

O que me deixa perplexo é ver o pacífico Brasil, encalhado na superfície de problemas que precisaria resolver para desfrutar do privilégio de viver uma vida boa em ambiente nacional tão bem dotado para isso. A reconstrução da Europa ocorreu graças à qualidade de seus recursos humanos, à sua cultura, ao valor que seus povos atribuem à Educação e às suas boas instituições políticas. A maior fonte de riqueza de um país é a atividade criativa e produtiva de seu povo.

No Brasil desconsideramos nossas questões institucionais, exceto para falar mal delas, como se lhes coubesse dar jeito em si mesmas. Não atribuímos importância à nossa educação. Toleramos sua instrumentalização. Admitimos que o sistema se desinteresse pelo futuro de quem encerre ali seu ciclo de estudos. Fingimos não ver o quanto o sistema induz a estudar o mínimo (o que mais adiante equivale a tentar vencer na vida sem se esforçar). Estudar cansa. Ler é chato. Chegamos à cultura do lixo musical, do feio, do hediondo, do satânico, do “som”. E à morte da beleza, da harmonia e da poesia por indigência e abandono.

Certa feita, falando sobre isso num programa de TV, chamei de lixo o conteúdo musical geralmente disponibilizado nos meios de comunicação e colhi resposta indignada de um telespectador que me “insultou” chamando-me “crítico de arte”. Quem era eu para dizer se algo era arte ou não? Respondi felicitando-o pelo esplêndido dom com que fora agraciado. Para ele, tudo que chegava aos seus ouvidos era música e poesia. Fosse batida de porta, panelaço, motocicleta com descarga aberta, ou caminhão subindo a lomba.

Há problemas de concepção num sistema que prioriza os investimentos federais num ensino superior em que a mais bem conceituada universidade brasileira é a 115ª do mundo, a segunda melhor já pula para o 233º lugar e a terceira vai ao 380º lugar. Só para manter a roda girando estamos graduando milhares de jovens em cursos universitários de pouca ou nenhuma utilidade para eles mesmos. Esses problemas se revelam maiores quando se vê a posição do estudante brasileiro nos ensinos fundamental e médio. Entre 79 países, o Brasil alcançou, em 2018, o 57º lugar em leitura, 64º em Ciências e 70º em matemática.

E viva Paulo Freire!

Foto de Percival Puggina

Por Percival Puggina | Puggina é Membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

Com diárias de R$ 40 mil, ministros do TCU vão à Europa e Ásia para conhecer 5G

Durante 10 dias, os ministros Bruno Dantas, Walton Alencar Rodrigues e Vital do Rêgo devem viajar para conhecer a tecnologia

Três ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) integrarão uma comitiva do Ministério das Comunicações que irá avaliar sistemas de telefonia 5G em quatro países, a partir da semana que vem. Durante 10 dias, os ministros Bruno Dantas, Walton Alencar Rodrigues e Vital do Rêgo devem viajar junto com membros do poder Executivo federal para conhecer a tecnologia, em um ano onde o próprio tribunal deverá avaliar o leilão feito pelo governo.

A comitiva deve visitar, a partir da próxima terça-feira (2/2), as cidades de Helsinque, na Finlândia; Estocolmo, na Suécia; Seul, na Coreia do Sul; e, por fim, Tóquio, a capital do Japão. O retorno está previsto para o dia 12. Cada um dos ministros do TCU receberá um total de 7.403 dólares (ou R$ 40.472, pela cotação de hoje) para cumprir as 10,5 diárias. Os valores cobrem desde diárias, taxas de embarque, e incluem 390 dólares (R$ 2.132) em auxílio-alimentação.

A autorização para o pagamento das viagens pelo TCU foi publicada em um extrato no Boletim do TCU – diário interno do tribunal de contas – na última sexta-feira (22).

Os três ministros do tribunal de contas – que desde o mês passado integram um grupo de trabalho sobre o tema na Casa–  devem acompanhar Fábio Faria sem a presença de nenhum técnico do TCU – já que, desde o início do ano, nenhuma autorização e despesa para tais países foi feita pelo tribunal.

A viagem passará por locais que já possuem infraestrutura instalada – como Tóquio, que se prepara para receber os Jogos Olímpicos – e países considerados estratégicos na disputa geopolítica do 5G entre Estados Unidos e China.

A primeira parada é sede da Nokia, enquanto a segunda é casa da Ericsson – empresas que contam com o apoio dos EUA para a construção de torres com a tecnologia de altíssima velocidade de transmissão. No roteiro apresentado pelo TCU não há previsão de passagem pela China, sede da Huawei, que demonstra ter interesse no mercado brasileiro mas tem a antipatia do governo Bolsonaro.

O tema do 5G já foi abordado recentemente pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria, e por Bruno Dantas. Ambos estiveram evento realizado em Natal no dia 15 deste mês, e falaram sobre o 5G. “Precisaremos de dez vezes mais torres que o 4G. A torre de 5G é pequeninha, e a cada dois postes teremos uma torre”, afirmou Fábio Faria, que prometeu o leilão ainda no primeiro semestre deste ano. “Nós teremos um outro Brasil – e para isso precisamos de segurança jurídica.”

Falando em seguida, Bruno Dantas confirmou a viagem, e disse esperar que a viagem ajude a acelerar a inclusão do leilão na pauta do TCU. “Em vez de usar 150 dias, como estabelece a resolução do TCU, que possamos fazer isso em 60 dias“, disse, “e aí sim o governo consiga fazer esse leilão com o máximo de rapidez possível.”

Congresso em Foco buscou os ministros, o Tribunal de Contas da União e o Ministério das Comunicações para obter maiores detalhes sobre a viagem, assim como saber se ela será feita integralmente em avião oficial da Força Aérea Brasileira (FAB).

O TCU se limitou a dizer que os ministros foram convidados pelo Ministério das Comunicações para as viagens “relacionada a assunto que será objeto de análise pelo TCU”. A viagem, que será oficial, contará com o pagamento de diária e a substituição eventual dos ministros por suplentes durante as sessões que venham a ocorrer nestes dias.

O Ministério das Comunicações não respondeu aos questionamentos.

BTCU-221

Por Guilherme Mendes

França e Espanha acham nova cepa na véspera de vacinação na Europa

Itália já tinha descoberto mutação do coronavírus na quarta (23); ao menos 5 países receberam lotes da Pfizer neste sábado (26)

Os países da União Europeia receberam neste sábado (26) os lotes das vacinas contra a covid-19 que serão aplicados em grupos de risco da população a partir deste domingo (27). Os países do bloco se unem a um grupo de pelo menos 16 nações que já tinham iniciado a vacinação.

Itália, Romênia, Hungria, Espanha e França armaram grandes operações para a chegada das encomendas das vacinas da Pfizer, fabricadas pela BioNTech neste sábado, mesmo dia em que Espanha e França anunciam ter detectado em seus territórios infecções com a nova cepa do coronavírus, encontrada pela primeira vez no Reino Unido.

A Itália foi a primeira a encontrar o vírus de origem britânica, na quarta-feira (23). A vítima foi um morador de Loreto, Ancona, e, de acordo com as autoridades do país, ele não teve contato com ninguém do Reino Unido. A Espanha detectou a nova cepa em quatro pessoas, enquanto a França a achou em uma francesa diagnosticada em Tours, mas que mora na Inglaterra.

Apesar dos registros, o clima é de otimismo na União Europeia. Contribui para isso o otimismo da BioNTech, responsável pela fabricação das vacinas que começam a ser aplicadas amanhã. Segundo a empresa, é “bem provável” que o imunizante tenha efeito também sobre a mutação do coroanvírus.

Distribuição de vacinas

A Itália recebeu neste sábado 9.750 doses da vacina da Pfizer/Biontech. O carregamento, vindo da Bélgica, foi escoltado por policiais até o Hospital Spallanzani em Roma, de onde será distribuído para o restante do país.

Também foram fabricadas na indústria da BioNTech na Bélgica as 19,5 mil de doses que chegaram à França.

Grécia e Hungria, que ficaram com a mesma quantidade de imunizantes da Itália (9,75 mil), receberam os lotes no início desta manha. Os húngaros, aliás, se anteciparam e começaram as aplicações a profissionais de saúde neste sábado (26).

Romênia recebeu 12,5 mil doses. Espanha montou uma forte operação de segurança para manter as vacinas protegidas no centro de Madri, de onde partem para outras localidades do país.

Fonte: R7

Covid-19: Paris e outras 8 cidades francesas terão toque de recolher

França vive aumento de casos de infecção pelo novo coronavírus, e situação do sistema de saúde já se tornou preocupante para o governo

Em meio ao agravamento da situação hospitalar em diversas regiões, o presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta quarta-feira (14) um toque de recolher em Paris e outras oito áreas metropolitanas em estado de alerta máximo devido à pandemia de covid-19.

O toque de recolher valerá de 21h às 6h e começará a vigorar a partir do próximo sábado, com uma duração inicial de quatro semanas e podendo ser prorrogado para seis, detalhou o mandatário em entrevista televisionada.

“Precisamos adotar medidas mais rígidas. Estamos em uma situação preocupante”, declarou o governante.

O objetivo da medida é frear o aumento dos contágios, de modo que o atual ritmo, de aproximadamente 20 mil por dia, caia para entre 4 mil e 5 mil.

Macron comentou que um novo confinamento geral da população “seria desproporcional”, motivo pelo qual considera o toque de recolher “uma medida pertinente”.

“Não será permitido ir ao restaurante depois das 21h, nem a festas na casa dos amigos”, explicou o presidente, que anunciou que haverá controles policiais e multas para os infratores, além de uma sistema de autorizações para quem precisar sair para o trabalho ou outros motivos incontornáveis.

A situação nas principais zonas metropolitanas da França tem se agravado mesmo com as medidas de restrições adotadas nas últimas semanas, como a obrigatoriedade do uso de máscaras, o fechamento dos bares e um protocolo mais rígido para os restaurantes.

O cenário mais sério é em Paris, onde a taxa de positividade é de 320,9 para cada 100 mil habitantes e os pacientes com covid-19 já ocupam 45% dos leitos de unidades de terapia intensiva, segundo dados repassados pelas autoridades de saúde à Agência Efe nesta quarta-feira.

A pandemia de covid-19 já causou 33 mil mortes na França, de acordo com os últimos dados oficiais divulgados.

Fonte: R7

Com avanço da covid-19 na Europa, dólar dispara e bolsa de valores também

Bolsa sobe e supera os 99 mil pontos em dia de ganhos

Pelo segundo dia consecutivo, tanto o dólar como a bolsa de valores subiram. A retomada dos casos do novo coronavírus em vários países desenvolvidos aumentou as incertezas no mercado global, fazendo a moeda norte-americana voltar a ultrapassar a marca de R$ 5,60. No entanto, a bolsa fechou em alta, amparada por ganhos de ações de empresas domésticas.

O dólar comercial encerrou ontem, na quarta-feira (14) vendido a R$ 5,603, com alta de R$ 0,019 (+0,34%). A cotação começou o dia em queda, chegando a R$ 5,53 na mínima do dia, por volta das 10h. No entanto, o movimento reverteu-se ainda durante a manhã. A divisa subiu até fechar próxima da máxima do dia.

Surgimento de uma segunda onda de casos de covid-19 na Europa provocou tensões nos mercados. Hoje, Portugal decretou estado de calamidade, e a França anunciou toque de recolher entre as 21h e as 6h para conter o avanço da doença.

Nos Estados Unidos, os investidores perderam as esperanças de que um novo pacote de estímulo fiscal para a maior economia do planeta seja aprovado antes das eleições presidenciais de novembro. Em conferência, o secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, disse que o Congresso provavelmente não alcançaria um acordo antes do pleito.

No mercado de ações, o índice Ibovespa, da B3, voltou a subir, fechando o dia aos 99.334 pontos, com alta de 0,84%. O indicador está no maior nível desde 17 de setembro, quando tinha fechado pouco acima dos 100 mil pontos.

O fechamento de um acordo entre a J&F e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos fez as ações da produtora de carnes JBS (controlada pela J&F) subir 9,2% nesta quarta, sustentando a alta do Ibovespa. A J&F declarou-se culpada de violar legislação norte-americana contra corrupção e pagará multa de cerca de US$ 128 milhões. O acordo retira um entrave para que a JBS lance ações no exterior, o que aumentou a demanda por ações da companhia no Brasil.

*Com informações da Reuters

Fonte: Nádia Franco A/B

Europa tem mais restrições e medo de novos confinamentos

Países como França, Espanha, Reino Unido e Alemanha começam a endurecer regras para evitar disseminação ainda maior do coronavírus

As restrições e o medo de novos confinamentos aumentam na Europa em face da segunda onda de coronavírus.

A Espanha, país com mais casos na União Europeia, tem o epicentro da pandemia em Madri, onde até esta segunda-feira (21) havia 850 mil pessoas com liberdade de movimento limitada. Enquanto isso, o Reino Unido avisa que está em um “ponto crítico”.

O ministro da Saúde alemão, Jens Spahn, alertou nesta segunda-feira para o perigo de que o aumento dos casos novos casos de covid-19 na Europa acabe afetando a Alemanha e coloque a Espanha como exemplo de um lugar onde a pandemia “não está sob controle”.

Em entrevista à rádio pública nacional Deutschlandfunk, Spahn disse que o que o preocupava era “a dinâmica” da Alemanha.

Mas especialmente “em nossos vizinhos imediatos, como França, Áustria, Holanda, todos esses países têm uma incidência muito maior que a nossa e uma dinâmica, por exemplo, na Espanha, que parece não estar sob controle”, acrescentou.

Os casos de coronavírus em todo o mundo já ultrapassaram, de acordo com a contagem da Universidade Johns Hopkins, 31 milhões de pessoas e o número de mortos se aproxima de 961 mil.

Mobilidade limitada para 850 mil habitantes do sul de Madri

Áreas de Madri estão isoladas a partir de hoje
Áreas de Madri estão isoladas a partir de hoje

O sul de Madri amanhece esta segunda-feira com fortes medidas de limitação da mobilidade, que atinge 850 mil habitantes espalhados por seis distritos, especialmente no sul, e outros sete municípios da região.

Este semiconfinamento, nas zonas mais pobres e povoadas de Madri, significa que só será possível sair dessas áreas para atividades essenciais, como ir ao trabalho, frequentar a universidade ou cuidar de um idoso.

Além disso, outras medidas entram em vigor hoje, como a limitação das reuniões a seis pessoas, a redução da capacidade dos lugares para 50%, enquanto os velórios são limitados a 15 pessoas ao ar livre e dez em locais fechados, a lotação dos locais de culto. foi reduzida a 33% da capacidade máxima e parques e jardins foram fechados.

Reino Unido: se não houver medidas serão 50 mil atendimentos diários até meados de outubro

A pandemia da covid-19 está aumentando em todo o Reino Unido. As infecções diárias podem chegar a 50 mil e as mortes a mais de 200 por dia em meados de outubro se não forem tomadas medidas para conter o coronavírus, disse o diretor científico do governo, Patrick Vallance, na segunda-feira.

Os casos da doença dobram a cada sete dias, mas sem restrições a velocidade de expansão da pandemia vai disparar, explicou Vallance em apresentação junto com o diretor médico do governo, Chris Whitty.

Esses dois especialistas, principais assessores científicos do Executivo, se reuniram no fim de semana com o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e com o ministro da Saúde, Matt Hancock, para avaliar o preocupante progresso da covid-19 no país, onde mais mais de 40 mil pessoas morreram desde o início da pandemia.

Na Alemanha, Munique também visa restrições

O chefe do Governo da Baviera, Markus Söder, anunciou a intenção de reduzir o número de eventos privados, aumentar o uso da máscara e restringir o consumo de álcool em locais públicos para conter o crescente número de casos em Munique.

Söder destacou a necessidade de reagir aos índices de contágio que são “muito altos” na capital bávara. No domingo, Munique havia atingido 55,6 novas infecções por 100 mil habitantes nos últimos sete dias.

O principal problema, disse Söder, são os “inúmeros eventos privados”, bem como as reuniões em locais públicos como as praças. Ele descreveu como “prioridade” manter as escolas e creches abertas e também evitar uma nova desaceleração econômica.

A Alemanha informou nesta segunda-feira que nas últimas 24 horas registrou 922 novos casos. O Instituto Robert Koch, um importante centro epidemiológico na Alemanha, alertou sobre um “novo aumento nas infecções”.

No total, a Alemanha soma 272.337 casos de coronavírus — em uma população total de 83,2 milhões de pessoas —, dos quais cerca de 242,2 mil já se recuperaram da doença. O número de mortos sobe para 9.386.

Bélgica nota aumento de casos, mas pede para não entrar em pânico

A Bélgica atingiu 102.295 casos acumulados de covid-19 desde o início da pandemia e apresenta uma taxa de 117,7 casos por 100 mil habitantes, em média, no período entre 4 e 17 de setembro, um aumento de 111% em relação a os dados da semana anterior

“Notamos que os aumentos continuam em todo o país”, disse um dos porta-vozes da equipe inter-federal belga contra o coronavírus, Boudewijn Catry, que destacou que por enquanto “o aumento de novas hospitalizações não parece se traduzir em aumento de mortes”.

Apesar de os dados na Bélgica aumentarem “como em muitos países europeus”, o comité belga dedicado à covid-19 considera que não se deve entrar em “pânico”, pois a situação pode ser reorientada segundo as “regras de ouro” sobre higiene, máscara, distanciamento físico e atividades ao ar livre ou com boa ventilação, evitar aglomerações e contato próximo com idosos.

Na França, Lyon se junta a outras cidades em medidas contra a covid-19

Na França, Lyon, a terceira cidade do país em população, anunciará em breve medidas para conter a pandemia do coronavírus.

Assim, junta-se a outras grandes cidades do país, como Nice, Bordeaux e Marselha. Em todos eles, a taxa de infecção é três ou quatro vezes superior ao nível de alerta de 50 casos por 100 mil habitantes.

As medidas deverão ser comparáveis ​​às aplicadas em Bordeaux e Marselha no fim de semana passado: proibição de reuniões de mais de dez pessoas em espaços públicos, redução para 1.000 pessoas no limite de afluência de eventos públicos, cancelamento de grandes eventos, suspensão de casamentos e limitação de visitas a asilos.

Com a taxa de incidência nacional de 83 casos por 100 mil habitantes, o governo alerta que a circulação do vírus na França é “muito ativa” e embora se expanda a uma velocidade três vezes menor do que na primavera passada, em o pico da epidemia, quer evitar a saturação do sistema de saúde.

Na Holanda, novas restrições para seis regiões do país

Na Holanda, novas restrições regionais entraram em vigor neste domingo, que foram aprovadas pelo governo na última sexta-feira.

Está previsto o fechamento de bares e restaurantes nas províncias ocidentais do país e a capacidade é limitada a 50 pessoas.

As medidas afetam apenas seis regiões ocidentais — com cidades como Amsterdã, Rotterdã, Utrecht, Haarlem e Haia — onde a estratégia que foi aplicada até agora se limitava, como no resto do país, ao distanciamento social, sem máscaras obrigatórias, exceto em transportes públicos e com escolas abertas em situação normal durante um mês.

O primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, explicou em entrevista coletiva que essas medidas adicionais são “necessárias” para “recuperar o senso de emergência” porque “o vírus está voltando, os dados são preocupantes” e os holandeses são “menos rígidos” com as medidas que se aplicam agora.

Fonte: R7

OMS afirma que Covid-19 acelera na Europa e transmissão em setembro está mais rápida que no início da pandemia

Continente teve recorde de casos diários em 11 de setembro. Pessoas com até 49 anos são os principais responsáveis pela aceleração da pandemia na região.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) expressou preocupação nesta quinta-feira (17) com a aceleração da pandemia na Europa em setembro. No dia 11, segundo a entidade, o continente alcançou um recorde diário de casos, com 54 mil registros em 24 horas.

Segundo o diretor da OMS Europa, Hans Kluge, a transmissão do coronavírus em setembro está mais rápida que no início da pandemia.

“Os números de setembro deveriam servir de alerta para todos nós na Europa, onde o número de casos é superior aos registrados em março e abril”, informou Kluge.

O diretor regional afirmou que os principais responsáveis pela aceleração da pandemia no continente seguem sendo as pessoas mais jovens, com até 49 anos.

“Embora tenhamos observado um aumento de casos nas faixas etárias mais velhas, 50 a 64 e 65 a 79 anos, na primeira semana de setembro, a maior proporção ainda está entre os de 25 a 49 anos”, disse.

A entidade destacou o caso da França, que registrou 10 mil novos casos nas últimas 24 horas.

Casos diários de Covid-19 batem novo recorde na França
Casos diários de Covid-19 batem novo recorde na França

Quarentena não deve ser reduzida

A OMS também manifestou preocupação com a redução do tempo da quarentena das pessoas infectadas em alguns países europeus, como a França. A entidade ressaltou que permanece a recomendação de um isolamento de 14 dias para todas as pessoas que tiveram contato com vírus.

“Nossa recomendação de quarentena de 14 dias está baseada em nossa compreensão do período de incubação e transmissão da doença. Apenas a revisaríamos com base em nosso conhecimento científico, o que não é o caso no momento”, destacou Catherine Smallwood, diretora de Emergências da OMS Europa.

Na França, a duração do isolamento foi reduzida para sete dias em caso de contato. No Reino Unido e Irlanda, o prazo agora passa a ser de 10 dias. Outros países europeus, como Portugal e Croácia, também planejam encurtar as quarentenas.

Fonte: G1