Governo Federal suspende por 120 dias o uso do fogo em todo território nacional

A medida ocorre em meio ao início do período de seca e de aumento das queimadas em regiões como a Amazônia e o Pantanal.

O governo federal proibiu por 120 dias o uso de fogo no território nacional conforme o previsto no decreto 2.661, de 1998, que trata de práticas agropastoris e florestais.

O novo decreto é assinado pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo novo ministro do Meio Ambiente, Joaquim Álvaro Pereira Leite. O texto foi publicado no “Diário Oficial da União” (DOU) desta terça-feira (29) e tem validade imediata.

A medida ocorre em meio ao início do período de seca e de aumento das queimadas em regiões como a Amazônia e o Pantanal.

O decreto permite uso do fogo nas seguintes hipóteses:

  • práticas de prevenção e combate a incêndios realizadas ou supervisionadas pelas instituições públicas responsáveis pela prevenção e pelo combate aos incêndios florestais no País;
  • práticas agrícolas de subsistência executadas pelas populações tradicionais e indígenas;
  • atividades de pesquisa científica realizadas por Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação – ICT, desde que autorizadas pelo órgão ambiental competente;
  • controle fitossanitário, desde que autorizado pelo órgão ambiental competente;
  • queimas controladas imprescindíveis à realização de práticas agrícolas e autorizadas por autoridade ambiental estadual ou distrital, em áreas não localizadas nos biomas Amazônia e Pantanal.

Fonte: G1

Ibama determina volta de brigadas no combate ao incêndio no País

Em ofício de quarta-feira (21), o Ibama determinou recolhimento de brigadas de incêndios florestais por falta de recursos.

O Ibama determinou, em ofício nesta sexta-feira (23), que as brigadas de incêndios florestais “retornem para as suas respectivas atividades e operações a partir da presente data”. O ofício é assinado pelo chefe do Centro Especializado Prevfogo/Dipro, Ricardo Vianna Barreto. A determinação foi expedida após liberação de recursos para o órgão.

O Ministério da Economia liberou R$ 16 milhões mensais (até dezembro) para que Ministério do Meio Ambiente regularize os pagamentos em atraso – R$ 8 milhões para o Ibama e R$ 8 milhões para o ICMBio. O Ibama recebeu a autorização sobre o dinheiro às 19h de quinta-feira.

Veja a nota do Ibama:

Trecho de circular que determina a retomada de atividades do Ibama — Foto: Reprodução
Trecho de circular que determina a retomada de atividades do Ibama

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informa que, em virtude do remanejamento de 16 milhões de reais em recursos do próprio Ministério do Meio Ambiente, devidamente autorizado pela Economia e da perspectiva de liberação de mais 60 milhões de reais em recursos por parte do Ministério da Economia, determinou o retorno imediato dos brigadistas que atuam no Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo).

Em uma rede social, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, agradeceu a liberação da verba para o Ibama e citou o ministro da Economia, Paulo Guedes. “Quero agradecer ao nosso ministro Paulo Guedes que acaba de me informar que deve liberar, ainda hoje, os 60 milhões necessários à continuidade das ações do Ibama no combate às queimadas e ao desmatamento ilegal”.

Na quarta-feira (21), o Ibama determinou o recolhimento de brigadas de incêndios florestais a partir da meia-noite de quinta-feira (22). Em um segundo documento, divulgado na quinta, o órgão falou em “indisponibilidade financeira” para fechar o mês de outubro.

O presidente do Ibama, Eduardo Bim, disse que o órgão enfrenta problemas financeiros que impedem o cumprimento de compromissos. Segundo ele, os pagamentos pendentes são da ordem de R$ 19 milhões.

Fonte: G1

Ibama determina recolhimento de brigadas de combate a incêndios

Decisão ocorre quase 2 meses após Salles anunciar a suspensão dos trabalhos e ser desautorizado por Mourão.

Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais) pediu aos agentes de combate a incêndios que interrompam os trabalhos desde a meia-noite desta quinta-feira (22) em todo o país.

A decisão ocorre quase dois meses após o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmar que as operações de combate ao desmatamento ilegal na Amazônia e às queimadas no Pantanal seriam suspensas por bloqueio de verbas. O Ibama é subordinado ao ministério comandado por Salles.

Horas após o anúncio feito por Salles no fim de agosto, no entanto, ele foi desautorizado pelo vice-presidente da República, Hamilton Mourão, que afirmou que “o ministro teve uma precipitação” e a verba não seria bloqueada.

Trecho de circular que determina o recolhimento de brigadas de incêndio florestal do Ibama — Foto: Reprodução
Trecho de circular que determina o recolhimento de brigadas de incêndio florestal do Ibama

A circular de quarta-feira (21) que determina a suspensão dos trabalhos é assinada pelo Chefe do Centro Especializado Prevfogo/Dipro, Ricardo Vianna Barreto.

“Determino o recolhimento de todas as Brigadas de Incêndio Florestal do IBAMA para as suas respectivas Bases de origem, a partir das 00:00H (zero hora) do dia 22 de outubro de 2020, onde deverão permanecer aguardando ordens para atuação operacional em campo”, diz o documento.

Queimadas na Amazônia e no Pantanal

Incêndios na Amazônia: Moradora olha enquanto fogo se aproxima de sua casa perto de Porto Velho, no dia 16 de agosto. — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters
Incêndios na Amazônia: Moradora olha enquanto fogo se aproxima de sua casa perto de Porto Velho

A suspensão dos trabalhos de combate a incêndios ocorre logo após as queimadas na Amazônia e no Pantanal atingirem marcas recordes neste ano.

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que o número de focos de incêndio registrados na Amazônia de janeiro a setembro deste ano foi o maior desde 2010. Naquele ano, foram 102.409 pontos de fogo na floresta de 1º de janeiro a 30 de setembro; em 2020, no mesmo período, foram 76.030.

No caso do Pantanal, também segundo o Inpe, 14% do bioma foi queimado apenas em setembroEsta também é a maior devastação anual do território causada pelo fogo desde o início das medições, em 2002, pelo governo federal. A área atingida no ano chega a quase 33 milkm², que equivale à soma do território do Distrito Federal e de Alagoas.

Fonte: G1

Chefe de combate a incêndios do Ibama pede demissão após um mês no cargo

José Carlos Mendes de Morais, pediu exoneração na última sexta-feira (9).

O chefe do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), José Carlos Mendes de Morais, pediu exoneração na última sexta-feira (9), um mês após ter assumido o cargo. O órgão é subordinado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e responsável pela política de combate aos incêndios florestais.

A informação foi confirmada com a assessoria de imprensa do órgão, que informou ainda não haver definição sobre substituto. A nomeação dele havia sido publicada em 11 de setembro deste ano no Diário Oficial da União (DOU), por meio de uma portaria assinada pelo presidente do Ibama, Eduardo Fortunato Bim.

Morais enviou uma mensagem a colegas comunicando que havia solicitado sua exoneração e, sem dar detalhes, afirmou que sua saída se tratava de “motivo de força maior”. Ele agradeceu o apoio dos colegas no que ele chamou de “difícil, mas importante missão de promover o combate aos incêndios florestais que tem assolado várias regiões do país”. Por fim, disse estar certo de que continuarão “nessa luta de contribuir com a preservação do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável”.

A exoneração do chefe do serviço ocorre em um momento de aumento das queimadas na Amazônia, no Pantanal e em outros biomas brasileiros. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, vem sido acusado de atuar em prol do desmonte dos órgãos ambientais, tais como Ibama e ICMBio, e criticado por negligência na resposta a crimes ambientais.

Em editorial publicado ontem, domingo (11), o jornal Folha de S.Paulo defendeu que Salles deixe o governo por razões por pragmatismo comercial e diplomático e para manter a sustentação política do governo. “Manter auxiliar com tal reputação só servirá para inspirar desconfiança permanente sobre o governo”, diz o texto, que reflete a opinião do veículo. O ministro comentou o editorial no Twitter, onde escreveu que permanece na pasta e divulgou a #ficasalles.

Fonte: Congresso em Foco

Ministério da justiça e Segurança vai enviar 40 bombeiros da Força Nacional ao Pantanal

Bombeiros atuarão na região por 30 dias, prazo que poderá ser prorrogado.

O ministro da Justiça e Segurança PúblicaAndré Mendonça, afirmou nesta sexta-feira (2) que vai enviar 40 bombeiros e 12 viaturas para o Mato Grosso do Sul no domingo (4). A ação, aponta, é para apoiar no combate às queimadas. O esforço atende ao pedido do governador do estado, Reinaldo Azambuja (PSDB).

Os bombeiros atuarão na região por 30 dias, prazo que poderá ser prorrogado. A portaria nº 556/2020 será assinada por André Mendonça e publicada segunda-feira (5) no Diário Oficial da União.

Ainda de acordo com o ministro, equipes da Força Nacional já atuam no Mato Grosso há uma semana. O efetivo vem realizando assistência humanitária às famílias ribeirinhas que estão à margem do Rio Paraguai e tiveram suas residências atingidas pelo fogo.

Pantanal registrou um aumento de queimadas de 180% em setembro em relação ao mesmo mês do ano passado. No sábado (3), os senadores que integram a comissão temporária que acompanha os incêndios no Pantanal viajam a Corumbá (MS) para avaliar a situação dos incêndios. O município já registrou mais de 6 mil focos de queimadas.

Fonte: Congresso em Foco

Senado quer que Salles detalhe multas na Amazônia e Pantanal

Comissão aprovou requerimento e ministro do Meio Ambiente deve enviar multas do Ibama contra desmatamento e queimadas  desde 2015

A comissão do Senado que acompanha as ações contra as queimadas no Pantanal aprovou nesta sexta-feira (2) requerimento para que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, preste informações sobre as multas ambientais aplicadas pelo  Ibama em cada bioma brasileiro, especialmente Amazônia e Pantanal. 

O requerimento é de autoria da senadora Simone Tebet (MDB-MS). No texto, a senadora pede que sejam prestadas informações das multas aplicadas entre 2015 e 2020 decorrentes de ações de fiscalização para combate ao desmatamento ilegal e às queimadas ilegais.

Requerimento é de autoria da senadora Simone Tebet (MDB-MS)
Requerimento é de autoria da senadora Simone Tebet (MDB-MS)

O artigo 50 da Constituição Federal, parágrafo segundo, diz que as mesas da Câmara e Sando podem encaminhar pedidos por escrito de informações a ministros de Estado, que têm 30 dias para prestar as informações, sob pena de crime de responsabilidade tanto pela recusa quanto por informações falsas. 

Pedido

Os senadores querem informações detalhadas de multas lançadas, multas pagas e multas em discussão judicial, e informações sobre a transparência desses dados. Com as informações, eles querem saber se houve redução de fiscalização e aplicação de multas e se há relação entre a quantidade de multas e o aumento do desmatamento e das queimadas na Amazônia e no Pantanal. 

“Diversos meios de comunicação têm divulgado que foi observada, a partir de 2019, a redução no número de multas aplicadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), ao passo que as taxas de desmatamento ilegal, especialmente na Amazônia Legal, seguem crescentes”, diz o texto. 

Segundo IBGE, Amazônia perdeu 32 mi de vegetação em 18 anos

Parte das florestas deram espaço para áreas de pastagem com manejo, que saltaram de 248.794 km² para 426.424 km² no período, diz IBGE

Maior bioma do Brasil, a Amazônia perdeu 265.113 km² de vegetação entre os anos de 2000 e 2018, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (22) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O volume, que representa a maior redução de coberturas naturais dentre os biomas brasileiros no período, equivale à perda de uma área superior a 32,1 milhões de campos de futebol “Padrão Fifa”, com dimensões de 110m x 75m, equivalente a 8.250 m².

Segundo o estudo, parte da vegetação florestal amazônica deu espaço para áreas de pastagem com manejo, que aumentaram 71,4%, de 248.794 km² para 426.424 km² no período de 18 anos. A mudança corresponde a mais da metade (50,2%) de todas mudanças observadas no bioma.

As áreas agrícolas na Amazônia, por sua vez, saltaram de 17.073 km² para 66.350 km² (+288,6%) nos 18 anos analisados, com aumento mais significativo entre 2012 e 2014. “Em particular, após 2012, cerca de 43% das novas áreas agrícolas decorreram da conversão de áreas de pastagem com manejo”, diz o IBGE.

De acordo com o levantamento, as mudanças evidenciadas na região “indicam o padrão de uso do chamado ‘arco do desmatamento’”, inicialmente observada nas bordas da Amazônia, em áreas de contato com o Cerrado. Agora, no entanto, eles houve uma interiorização com a construções de estradas, margens de rios e adjacências de obras de infraestrutura na região.

Pantanal foi o bioma que apresentou as menores perdas
Pantanal foi o bioma que apresentou as menores perdas

Outros biomas

O estudo mostra ainda que, os demais biomas brasileiros também perderam parte de suas áreas naturais entre 2000 e 2018, totalizando uma redução de cerca de 500.000 km² de áreas naturais nos diversos ecossistemas nacionais.

“Ao analisar a série histórica, percebe-se, contudo, que, apesar do saldo negativo total, as reduções de áreas naturais foram diminuindo de magnitude ao longo dos anos”, pontua o IBGE.

Depois da Amazônia, a maior redução foi concentrada no Cerrado (-86,2%). Já o Pantanal foi o bioma nacional que apresentou as menores perdas de áreas naturais, tanto em termos absolutos (2.109 km²) quanto percentuais (1,6%). De acordo com o IBGE, o dado “retrata um menor dinamismo de conversões de usos na região”.

A Mata Atlântica e Caatinga foram os que registraram as maiores quedas no volume de áreas naturais, passando de 8.793 km² para 577 km² e de 17.165 km² para 1.604 km², respectivamente, no período pesquisado.

Com as perdas, a Mata Atlântica, com o território de ocupação histórica mais longa e intensa do Brasil, hoje tem somente 16,6% de áreas naturais. A Caatinga, por sua vez, desponta como o terceiro bioma mais preservado do País, com apenas 36,2% de seu território sob influência humana nos dias atuais.

Fonte: R7

Bolsonaro defende hoje na ONU ações ambientais do governo

Presidente vai rebater críticas internacionais de que o país é responsável por aumento de desmatamento e queimadas no Pantanal e na Amazônia 

Assim como ocorreu no ano passado, o presidente Jair Bolsonaro promete fazer mais um discurso duro na abertura nos debates da 75.ª Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), nesta terça-feira (22).

Ao abordar o tema ambiental, ele deve repetir parte do que disse no ano passado, quando afirmou que a Amazônia era um problema brasileiro e atacou nações internacionais por fazerem críticas à atuação de seu governo.

Bolsonaro, mais uma vez, deve afirmar que há uma perseguição contra o Brasil com objetivos econômicos.

A segunda participação de Bolsonaro na convenção ocorrerá de modo virtual por causa da pandemia do novo coronavírus. O discurso foi gravado na quarta-feira (16), e enviado no dia seguinte para a organização da Assembleia Geral. Tradicionalmente, cabe ao presidente brasileiro o discurso de abertura.

Na tentativa de demonstrar que não está indiferente ao meio ambiente, deve mencionar que ele mesmo designou o vice-presidente Hamilton Mourão para a presidência do Conselho Nacional da Amazônia, citando “mobilização de recursos para controlar o desmatamento, combater atividades ilegais e o crime organizado na Amazônia”.

Como antecipou em um discurso em Mato Grosso, na semana passada, Bolsonaro deve elogiar o agronegócio, “que não parou durante a pandemia”, e dizer que graças a ele aproximadamente 1 bilhão de pessoas foram alimentadas em todo o mundo. Ele também dirá ser contrário ao aumento da demarcação de terras protegidas, conforme antecipou em Sinop, sexta-feira (18).

“No ano passado, falei do agronegócio, falamos também que era inadmissível o país ter a quantidade que tinha de terra demarcada para índios e quilombolas. Os índios são nossos irmãos, são nossos parceiros, eles merecem a sua terra, mas dentro de uma razoabilidade”, comentou Bolsonaro.

Segundo ele, a ONU gostaria que o Brasil passasse de 14% do território demarcado para 20%. “Falei-lhes não. Nós não podemos sufocar aqulo que temos aqui que tem nos garantido a nossa segurança alimentar e a segurança alimentar para mais de um bilhão de habitantes do mundo”, declarou aos mato-grossenses.

Bolsonaro deve pedir ainda o fim de barreiras comerciais que prejudicam a agricultura brasileira.

Bolsonaro deve alegar ainda que o Brasil tem avançado na implementação da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável da ONU. No discurso, deve destacar que a preservação ambiental tem que seguir junto com o desenvolvimento econômico.

Pandemia

Se em 2019 Bolsonaro atacou a Venezuela e o socialismo, a novidade neste ano será a covid-19. O presidente brasileiro deve dizer que adotou diretrizes contrárias às recomendações de autoridades sanitárias e, por isso, o mal não foi maior.

Desde o início da pandemia, o presidente tem se mostrado contrário à paralisação das atividades econômicas e ao lockdown. Em várias manifestações no início da crise sanitária, minimizou os efeitos da doença e, mais tarde, disse que tão grave quanto a covid-19 era a fome e o desemprego.

Bolsonaro tem repetido que o país, que registra mais de 136 mil mortes pelas doença, foi um dos que melhor enfrentou a crise.

Ele também deve citar que graças à sua resistência em determinar a paralisação das atividades econômicas e ao auxílio-emergencial de R$ 600 mensais recebido por mais de 60 milhões de brasileiros, o chamado “coronavoucher“, a economia brasileira seguiu em funcionamento e as perspectivas de recessão do país não são tão severas quanto as de outras nações emergentes, como a Índia.

Fonte: R7

Avião de Bolsonaro tem problemas com visibilidade ao pousar em MT

Presidente afirmou que dificuldade do piloto ocorreu por falta de visibilidade; Estado é afetado por queimadas no Pantanal e na Amazônia

O presidente Jair Bolsonaro contou nesta sexta-feira (18) que a aeronave presidencial teve problemas ao chegar ao Estado de Mato Grosso.

“Aqui, quando nosso avião foi pousar hoje, ele arremeteu. É a segunda vez que acontece na minha vida. A outra foi no Rio de Janeiro. E obviamente sempre é algo anormal. No caso, é que a visibilidade não estava muito boa. Para nossa felicidade, na segunda vez, conseguimos pousar.”

Bolsonaro não fez a ligação de que a visibilidade ruim pode ser consequência das queimadas na região do Pantanal e da Amazônia, mas emendou o tema na sequência. “Estamos vendo alguns focos de incêndio acontecendo pelo Brasil. Isso acontece ao longo de anos. E temos sofrido um crítica muito grande. Obviamente, quanto mais nos atacarem mais interessa aos nossos concorrentes, contra aquilo que nós temos de melhor, que é o nosso agronegócio”, afirmou. “Países que nos criticam não têm problema de queimada porque já queimaram tudo que tinham.”

Avião de Bolsonaro teve problema com visibilidade
Bolsonaro diz que seu avião teve problema ao pousar em Mato Grosso

A comitiva presidencial esteve na manhã desta sexta-feira nos municípios de Sinop e Sorriso, ambos no Mato Grosso, 

Os dois municípios são importantes produtores de soja no país e sofrem com as queimadas tanto na região do Pantanal, no sul do Estado, quanto na região Amazônica, na divisa norte.

Do início do ano até o último dia 16, o aumento das queimadas no Pantanal foi de 208%, segundo dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Ao menos 2,9 milhões de hectares do bioma já foram destruídos pelo fogo, ou seja, 19% da área total.

Também no evento, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, anunciou novas obras no Mato Grosso, como a entrega de ferrovias como Ferrogrão, que liga o Estado a Goiás, e a Ferronorte, e a duplicação da rodovia que liga Rondonópolis a Cuiabá.

Terras indígenas

Em uma plateia de representantes do agronegócio, Bolsonaro declarou ser contrário ao aumento de terras a grupos indígenas.

“Eu gravei a dois dias o discurso que faria na ONU de forma presencial na semana que vem. No ano passado, falei do agronegócio, falamos também que era inadmissível o país ter a quantidade que tinha de terra demarcada para índios e quilombolas. Os índios são nossos irmãos, são nossos parceiros, eles merecem a sua terra, mas dentro de uma razoabilidade.” 

Segundo ele, a ONU gostaria que o Brasil passasse de 14% do território demarcado para 20%. “Falei-lhes não. Nós não podemos sufocar aqulo que temos aqui que tem nos garantido a nossa segurança alimentar e a segurança alimentar para mais de um bilhão de habitantes do mundo.”

Governador vaiado

O governo do Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), vaiado quando começou a falar, afirmou que assumiu um estado “quebrado”. “Não é com medo de vaias e medo daqueles que não compreendem a realidade. Centenas de obras nesse Estado foram paralisadas. Hoje nós temos mais de mil quilômetros de rodovias sendo asfaltadas. Retomamos grande parte das obras paralisadas.”

Mendes ressaltou que seu governo não tem nenhum caso de corrupção, assim como no governo do presidente Bolsonaro.

Fonte: R7

Fumaça do Pantanal se desloca para o Sul do país

A situação é de perigo em todo o Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Tocantins, com bandeira laranja, além de boa parte de Minas Gerais.

A fumaça proveniente dos focos de incêndio observados com intensidade desde o começo do mês na região do Pantanal, em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, está se deslocando para o Sul do país. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as imagens de satélite e os modelos de direção dos ventos mostram o movimento da poluição em direção a todos os estados da região Sul do Brasil.

De acordo com a meteorologista Marlene Leal, do Inmet, a frente fria que está na região Sul vai se deslocar para o Sudeste, criando condições de chuva que podem limpar a atmosfera.

O Inmet emitiu alerta hoje para a baixa umidade do ar em boa parte do país. A situação é de perigo em todo o Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Tocantins, com bandeira laranja, além de boa parte de Minas Gerais. Há perigo potencial, na bandeira amarela, para a região do semi-árido, agreste e sertão do Nordeste, além da parte norte de Mato Grosso do Sul e no Rio de Janeiro.

Por outro lado, há perigo de tempestade em Santa Catarina e na Baixada Santista.

São Paulo 

Em São Paulo, a chegada de uma frente fria esta semana também deve trazer fumaça das queimadas para o estado paulista, podendo provocar até mesmo a incidência de chuva negra. A informação é do Climatempo.

Somado aos focos de incêndios que são observados no próprio estado de São Paulo, a chegada hoje (17) de uma frente fria ao litoral paulista vai ajudar a direcionar e transportar a fumaça do Pantanal para São Paulo. Com isso, segundo o Climatempo, o estado paulista pode esperar um aumento da fumaça entre hoje e amanhã (18), vinda em parte do Mato Grosso do Sul.

O aumento da fumaça sobre o estado vai favorecer também a interação deste material particulado com a luz do sol, podendo provocar tons alaranjados e avermelhados durante o pôr do sol em São Paulo. No final de semana, com o aumento das condições de chuva, esse efeito será menos perceptível.

Para que a chuva negra ocorra depende da quantidade de fumaça que será transportada para o estado. Esse mesmo fenômeno já ocorreu no estado no dia 19 de agosto de 2019, quando o céu ficou completamente escuro durante o dia.

Queimadas

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Brasil já registrou este ano 139.316 focos de queimadas, sendo 48.186 apenas em setembro e 5.342 nas últimas 48 horas. Na divisão por estado, o Inpe indica atividade fortíssima de queimadas em setembro nos estados do Mato Grosso e Pará, com mais de 7 mil focos no período em cada estado, e atividade também bastante elevada no Amazonas, Tocantins e Maranhão, onde foram mais de 3 mil focos em cada até o dia 16 de setembro.

Ontem, o governo federal liberou R$ 10 milhões para combater os incêndio no Mato Grosso. A perícia indicou que o fogo foi intencional.

Fonte: Agência Brasil