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Documentário denuncia esquema cruel de abate de cavalos para exportação na Argentina

Cerca de 200 mil equinos são mortos e transformados em bifes para exportação todos os anos.

Estreou na última segunda feira (28.09), no Youtube, o documentário “5 Corazones” que denuncia um esquema cruel no comércio de carne de cavalo da Argentina para a União Européia (UE).

O comércio de carne de cavalos para consumo humano é considerado tabu no país vizinho, mas é permitido o abate para exportação, o que rende milhões de dólares.

Cerca de 200 mil equinos são mortos e transformados em bifes para exportação todos os anos.

A maior parte dos abatidos são oriundos de roubo, ou são cavalos que não servem para serem montados por motivos de fraturas ou doenças e de carroceiros que não querem mais o animal; o manejo desses animais até o abate é extremamente cruel, como pode ser constatado no documentário.

A Argentina é um dos maiores exportadores de carne de equinos do mundo. Apesar do grande volume de exportação, não existem fazendas que produzem cavalos para o abate.

O filme é extremamente chocante, mas necessário para conhecer uma face da crueldade humana praticada contra animais que muito ajudaram no progresso da história humana.

Foi realizado pela produtora Posibl, dirigido por Matin Parlatto, e locução da atriz argentina e defensora de animais Liz Solari.

“A pilha de cavalos mortos foi a coisa mais horrenda que já filmei”, José Luís (nome fictício) Investigador infiltrado que filmou cenas do documentário

O governo argentino possui um órgão, SENASA (Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar) que é responsável por planejar, organizar e executar programas e planos específicos que regulamentem a produção, orientando-o para a obtenção de alimentos seguros para consumo humano e animal. Esse órgão deveria inspecionar rigorosamente os frigoríficos e abatedouros de animais, mas segundo consta no documentário, não vem fazendo a sua parte, seja por omissão, ou, possivelmente, por generosos subornos aos fiscais do órgão.

Oficialmente existem quatro matadouros de equinos destinados à exportação na Argentina, e uma vez por ano esses matadouros são auditados por uma comissão da UE, mas pelo jeito essa comissão não vem enxergando essas péssimas condições, ou talvez tem sido ludibriada com “maquiagens” dos frigoríficos nos dias da fiscalização.

Outro produto equino que também gera milhões de dólares é a coleta de sangue de éguas, que são mantidas prenhes, para que se recolham até 10 litros de sangue por semana para dele se extrair o hormônio PSMG ou gonadotrofina, que tem uso na procriação de suínos.

Essa é a triste realidade dos cavalos na Argentina: Passam a vida trabalhando e quando envelhecem ou adoecem são maltratados até o abate para virarem comida na mesa da Europa, que cobra compromisso ambiental do Brasil.

Veja o vídeo:

Fonte: G1

Coca-Cola irá transferir sede regional da Argentina para o Brasil

“Passando por uma reorganização de sua estrutura para acelerar sua estratégia de crescimento”.

A Coca-Cola anunciou que está “passando por uma reorganização de sua estrutura para acelerar sua estratégia de crescimento”.

Sem divulgar datas ou prazos, a empresa já escolheu o Rio de Janeiro como local do escritório administrativo regional, que antes ficava em Buenos Aires.

O anúncio se dá em meio a uma enorme crise econômica do país vizinho, que além de enfrentar a pandemia com quarentenas severas, vive o fantasma do ‘socialismo’, que afugentou outras empresas, após medidas como congelamento de preços e limites de transações de dólares.

“Na América Latina, a reorganização implica a criação de 3 novas zonas que substituirão a estrutura atual [que opera em Buenos Aires] e funcionarão com as equipes globais. A Argentina está integrada na nova estrutura do sul da região, que inclui Brasil, Paraguai, Uruguai, Chile e Bolívia”, disse a empresa em comunicado publicado o Twitter nesta quarta-feira (30).

A empresa afirmou que não está “abandonando” a Argentina. Disse que não vai haver mudanças na produção, embalagem e distribuição nacionais.

“A Coca-Cola tem um relacionamento próximo com a Argentina, com compras anuais de US$ 500 milhões em produtos de economias regionais”, diz o comunicado.

O fato que parece notório é que o atual governo do país vizinho está afugentando as empresas.

A insegurança é insuportável no mundo empresarial.

Fonte: Jornal da Cidade

Policiais argentinos fazem protesto em frente a residência da presidência

A manifestação é causada por reajuste salarial, trabalhadores da segurança pedem um aumento de 56%. O governo local ofereceu 30%.

Policiais da província de Buenos Aires, na Argentina, chegaram a cercar a casa oficial da presidência do país, na cidade de Olivos, na quarta-feira (9) durante um protesto para pedir aumento de salários.

Na casa, estavam reunidos Alberto Fenández, o presidente, e Axel Kicillof, o governador da província.

Houve uma concentração de dezenas de viaturas na região. Metade dos policiais saíram de seus distritos para participar do protesto, de acordo com o jornal “La Nación”, que ouviu prefeituras da região metropolitana.

Os policiais querem um reajuste de 56%. O governo da província ofereceu 30%.

Os protestos começaram na segunda-feira. A expectativa é que hoje o governo da província faça uma nova proposta.

Fernández é um aliado de Kicillof. De acordo com o jornal “La Nación”, ele estuda redirecionar uma parte dos recursos que o governo federal passa à cidade de Buenos Aires (que não pertence à província de mesmo nome).

O presidente argentino, no entanto, diz desaprovar a forma como os policiais estão protestando. “Está claro que os salários dos policiais ficaram defasados. Não sou um incapaz. Quero dizer a eles que vamos dar uma solução para a província de Buenos Aires, mas não vamos aceitar que sigam com essa forma de protesto. Eu peço democraticamente, amigavelmente, que deixem essa forma de protesto.”

Fonte: G1

Nuvem de gafanhotos mais próxima do Brasil está controlada

Frio dificulta avanço de outras 8 nuvens nuvens no país.

A Argentina continua monitorando pelo menos 10 nuvens de gafanhotos no país. A boa notícia é que o grupo de insetos mais próximo ao Brasil está controlado e o risco de chegada é baixo.

O Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Alimentar (Senasa) considera que, das 10 nuvens, 2 já estão controladas: uma é a da fronteira entre Argentina, Brasil e Uruguai e outra no centro do país.

Já 8 nuvens continuam ativas e estão mais para a região central e para o norte da Argentina, perto da fronteira com o Paraguai, que é o local de origem da formação das nuvens de gafanhotos. Essas estão consideravelmente longe do Brasil.

Mapa mostra a situação das nuvens ("manga", em espanhol) na Argentina — Foto: Senasa/Divulgação
Mapa mostra a situação das nuvens (“manga”, em espanhol) na Argentina

Nessas áreas, técnicos do Senasa e produtores rurais vão atuando no controle da praga. Na fronteira com o Brasil, como os gafanhotos já são considerados como “controlados”, fica apenas um sinal de alerta para a região

“A nuvem detectada em Corrientes e Entre Rios (fronteira com o Brasil) já está controlada há algumas semanas (…) Continuamos com a vigilância, mas, até agora, nenhuma nova ocorrência foi registrada. Essa área foi rebaixada da categoria de risco vermelho para amarelo, o que significa cautela”, diz um comunicado do Senasa.

E, se depender do frio intenso que o Sul do país registra nos últimos dias, a nuvem não deve avançar. Isso porque gafanhotos costumam “adormecer” em baixas temperaturas. A condição ideal para que eles se reproduzam e voem ocorre no calor.

“O frio também está intenso na Argentina, Paraguai e Uruguai, com temperaturas muito baixas e negativas. Na teoria, o frio diminui a atividade dos gafanhotos”, disse a Somar Meteorologia.

Outro motivo é que os gafanhotos não costumam resistir muito ao frio, o que pode levar também à morte natural deles.

Alerta contra ‘gafanhoto gigante’

Tucura quebrachera: espécie de gafanhoto pode chegar até 13 cm — Foto: Senasa/Divulgação
Tucura quebrachera: espécie de gafanhoto pode chegar até 13 cm

Além do monitoramento das nuvens, a Argentina declarou emergência fitossanitária contra uma espécie de gafanhoto que é quase 3 vezes maior do que os insetos que já estão no país. O alerta é contra a praga Tropidacris collaris Stoll (conhecida como “tucura quebrachera”).

Para se ter uma ideia, a espécie Schistocerca cancellata, que é a que está espalhada nas diversas nuvens pelo país e que chegou perto da fronteira com o Brasil, tem entre 5,5 e 6,5 cm, enquanto a “Tucura quebrachera” tem cerca de 14 cm na fase adulta.

De acordo com o fiscal agropecuário Ricardo Felicetti, chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, não existe risco para o Brasil no momento.

“As informações que temos é que estão aparecendo na Argentina, então o Senasa já emitiu o alerta a fim de antecipação. Mas, no momento, não oferecem nenhum risco para nós”, diz Feliceti.

O inseto gigante foi visto em 4 províncias e aumento de população em mais 6 distritos do país, causando danos às lavouras de soja, milho, algodão e sorgo, bem como florestas nativas e pastagens.

Segundo a Senasa, tucuras são insetos polífagos, que se alimentam de quase todas as plantas, incluindo plantações, pastagens e flora nativa.

Por isso, podem afetar diretamente a atividade agropecuária e indiretamente a atividade pecuária. Porém, eles não têm a característica de se reunirem em nuvens, a exemplo da Schistocerca cancellata.

O estado de emergência argentino vai 31 de março de 2021 e visa “implementar medidas abrangentes de manejo coordenado para reduzir o impacto da praga”.

Fonte: G1

Ministério da Agricultura diz que não há indicação de nuvem de gafanhoto vir para o Brasil

Insetos estão se deslocando lentamente em território Argentino

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) disse que ainda não há indicação de que a nuvem de gafanhotos, que se encontra no território argentino esteja se deslocando para o Brasil. Segundo a pasta, monitoramento realizado, ontem (20), pelo Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa) informou que a nuvem se deslocou da província de argentina de Corrientes para Entre Rios e está a 100 quilômetros do município gaúcho de Barra do Quaraí na fronteira com o Uruguai.

Havia expectativa de que, com as temperaturas mais altas, os gafanhotos pudessem chegar ao Rio Grande do Sul a partir da próxima quarta-feira (22). Embora não representem um risco direto para os seres humanos, os gafanhotos podem, em grupo, causar grandes prejuízos econômicos, devorando plantações em questões de horas.

O ministério disse que o monitoramento indica que a nuvem de gafanhotos continua se deslocando lentamente em território argentino, sem previsão de que alterações climáticas possam favorecer o seu direcionamento rumo ao Brasil.

A pasta explicou que o aumento da temperatura é um fator que não pode ser considerado de forma isolada para avaliar o deslocamento da nuvem. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os ventos na região se manterão na direção Norte/Sul nos próximos dias, indicando uma provável direção da nuvem de insetos para o Uruguai.

“Até o momento, seguem mantidas as previsões de que os insetos continuarão se movimentando rumo ao sul, sem previsão de ocorrência de um conjunto de alterações climáticas (temperatura x umidade x direção/velocidade dos ventos) que favoreça sua entrada no Brasil”, informou o ministério.

A pasta disse que segue com o monitoramento a respeito de uma nova nuvem de gafanhotos que vem se formando no Paraguai, “atualizando diariamente as informações junto ao Serviço Nacional de Qualidade e Sanidade Vegetal e de Sementes do Paraguai”.

Fonte: Agência Brasil

Nuvem de gafanhotos volta a preocupar agricultores brasileiros

Por enquanto, nuvem está estável, em Corrientes, na Argentina

A nuvem de gafanhotos que está na Argentina volta a preocupar agricultores no sul do Brasil. Com as temperaturas mais altas, a expectativa é de que ela possa chegar ao Rio Grande do Sul até a próxima quarta-feira (22). 

A previsão foi feita na tarde deste sábado (19) pelo chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, Ricardo Felicetti.

Por enquanto, a nuvem de gafanhotos está estável, em Corrientes, na Argentina, a 130 quilômetros do município gaúcho de Barra do Quaraí. As informações sobre os insetos estão sendo repassadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que acompanha a situação com o órgão fitossanitário argentino. 

“Com a elevação das temperaturas no Rio Grande do Sul neste final de semana, estamos apreensivos, mas preparados para o caso de uma eventual ocorrência da praga em território gaúcho. Temos um plano operacional de emergência elaborado como Ministério da Agricultura”, explicou Felicetti. 

Alerta

Ele acrescentou que, apesar do estado de alerta, hoje a tendência é que haja um deslocamento da nuvem para a província de Entre Rios, na fronteira da Argentina com o Uruguai.

Embora não representem um risco direto para os seres humanos, os gafanhotos podem, em grupo, causar grandes prejuízos econômicos, devorando plantações em questões de horas. 

Caso os insetos cheguem ao estado, Felicetti avalia que o potencial de prejuízo é muito grande, especialmente em culturas recém-plantadas como trigo e canola. Além delas, cevada , citricultura e pastagens de inverno para gado de leite e engorda de gado de corte também preocupam.

A orientação é que produtores rurais fiquem atentos à chegada dos insetos e comuniquem sua presença imediatamente à inspetoria de defesa agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural ou ao escritório municipal da Emater mais próximo.

Recursos emergenciais

Na última sexta-feira (17), questões operacionais foram discutidas com representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, do Ibama, da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul e da Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luis Roessler.

“Falamos também sobre a questão dos recursos emergenciais para trabalhar a supressão dos surtos de gafanhotos”, disse.

Paraguai

Uma segunda nuvem de gafanhotos, que está se movimentando no Paraguai, também está sendo monitorada pelo Brasil, com menos preocupação.

De acordo com o Serviço de Qualidade e Sanidade Vegetal (Senave) do país vizinho, os insetos, que estavam em Madrejón e 4 de Mayio, seguiram para o sudeste, em direção a Teniente Pico, no departamento de Boquerón, também no Paraguai.

Fonte: Kleber Sampaio A/B

O que está acontecendo na Argentina é sinal de alerta para o Brasil!

Estão com pena? Eu não estou nem um pouco. Acho que quem não aprende pelo amor tem que aprender mesmo pela dor..

Macri havia prometido um avanço na Argentina, assim como tirar o país do atoleiro que havia sido deixado pela Cristina Kirchner.

Muito bem, isso não seria tarefa fácil, pois mesmo com uma política econômica liberal, era um atoleiro muuuuuuuuuito grande. Na verdade o rombo deixado pela esquerda lá era muito maior do que podiam supor, e bem maior do que a mídia esquerdista de lá deixava as pessoas saberem.

Macri começou por cortar aqueles velhos auxílios eleitoreiros e logicamente a fortalecer o empresariado, pois é este quem gera empregos, deixando assim classe média / média baixa em segundo plano, e eles, acostumados com a “boquinha” resolveram trazer a Cristina de volta.

O que esse governo fez? Exatamente o oposto. Adotou as “bolsas” e achatou o empresariado. Com pouca produção, o desemprego aumentou, os preços subiram e o mercado começou a entrar em crash. Sem a produção a arrecadação caiu e a as bolsas começaram a ser tiradas. Então ficaram sem empresas, sem empregos, com preços altos e sem as bolsas.

Eles estão experimentando o remédio que eles mesmos fabricaram. Sinceramente, não tenho pena nenhuma.

Dos empresários argentinos que eu conheço (a maioria produtores e exportadores), MUITOS foram para o Paraguai com suas empresas e seus maquinários, país este que os recebeu de braços abertos. Ou seja… Vão dar empregos e fortalecer a economia paraguaia, enquanto a Argentina se tornou um Titanic. Estão errados? Claro que não! Esses salvaram o que puderam.

Por que não vieram para o Brasil? Além de aqui ter uma carga tributária extorsiva e uma burocracia estúpida para exportação, também corremos o risco de acontecer o mesmo problema que na Argentina, caso a esquerda volte.

As esquerdas da AL não têm planos de governo e não têm conteúdo. Têm planos exclusivamente de PODER e o objetivo claro de promover assaltos aos cofres dos países os quais se apoderam.

Acho que seria bem interessante aqueles isentões começarem a raciocinar a respeito disso.

Por Marcelo Rates Quaranta

Argentina faz controle de gafanhotos e diminui nuvem que se aproxima do Brasil

No fim de semana, governo do país vizinho encontrou a localização dos gafanhotos e começou a aplicação de inseticidas. Praga está a pouco mais de 100 km do Brasil e do Uruguai.

Técnicos da Argentina começaram nesse fim de semana o controle da nuvem de gafanhotos que está passando pelo país e que se aproxima do Brasil e do Uruguai.

De acordo com o último boletim do Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agro-Alimentar (Senasa), a nuvem está localizada a 55 km na cidade de Curuzú Cuatiá, dentro da província de Corriente, e a pouco mais de 100 km do território brasileiro e do uruguaio (veja mais abaixo).

No sábado (27), equipes avaliaram os resultados da pulverização de inseticidas realizadas na tarde do dia anterior. Segundo a Confederação Rural da Argentina (CRA), que atua em conjunto com o Senasa, essa medida reduziu em 15% a quantidade de insetos.

Já no domingo (28), foram realizadas aplicações em terra de defensivos agrícolas contra a nuvem, o que deve diminuir ainda mais a concentração dos insetos.

No início desta semana, técnicos argentinos monitorando o deslocamento da nuvem de gafanhotos e o tamanho da população após as medidas de controle.

Brasil monitora

Segundo o Grupo Técnico de Gafanhotos do Comitê de Sanidade Vegetal (Cosave), uma reunião para analisar a situação foi realizada no fim da última semana com participação de Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai.

O Ministério da Agricultura brasileiro afirmou que o monitoramento feito pelo governo indica que “até o momento, estão mantidas as previsões sobre a rota da nuvem de gafanhotos, que não entrou em território brasileiro”.

“De acordo com os dados meteorológicos para a Região Sul do Brasil, previstos para os próximos dias, é pouco provável – até o presente momento – que a nuvem avance em território nacional. Caso isso ocorra, será feito um monitoramento interno para o acompanhamento da evolução do evento.”

Praga pouco conhecida

Segundo um relatório do Ministério da Agricultura da Argentina, a espécie de gafanhoto que avança na América do Sul, chamada Schistocerca cancellata, causou danos severos à produção do país nos anos 1960 e é considerada uma “praga pouco conhecida”.

Novos ataques do inseto voltaram a ser relatados no país vizinho somente em 2015 e se repetiram em 2017 e 2019. Os argentinos afirmam que o inseto não traz nenhum risco aos humanos nem é vetor de doenças.

No Brasil, de acordo o Ministério da Agricultura, esses gafanhotos estão no país desde o século 19 e causaram grandes perdas às lavouras de arroz na região Sul nas décadas de 1930 e 1940. Mas as nuvens não se formam desde então.

Conheça alguns detalhes curiosos sobre os gafanhotos e seu desenvolvimento — Foto: Arte/TG

Conheça alguns detalhes curiosos sobre os gafanhotos e seu desenvolvimento

Fonte: G1

Buenos Aires aumenta restrições para frear contágio de covid-19

Cerca de 93% dos casos no país estão na Grande Buenos Aires

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, decidiu prorrogar uma vez mais a quarentena no país, devido ao aumento do número de casos de contaminação pelo novo coronavírus. Entre os dias 1º e 17 de julho, os residentes na Região Metropolitana de Buenos Aires terão restrições de circulação ainda mais rígidas. A região tem 93% dos casos de todo o país.

A decisão de aumentar as medidas de controle foi tomada pelo presidente Fernández, em conjunto com o governador de Buenos Aires, Axel Kicillof, e o prefeito da capital, Horacio Rodríguez Larreta.

O anúncio das novas regras foi feito hoje (26). O governo determinou o retorno à fase 1 da quarentena, aquela com medidas mais rígidas. Há duas diferenças em relação à quarentena obrigatória decretada em 20 de março: os bancos poderão seguir abertos e estão autorizados passeios recreativos com crianças.

Ao anunciar as medidas, Fernández destacou que medidas mais duras são necessárias para diminuir o ritmo de contágio da doença e reforçou ter ciência de que haverá perdas econômicas.

“Temos que fazer algo para parar o ritmo de contágio, para aliviar os leitos ocupados, e seguir garantindo que todos os argentinos tenham a atenção que merecem. Para muitos, isso que estamos resolvendo e decidindo, é prolongar um problema que tem consequências econômicas, eu sei. Mas quero ser franco, o Banco Mundial diz que é a crise econômica mais grave desde o ano 1870″.

Nas novas regras, vigentes a partir de 1º de julho, todos os comércios deverão fechar as portas, exceto os de serviços essenciais, como venda de alimentos e produtos de higiene e limpeza. Estima-se que cerca de 50 mil lojas deverão permanecer fechadas na capital do país. O transporte público, por exemplo, funcionará apenas para os trabalhadores dos serviços essenciais. As indústrias com protocolos de segurança e transporte para os empregados seguirão funcionando normalmente.

As práticas de atividades físicas durante a noite, que já tinham sido liberadas, serão novamente proibidas. Mas os passeios com crianças, para espairecer, seguirão liberados, desde que, por no máximo, uma hora e em um raio de 500 metros da moradia.

A última extensão da quarentena no país era até o dia 28 de junho. Para evitar um vácuo legal na segunda-feira (29) e terça-feira (30), o novo Decreto Nacional de Urgência entrará em vigor na segunda-feira, mas especificará que, na quarta-feira, 1º de julho, as novas restrições entram em vigor.

Dados

Na manhã de hoje, representantes do Ministério da Saúde argentino atualizaram os dados da pandemia. No total, o país tem 52.457 casos confirmados de covid-19, sendo 2.606 nas últimas 24 horas. O total de mortes chega a 1.167, sendo 34 nas últimas 24 horas. Entre todos os infectados, 8% correspondem a profissionais da saúde. Há 472 pessoas internadas em Unidades de Terapias Intensivas. Na região metropolitana de Buenos Aires, 54% dos leitos estão ocupados. O país já realizou mais de 318 mil testes, sendo 9.120 ontem (25).

No mundo, há mais de 9 milhões de pessoas contaminadas e o registro de mais de 479 mil mortes. Nas últimas 24 horas, globalmente, foram registrados 163 mil novos casos e mais de 5 mil mortes. As Américas representam 49,5% dos casos de todo o mundo, com 4,6 milhões de infectados. Desses, 50,6% estão nos Estados Unidos, 24,9% no Brasil e 1% na Argentina.

Fonte: Lílian Beraldo/ AB

Praga de gafanhotos vira ameaça a plantações no Brasil

Nuvem dos insetos ameaça plantações no Sul do Brasil, segundo Ministério da Agricultura

Praga de gafanhotos vira ameaça a plantações no Brasil | Diario de ...
Praga de Gafanhotos ameça Lavouras

Uma nuvem de gafanhotos que já atingiu lavouras no Paraguai e se concentra atualmente na Argentina pode chegar ao território brasileiro, ameaçando plantações e pastagens do Sul do país.

O gafanhoto conhecido como sul-americano tem como hábito a formação de massas migratórias e pode viajar até 100 km por dia.

Monitoramento desta terça-feira (23) aponta que os animais se concentram na região argentina de Santa Fé, a 250 km da fronteira com o Rio Grande do Sul. A proximidade alertou autoridades brasileiras pelo Senasa (Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina).

Um mapa divulgado pelo serviço argentino mostra áreas em que a nuvem pode chegar. A fronteira oeste do Rio Grande do Sul é demarcada como zona de perigo; parte da divisa entre o estado gaúcho e Santa Catarina e áreas do Paraguai que fazem divisa com Paraná são consideradas regiões de precaução.

O grupo destaca, porém, que a direção dos ventos e as condições climáticas favorecem o Brasil e levam a crer que a nuvem está se deslocando para o sul da Argentina e para o Uruguai.

Técnicos do governo argentino detectaram que os insetos, de até 15 cm de envergadura, entraram no país pelo Paraguai, nas províncias de Formosa e Chaco, onde há produção de mandioca, milho e cana-de-açúcar.

Em uma das áreas, a nuvem de gafanhotos chegou a 10 km de extensão. Um quilômetro quadrado da nuvem comporta ao menos 40 milhões de bichos. Eles podem comer pastagens em apenas um dia: o equivalente ao alimento de 2.000 vacas.

Pesquisador da Embrapa em Pelotas (RS), Dori Edson Nava afirma que outras pragas como essa já foram registradas na região, nos anos 1930 e 1940, e que há formas de contenção dos insetos. “Com essa situação do novo coronavírus, qualquer coisa pode parecer o fim do mundo, mas, apesar de ser uma situação nova, não é desesperadora”, afirma.

Ele explica que a seca registrada nos últimos meses na região atingida, com a consequente falta de alimentos para os insetos adultos, condicionou a migração dos gafanhotos. “O melhor seria combater esse tipo de praga enquanto elas são ninfas [mais jovens]”, diz.

Nuvem de gafanhotos chegou a 10 km de extensão.

Nava afirma que, pelo monitoramento, são poucas as chances de os gafanhotos chegarem ao Brasil.

“Com a direção dos ventos e uma frente fria que está vindo para o estado, levando as temperaturas para abaixo de zero, é provável que os gafanhotos dispersem”, avalia.

A mesma condição climática favorável é descrita pelo meteorologista da Secretaria de Agricultura do Rio Grande do Sul, Flávio Varone. “A tendência de queda nas temperaturas e a previsão de chuva para o Estado nesta quinta-feira (25) tendem a amenizar o risco de dispersão da praga.”

De qualquer maneira, o Ministério da Agricultura e outras instituições brasileiras estão orientando produtores a relatarem eventuais registros dos insetos às autoridades.

A Coordenação-Geral de Proteção de Plantas do ministério afirma estar acompanhando a situação em tempo real para minimizar impactos de eventual surto da praga no Brasil. O monitoramento se dá por meio do Grupo Técnico de Gafanhotos do Comitê de Sanidade Vegetal, que integra Brasil, Argentina, Paraguai e Bolívia.

Nava aponta para outro ponto favorável da região gaúcha mais próxima à nuvem de insetos: as plantações de arroz já foram colhidas. Mesmo assim, os bichos poderiam prejudicar culturas de inverno e, principalmente, pastagens. O pesquisador explica que somente inseticidas podem combater o gafanhoto.

As aplicações exigem cuidados, já que há riscos de contaminação. O Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola colocou a frota de 426 aeronaves à disposição dos governos gaúcho e federal para conter o avanço da praga, caso seja necessário.

Fonte: Diário de Cuiabá