Municípios de Rondônia podem deixar de existir

PEC prevê a extinção de municípios com menos de 5 mil habitantes

A possibilidade de extinção de municípios brasileiros com menos de 5 mil habitantes, que integra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 188/2019, conhecida como PEC do Pacto Federativo, gerou forte reação negativa no meio político. Em Rondônia, se aprovada, a medida provocará o fim da emancipação de cinco cidades: Teixeirópolis, Rio Crespo, Castanheiras, Primavera de Rondônia e Pimenteiras do Oeste.

No Brasil, uma pesquisa recente, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), constatou que pelo menos 1.252 cidades estão nessa condição. Destes municípios, 1.193 integram a linha de corte estabelecida pela PEC.

Para que haja a fusão desses municípios àqueles maiores nos arredores, a regra se aplica aos que tiveram arrecadações de impostos municipais abaixo de 10% de recursos da União para suprir suas despesas, entre os anos de 2015 e 2019. Ao todo, seriam suspensos 1.252 prefeitos e vice-prefeitos e 11.268 vereadores, além de funcionários.

Essas cidades contam com 2% da população brasileira, mas, em compensação, consomem 37% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que distribuiu R$ 93 bilhões às cidades do país em 2019.

No estado de Rondônia, caso a PEC 188/2019 seja aprovada, seriam suspensos até 39 cargos eletivos, entre prefeitos, vices e vereadores.

Câmara Municipal de Rio Crespo, cidade que fica a 152 quilômetros de Porto Velho e tem 3.804 habitantes

Como solucionar o problema?

Em entrevista ao Diário da Amazônia,  Herbert Lins de Albuquerque, mestre em Geografia pela Universidade Federal de Rondônia (UNIR) e pesquisador em Políticas Públicas na Amazônia, disse que a solução seria criar incentivos por meio da mudança na legislação.

“Por isso a necessidade de promover inicialmente a reforma do FPM, estabelecendo critérios de repasse, que levassem em consideração as necessidades do município mediante políticas de investimentos com viabilidade econômica e social, e não apenas considerando o tamanho do município”, disse Albuquerque.

Para ele, o acesso ao FPM a “custo zero” colocaria prefeituras numa “zona de conforto”.

“[Os municípios] acabam não fazendo muito esforço para promover a elevação das receitas próprias, por meio do aumento da arrecadação através da fiscalização e políticas públicas voltadas para o desenvolvimento local”, opina.

Segundo o pesquisador, outro ponto é que a maioria dos municípios brasileiros com baixo índice populacional carece de estrutura para a arrecadação tributária. “Tal estrutura é cara aos cofres públicos. Por exemplo, para arrecadar o IPTU, é preciso organizar cadastros urbanos, plantas dos imóveis, que haja fiscalização, isso requer bons técnicos e operacionalidade o ano inteiro”, alega Albuquerque.

Vista aérea do município de Castanheiras, com 2.987 moradores, localizado a 363 quilômetros da capital

Baixa capacidade de arrecadação

As afirmações contrastam com a opinião da Associação Rondoniense de Municípios (AROM), que afirma:

“Os municípios estão na ponta da prestação de serviços públicos, mas muitos possuem baixa capacidade de arrecadação de impostos, independente da eficiência dos gestores municipais.”

No entanto, o mestre em Geografia revela que a insuficiência de receitas próprias não é um problema exclusivo dos municípios pequenos. “Municípios maiores, com menos de 50 mil habitantes, não conseguem arrecadar suficientemente, manter equilíbrio das contas e qualidade nos gastos e investimentos que proporcionem benefícios sociais”, afirma.

Para que o problema seja resolvido, a AROM acredita ser preciso revisar a distribuição de competências e recursos. Em comunicado enviado ao Diário da Amazônia, a associação diz ainda ser necessário revisar a estrutura tributária brasileira e a desconcentração de competências e poderes para fortalecimento das cidades.

Primavera de Rondônia fica a 545 quilômetros de Porto Velho e conta com 2.776 habitantes

Fusão de municípios

De acordo com a AROM, a fusão de municípios desconsidera singularidades de cada região, além daquelas das cidades que iriam então absorver as localidades. Em suma, para a associação, o projeto não leva em conta a capacidade de prestação adequada de serviços aos cidadãos.

Para a entidade, a medida também provocaria o isolamento de comunidades, desvalorização de imóveis e afetaria a dinâmica populacional de cada cidade. Por tudo isto, a AROM se posiciona contra o projeto de lei.

Já o pesquisador Herbert Lins de Albuquerque aponta aspectos positivos e negativos, caso a medida seja aprovada. Para ele, é preciso levar em consideração o custo político das fusões. Outro ponto seria a incerta satisfação da população local com a qualidade dos serviços entregues pelo poder público.

Ainda assim, Albuquerque se revela a favor da medida. “A proliferação de municípios pequenos no passado foi um grande erro para o país, e acredito que um novo Pacto Federativo pode trazer mudanças que beneficiem o desenvolvimento socioeconômico em escala local e o bem-estar da população”, finaliza.

A 610 quilômetros da capital, Pimenteiras do Oeste tem 2.148 residentes

Diário da Amazônia procurou as prefeituras dos municípios de Teixeirópolis, Rio Crespo, Castanheiras, Primavera de Rondônia e Pimenteiras do Oeste para saber o ponto de vista de seus representantes, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. 

Por Natália Figueiredo & Emerson Machado

Em Rondônia, menos de 50% das vacinas enviadas para a 2ª dose foram aplicadas, segundo Agevisa

A Agência Estadual de Vigilância, orienta que municípios devem concentrar esforços na alimentação de dados do vacinômetro da covid-19 no sistema.

A quantidade de vacinas aplicadas em Rondônia tem por base o número de imunizantes entregues pelo Ministério da Saúde (MS) é um questionamento recorrente da população, demonstrado por meio das redes sociais do Governo de Rondônia. Estas dúvidas compõe cerca de 50% das respostas elaboradas pela assessoria de comunicação social da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) diariamente.

Para tratar sobre o tema, Ana Flora Gerhardt, diretora-geral da Agevisa, explica as principais dificuldades que Rondônia enfrenta para que o número de vacinas aplicadas acompanhe o ritmo dos lotes de imunizantes que chegam ao Estado. “Hoje temos mais de 90% da primeira dose aplicada, mas a segunda dose não chega a 50% da aplicação, isso acontece por situações diversas”, pontua.

Ana Flora reforça que vários municípios estão trabalhando no limite da capacidade de atuação que apressam a aplicação, mas demonstram dificuldades para informar os dados referente à aplicação das doses. “Existem municípios que tem um único servidor responsável por informar os dados da vacinação. Também há dificuldades para vacinar. Um exemplo é a vacinação dos indígenas aldeados, das populações tradicionais, como os quilombolas. Temos um Estado com 52 municípios e cada um enfrenta uma realidade diferente. Isso sem contar que toda semana recebemos novos lotes de imunizantes, ou seja, a conta não vai bater”, explica.

De acordo com a diretora, enquanto Estado, é possível compreender as fragilidades enfrentadas nos municípios, mas ao mesmo tempo, a sociedade, a imprensa e os órgãos fiscalizadores exigem rapidez no resultado da aplicação das vacinas. “Por isso solicitamos, sempre, aos gestores municipais que concentrem esforços na aplicação, como também na alimentação dos dados no sistema”, reforça.

Fonte; Agevisa

Rondônia tem 1º bimestre positivo na geração de empregos

No setor de Serviço foram 791 novos empregos, seguido pela Indústria com (567), Agropecuária (172) e Construção (55).

Comércio e Serviço puxaram a geração de empregos com carteira assinada em Rondônia no primeiro bimestre de 2021. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério da Economia.

Os dados levam em consideração o saldo entre as demissões e contratações formais nos meses de janeiro e fevereiro, que pode ser positivo ou negativo.

No bimestre, Rondônia gerou 18.020 contratações e 15.630 desligamentos, com um saldo de 2.390 novos postos de trabalho com carteira assinada.

O saldo do Comércio 805 novas contratações. No setor de Serviço foram 791 novos empregos, seguido pela Indústria com (567), Agropecuária (172) e Construção (55).

Para o presidente em exercício da Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Rondônia (FACER), Marco Cesar Kobayashi, os dados do primeiro bimestre de 2021 são positivos e mostram a retomada da economia em Rondônia.

Kobayashi ainda destaca que é preciso vencermos a pandemia para que outros setores da economia sejam atingidos positivamente e possam voltar à normalidade.

Veja abaixo os 10 municípios com maior saldo positivo na geração de empregos, com dados acumulados de janeiro e fevereiro:

1.       Porto Velho ……….441

2.       Rolim de Moura….315

3.       Vilhena………………261

4.       Ji-Paraná…………….224

5.       Ariquemes………….150

6.       Machadinho ………..99

7.       Cerejeiras ……………81

8.       Pimenta Bueno…….78

9.       Buritis…………………70

10.   Chupinguaia………..59

RONDÔNIA

Admissões…….18.020

Demissões…….15.630

Saldo……………..2.390

Fonte: CAGED, Jan-Fev 2021, Ministério da Economia

Coronavírus: Neste domingo foram registrados 23 óbitos em Rondônia

Só em Porto Velho foram 07 óbitos.

Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) e a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), divulga balanço de dados referente aos casos de covid-19 no Estado.

Neste domingo (11) foram consolidados os seguintes resultados:

Casos confirmados – 197.624
Casos ativos – 15.133 (7,66%)
Pacientes recuperados – 177.943 (90,04%)
Óbitos – 4.548 (2,30%)
Pacientes internados na Rede Estadual de Saúde – 440
Pacientes internados na Rede Privada – 93
Pacientes internados na Rede Municipal de Saúde – 163
Pacientes internados na Rede Filantrópica – 19
Total de pacientes internados – 715
Testes Realizados – 524.136
Aguardando resultados do Lacen – 1.089

* População vacinada:
1ª Dose – 136.487
2ª Dose – 55.746

Profissionais de Saúde vacinados:
1ª Dose – 41.899
2ª Dose – 40.074

Indígenas vacinados:
1ª Dose – 6.482
2ª Dose – 4.588

Idosos vacinados:
1ª Dose – 68.690
2ª Dose – 2.714

Deficientes ILP:
1ª Dose – 176
2ª Dose – 08

Segurança e Salvamento:
1ª Dose – 536
2ª Dose – 00

* (Dados obtidos às 17h27)

No Estado, os números de casos confirmados, recuperados e de óbitos, desde o primeiro registro em 20 de março de 2020 até hoje (11 de abril de 2021), por covid-19 são:

TOTAL DE CASOS EM RONDÔNIA – 11/04/2021
MunicípioCasos TotaisÓbitos TotaisCurados Totais
Porto Velho69.4131.98062.103
Ariquemes16.97736215.351
Ji-Paraná14.20436512.699
Vilhena10.2351849.718
Cacoal10.1701729.396
Jaru6.2221235.390
Rolim de Moura5.2671044.683
Guajará-Mirim5.0951814.815
Machadinho D’Oeste4.954634.525
Pimenta Bueno4.153533.720
Buritis3.992543.754
Ouro Preto do Oeste3.423902.995
Candeias do Jamari3.228642.944
Alta Floresta D’Oeste3.082472.893
Nova Mamoré2.728462.255
Presidente Médici2.486512.201
Espigão D’Oeste2.184402.024
Cerejeiras1.898411.456
São Miguel do Guaporé1.777321.649
São Francisco do Guaporé1.693381.577
Nova Brasilândia D’Oeste1.507191.268
Alto Paraíso1.485331.406
Cujubim1.428281.261
Colorado do Oeste1.293181.175
Monte Negro1.27821987
Chupinguaia1.214151.161
Itapuã do Oeste1.185171.074
Costa Marques1.05018937
Urupá100224928
Campo Novo de Rondônia97521810
Alto Alegre dos Parecis96420806
Seringueiras95910915
Mirante da Serra7995714
Vale do Anari76212657
Alvorada D’Oeste75719674
Santa Luzia D’Oeste7148668
Cacaulândia6858652
Nova União67010636
Vale do Paraíso62123572
Cabixi59313541
Corumbiara53913488
Theobroma51019428
Governador Jorge Teixeira4856385
Rio Crespo4839438
Novo Horizonte do Oeste44915383
Ministro Andreazza44213418
Teixeirópolis4096383
Pimenteiras do Oeste34114319
São Felipe D’Oeste2896253
Parecis2166180
Castanheiras1935180
Primavera de Rondônia146498
Total geral197.6244.548177.943

Em Rondônia, nas últimas 24 horas foram registrados os seguintes resultados para covid-19:

ÚLTIMAS 24 HORAS
MUNICÍPIOSCASOS CONFIRMADOSÓBITOS
Porto Velho2257
Ariquemes836
Ji-Paraná290
Vilhena563
Cacoal00
Jaru431
Rolim de Moura10
Guajará-Mirim50
Machadinho D’Oeste00
Pimenta Bueno00
Buritis110
Ouro Preto do Oeste00
Candeias do Jamari-10
Alta Floresta D’Oeste160
Nova Mamoré00
Presidente Médici430
Espigão D’Oeste60
Cerejeiras91
São Miguel do Guaporé00
São Francisco do Guaporé12
Nova Brasilândia D’Oeste160
Alto Paraíso51
Cujubim10
Colorado do Oeste01
Monte Negro90
Chupinguaia00
Itapuã do Oeste10
Costa Marques00
Urupá00
Campo Novo de Rondônia00
Alto Alegre dos Parecis291
Seringueiras40
Mirante da Serra30
Vale do Anari00
Alvorada D’Oeste00
Santa Luzia D’Oeste00
Cacaulândia30
Nova União00
Vale do Paraíso00
Cabixi00
Corumbiara50
Theobroma00
Governador Jorge Teixeira00
Rio Crespo00
Novo Horizonte do Oeste100
Ministro Andreazza00
Teixeirópolis00
Pimenteiras do Oeste00
São Felipe D’Oeste20
Parecis00
Castanheiras10
Primavera de Rondônia00
Total geral61623

ÚLTIMAS ATUALIZAÇÕES:

  • Neste domingo (11) foram registrados 23 óbitos por covid-19 em Rondônia, sete foram em Porto Velho, sendo quatro mulheres (64, 55, 41 e 36 anos) e três homens (60, 57 e 51 anos); seis em Ariquemes, sendo duas mulheres (67 e 63 anos) e quatro homens (74, 71, 66 e 48 anos); três homens de Vilhena (82, 74 e 49 anos de idade; dois em São Francisco do Guaporé, sendo uma mulher de 48 anos e um homem de 56 anos de idade; uma mulher de 55 anos de Alto Alegre dos Parecis; um homem de 53 anos de Alto Paraíso; um homem de 63 anos de Cerejeiras; uma mulher de 42 anos de Colorado do Oeste e um homem de 80 anos do município de Jaru.
  • Ji-Paraná retirou um óbito após investigação epidemiológica constatar duplicidade de notificação com evolução de óbito, sendo retirado conforme conclusão da investigação.

Segundo a Agevisa, os dados são analisados diariamente pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), que acompanha também a investigação epidemiológica feita pelas equipes de Saúde nos municípios para checagem de dados.

Para informações detalhadas e relatórios na íntegra, acesse o Portal Coronavírus em Rondônia, através do endereço: coronavirus.ro.gov.br

Veja todos os relatórios de dados já publicados sobre a Covid-19 em Rondônia, clicando no link http://bit.ly/2EzHtco

Os dados de vacinação são adicionados ao sistema diretamente pelos municípios e são dinâmicos.
Para dados atualizados em tempo real, acesse: https://covid19.sesau.ro.gov.br/Home/Vacina

Pecuaristas protestam contra o baixo preço pago pelo leite em Rondônia

Durante protesto cerca de 10 mil litros de leite foram descartados.


Nesta terça-feira (6) um caminhão que transporta leite de propriedades rurais até laticínios foi parado por manifestantes em União Bandeirantes (RO), distrito de Porto Velho. Como forma de protesto cerca de 10 mil litros de leite foram descartados.

Os produtores rurais pedem o reajuste no valor do litro do leite. Em Rondônia os valores variam de acordo com cada laticínio, mas em média o preço do litro é R$ 1,20.

O estado tem mais de 28 mil produtores de leite que entregam mais de 1,6 milhão de litros de leite pro dia. Rondônia é o maior produtor de leite da Região Norte, e cerca de 40% do setor leiteiro aderiu a paralisação.

Pecuaristas protestam contra o baixo preço pago pelo leite em Rondônia — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Para a Federação da Agricultura e Pecuária de Rondônia (Faperon), uma alternativa para preservar a cadeia produtiva do estado é aumentar o consumo do leite. Entre as propostas está oferecer o produto na merenda escolar por meio de programas governamentais.

O Sindicato de Laticínios do estado de Rondônia diz que o problema é recorrente, mas há expectativa de melhorias.

Por Thais Gomes, Rede Amazônica

Laerte Gomes volta a criticar cartel de laticínios em Rondônia

Parlamentar alertou poder público para tomadas de medidas urgentes para evitar que produção de leite no estado seja zerada

O deputado estadual Laerte Gomes (PSDB) voltou a criticar o cartel dos laticínios em Rondônia e declarar apoio aos produtores do estado que, segundo o próprio parlamentar, “estão sendo assaltados pelos laticínios que mudam o preço do leite de um mês para o outro, diminuindo 40%” sem avisar os produtores”, ressaltou o deputado.

“E olha que o custo de produção dos nossos produtores só tem aumentado. O cartel de laticínios em Rondônia existe, como sempre afirmei, e é liderado pela Italac que, infelizmente, monopoliza o preço do leite no estado e prejudica os produtores. E são empresas que têm mais de 90% de isenção de impostos, enquanto o pequeno produtor não tem nada”, destacou Laerte Gomes.

Para o deputado, o poder público precisa, com urgência, intervir e inverter a situação e criar mecanismos de fiscalização, acabar com as isenções fiscais dos laticínios e passar para os produtores.

“Isso tem que acontecer antes que tenhamos que assistir à produção de leite de Rondônia ser zerada, já que os produtores estão extremamente desanimados. Eles não suportam mais serem humilhados por esses laticínios liderados pela Italac. E aos trabalhadores eu deixo meu recado, contem comigo. Estamos juntos para defender quem faz Rondônia acontecer, e são eles, nossos produtores, responsáveis por movimentar grande parte da economia do nosso estado”, concluiu o deputado Laerte Gomes.

Texto: Juliana Martins-ALE/RO

MS envia mais remessas de oxigênio para abastecimento de hospitais em RO

Em dois dias, Rondônia recebeu um total de 260 cilindros, enviados pelo Ministério da Saúde (MS)

O Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), recebeu na noite desta terça-feira (23), 180 cilindros de oxigênio contendo 10 metros cúbicos, cada. Esta é a terceira remessa enviada pelo Ministério da Saúde (MS) ao Estado. O insumo foi transportado pela aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB), visando fortalecer o abastecimento nas unidades hospitalares municipais de Rondônia.

De acordo com o secretário-adjunto da Sesau, Nélio Souza, os cilindros serão destinados aos 52 municípios do Estado, atendendo solicitações das prefeituras conforme a necessidade local.

Nélio diz ainda que todo o levantamento técnico dos municípios que realmente necessitam do produto é realizado pela Superintendência Estadual do Ministério da Saúde. O superintendente Estadual do MS, Irgo Mendonça, comentou sobre a movimentação durante os próximos dias, com vistas à chegada de mais oxigênio para contribuir no tratamento de pacientes acometidos pelo coronavírus. “Para quarta-feira (24) está prevista a chegada de um isotanque e mais 80 cilindros como este”, comunica.

A ação viabilizada pelo Governo Federal ocorre em estados que solicitaram reforço da União para evitar possíveis crises no abastecimento de suas regiões. Diariamente, mesmo aos finais de semana, sairão de Manaus (AM), aeronaves KC-390 carregadas com o produto para Porto Velho.

Fonte; Sesau

26 pacientes recuperados com Covid-19 retornam a Rondônia após tratamento em hospital do ES

Até o momento, 146 pacientes de Rondônia com Covid-19 foram transferidos para tratamento em outros Estados

Dentre os pacientes graves com Covid-19 que precisaram ser transferidos de UTI aérea de Rondônia para outros Estados, 26 se recuperaram da doença e já estão de volta às suas casas. No último domingo (21), mais oito que foram para Vitória (ES), se juntaram a essa estatística. Uma parceria entre Governo de Rondônia e o Ministério da Saúde com a finalidade de garantir o tratamento de pacientes em outras localidades, em decorrência da lotação de leitos em Rondônia.

Todos esses pacientes foram transferidos com quadro clínico grave para o Hospital Jayme Santos Neves em Vitória (ES). Ficaram internados na Unidade de terapia Intensiva (UTI), e  após melhora clínica saíram da UTI, ficando alguns dias na enfermaria até completa recuperação e condições de alta.

Com a alta e sem impedimento ou recomendação médica, alguns pacientes têm retornado em voo comercial custeados pelo Governo de Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Considerando a situação atípica em que esses oito pacientes tiveram alta no mesmo dia, o Ministério da Saúde disponibilizou aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) para traslado desses pacientes.

Os pacientes saíram do Espírito Santo no domingo (21) às 11h e chegaram a Porto Velho às 17h, onde acompanhados pela equipe da Sesau, foram recebidos por familiares.

Até agora, um total de 146 pacientes com Covid-19 foram transferidos para os estados de Vitória (ES), Cuiabá (MT), Campo Grande (MS), Goiânia (GO), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ), Canoas (RS) e Manaus (AM).

Fonte: Sesau

Médicos sem Fronteiras farão intervenção em Rondônia

ONG é mantida por mais de 6 milhões de doadores espalhados no mundo todo, o que dá a eles a independência financeira.

Representantes da ONG Médicos sem Fronteiras estiveram no Conselho Regional de Medicina do Estado de Rondônia esta semana apresentando o trabalho que estão prestes a realizar no Estado. Recebidos pelo presidente Dr. Robinson Machado, destacaram a intenção de intervir na capacitação dos profissionais que estão à frente das UPAs focadas no atendimento contra a Covid-19.

De acordo com Fábio Biolchini, a ONG é mantida por mais de 6 milhões de doadores espalhados no mundo todo, o que dá a eles a independência financeira de poder intervir em qualquer situação de alerta em prol da população.

“Através da nossa central que acompanha os dados epidemiológicos em todo o mundo, o alerta na região Norte para os estados de Amazonas e Rondônia foi acionado, e aqui estamos para poder baixar as curvas de infecção e reduzir o encaminhamento de pacientes a necessidade de leitos de UTI. A fila de mais de 150 pessoas à espera de um leito de UTI neste Estado já bastou para ligar nosso alerta e podermos ajudar”, explicou.

O presidente do Cremero contextualizou os agentes sobre as ações desenvolvidas e as problemáticas enfrentadas justamente pelos profissionais das UPAs. Abordou também a necessidade de olhar para outras cidades do interior do Estado em situações também de abandono e precariedade.

“Nos colocamos à disposição para auxiliá-los no que for preciso, essa intervenção é extremamente bem vinda e sabemos do potencial dessa ONG em realmente cooperar e solucionar problemas”, acrescentou Dr. Robinson Machado.

Uma equipe de médicos está a caminho para iniciar o trabalho e a permanência deles em Rondônia será de aproximadamente 2 meses. “Nosso planejamento e cronograma envolve capacitação dos profissionais e consequentemente redução de números de pacientes com complexidade. Quando essa redução for sendo identificada entenderemos que é hora de nos retirarmos de cena, certos de que nossa missão foi completada e será mantida por aqueles que participaram da capacitação e serão multiplicadores”, enfatizou o representante da ONG.

Fonte: Diário da Amazônia

Carga de oxigênio para abastecimento de hospitais chega em Rondônia

O material foi enviado pelo Ministério da Saúde.

O avião com cinco mil metros cúbicos de oxigênio chegou a Rondônia na tarde desta sexta-feira (19). O material foi enviado pelo Ministério da Saúde e será direcionado ao abastecimento de unidades hospitalares que tratam pacientes de Covid-19 em cidades do interior do estado.

O governador Marcos Rocha aguardava a carga acompanhado de um representante do Ministério da Saúde e do comandante da Base Aérea, o processo de retirada do tanque da aeronave demorou cerca de uma hora.

Nessa primeira remessa estão cinco mil metros cúbicos de oxigênio líquido para atender aos municípios que estão com dificuldade de abastecimento. De acordo com o governo, cada cidade deve enviar cilindros para abastecer em Porto Velho. Até o momento, pelo menos 30 municípios já demonstraram interesse e devem enviar veículos para buscar o gás.

Por conta da alta nos números da Covid-19, uma das empresas que fornece oxigênio para 31 dos 52 municípios de Rondônia, comunicou na última semana que não tem mais como fornecer o serviço, pois não consegue comprar insumos. Com o comunicado, o Ministério Público Federal (MPF) alertou o Ministério da Saúde sobre o possível desabastecimento de oxigênio no estado e pediu providências urgentes mediante o colapso na saúde.

O medo era que Rondônia passasse por situação parecida a do estado vizinho: Amazonas, que enfrentou o caos e durante recordes nos casos de Covid. Manaus precisou enviar pacientes que dependiam de oxigênio para outros estados. Parentes de pessoas internadas tiveram que comprar cilindros com o gás por conta própria. Na época, o desabastecimento não afetou somente os pacientes com Covid, mas bebês e grávidas precisaram ser transferidos para não ficarem sem oxigenação.

No último sábado (13), a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) informou que o governo não teria como socorrer as prefeituras do interior de Rondônia em caso de desabastecimento de oxigênio, pois a rede estadual usa oxigênio líquido em tanques, enquanto os municípios utilizam oxigênio gasoso em cilindros. O Governo garantiu que o estado conta com armazenamento considerável e não vai faltar oxigênio na rede estadual. Os problemas seriam nas redes municipais.

Fonte: G1/RO

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